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Exportações industriais gaúchas diminuem 11,5%

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Veículos automotores, reboques e carrocerias sofreram recuo de 31% (Foto Divulgação, Banco de Dados, Folha de Caxias)

Em 2019, as exportações industriais do Rio Grande do Sul recuaram 11,5% em relação ao ano anterior, fechando em US$ 12,2 bilhões. O resultado fraco é consequência da redução das vendas para parceiros comerciais relevantes, com destaque para China, 11,4%, e Argentina, 36,3%.

Os setores que mais sofreram com queda foram os de químicos, 9,2%, e veículos automotores, reboques e carrocerias, 25,3%. "A crise da Argentina vem diminuindo as vendas e ainda não encontramos nichos de substituição, já que a maior parte dos setores estão em queda nos negócios com o país vizinho", ressalta o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry, ao divulgar a pesquisa na segunda-feira (13).

Em dezembro, as vendas externas da indústria gaúcha totalizaram US$ 968 milhões, caracterizando retração de 16,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A análise por setores mostra que, dos 23 segmentos da indústria de transformação exportados em dezembro, 18 registraram queda sobre a base de comparação mensal. Destacam-se os setores de tabaco, 46,1%; veículos automotores, reboques e carrocerias, 31,2%; e químicos, 30,8%.

A queda nos químicos é reflexo da retração em produtos orgânicos, 28,2%, puxada pela menor demanda de petroquímicos básicos. No tabaco é devido à antecipação dos embarques realizados nos meses anteriores. O setor de veículos automotores, reboques e carrocerias ainda sofre com a crise argentina, mas também responde à menor demanda chilena no mês.

Assim como nos meses anteriores, o setor de alimentos registrou alta de 31,3%, configurando a oitava consecutiva na comparação mensal. O desempenho é puxado pelo complexo carne, consequência da maior demanda chinesa: carne de frango in natura, 130,5%; carne de suíno in natura, 111,6%; e carne de boi in natura, 190,3%.

Compras externas também em baixa

Com relação às importações, o estado adquiriu US$ 684 milhões em mercadorias, retração de 25,1% ante dezembro do ano passado. No acumulado do ano, foram US$ 9,9 bilhões, queda de 12,2% em relação a 2018. De todas as grandes categorias econômicas, somente combustíveis e lubrificantes apresentou alta, 49,8%, por se tratar de um efeito sazonal. As demais categorias tiveram recuos de 49,2%, bens intermediários; 15,2%, bens de consumo; e 4,3%, bens de capital. A queda de bens Intermediários foi puxada fortemente pela redução do consumo de insumos industriais elaborados, em 56,7%.

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