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Atividade industrial gaúcha aumenta 2,7% no semestre

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O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS) divulgado nessa segunda-feira (5) apurou crescimento de 2,7% no primeiro semestre na comparação com igual período do ano passado. Os destaques foram o faturamento real e as compras industriais, com altas de 6,7% e 6%, respectivamente. Outros componentes dos seis que compõem o IDI-RS também deram contribuições importantes: horas trabalhadas na produção, 0,3%; emprego, 0,4%; e utilização da capacidade instalada, que subiu 1,6 ponto percentual. Apenas o indicador de massa salarial real caiu no período, 1,1%. "A indústria gaúcha está inserida em um contexto de estabilização desde o início do segundo semestre de 2018. A baixa base de comparação favoreceu o crescimento da atividade nesse ano", avaliou o presidente da Federação das Indústrias do Estado (FIERGS), Gilberto Porcello Petry.

Acrescenta que a demanda interna fraca é a principal causa desse cenário de estabilidade da indústria gaúcha, marcado também por desemprego alto, crise fiscal e incertezas econômicas, fatores restritivos aos investimentos e consumo. No mercado externo, a principal razão é a crise argentina, que afeta as exportações industriais do estado. "Para a segunda metade do ano, espera-se lentamente a volta da atividade industrial à trajetória observada antes dos protestos dos caminhoneiros, no ano passado. Há confiança na indústria gaúcha em um ambiente de inflação controlada, juros baixos, menor endividamento das famílias e menor incerteza com a aprovação da Reforma da Previdência", observa. 
Entre os 17 setores industriais pesquisados, em 10 deles o nível de atividade cresceu no período, especialmente veículos automotores, 18,1%; tabaco, 10%; madeira, 8,4%; e material elétrico, 2,8%. Os demais ficaram abaixo da média geral. Os principais impactos negativos vieram de vestuário e acessórios, 10,1%; têxteis, 6,3%; alimentos, 0,9%; e produtos de metal, 0,8%. 

Na comparação com maio de 2019, depois de dois meses seguidos de recuperação, a atividade recuou em junho, mantendo a trajetória instável iniciada na segunda metade do ano passado. O IDI-RS caiu 2% no período, com ajuste sazonal, devolvendo parte dos crescimentos de abril, 2,2%, e maio, 1,5%. Dos componentes do IDI-RS, apenas emprego, com 0,2%, e massa salarial real, 0,5%, apresentaram crescimento em junho. Faturamento real apurou queda de 6,7%; compras industriais, 8,3%; horas trabalhadas na produção, 1,6%; e a UCI teve recuo de 1,4 ponto percentual, consolidando grau médio de 81,6%. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o IDI-RS caiu 2,8%, a primeira taxa negativa desde maio de 2018, resultado influenciado por dois dias úteis a menos em junho de 2019.

 

 

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