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O progresso que transformou Canela

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Coluna publicada no dia 11/08.

Leonardo Santos

Canela viveu, nos últimos anos, uma das maiores transformações visuais da sua história. A imagem que ilustra isso é fácil de enxergar para quem cruza a ERS-235. Em um único quadro, aparecem a estátua da liberdade da Havan, a fachada da própria loja, o foguete do Parque da Nasa, o Mundo a Vapor e a Roda-Gigante. Desses cinco pontos, apenas o Mundo a Vapor existia até pouco tempo atrás.

De 2020 para cá, tudo mudou

Se voltarmos para 2020, nenhum desses empreendimentos — com exceção do Mundo a Vapor — fazia parte do cenário de Canela. A Havan foi a primeira a chegar, em novembro de 2021, e a partir daí, tudo mudou rápido. Hoje, quem passa por ali percebe o impacto visual e turístico dessa nova configuração.

A beleza que salta aos olhos

Eu passo por esse trecho todas as manhãs, ainda antes do amanhecer. Mesmo no escuro, a beleza da composição salta aos olhos. É um recorte da cidade que mostra como ela cresceu, como o turismo e os investimentos privados moldaram uma nova cara para o município.

Transformação também nos bairros

E essa mudança não se limita a esse pedaço da estrada. Está também no Centro e nos bairros, onde terrenos baldios deram lugar a casas, prédios e comércios. Locais que por muito tempo permaneceram vazios agora têm vida.

Quando a cidade não tinha asfalto

Se olharmos um pouco para trás, vemos o tamanho da mudança. Há 15 anos, por exemplo, a rua Dona Carlinda — onde está Prefeitura de Canela — sequer tinha asfalto. A Borges de Medeiros também era assim: asfaltada apenas no entorno da igreja. A rua Augusto Pestana passava pela mesma realidade.

Asfalto e qualidade de vida

O diretor do Jornal Integração, Cláudio Scherer, costuma dizer que “o asfalto é bonito e dá qualidade de vida”. Eu concordo. No fim, é disso que se trata: qualidade de vida. A gente compra um carro para ter mais conforto, compra uma casa para viver melhor, trabalha para ganhar mais e, assim, melhorar as condições do dia a dia.

Memórias

Minha ligação com a rua Dona Carlinda é antiga. Minhas primeiras memórias de infância, quando eu tinha cerca de cinco anos, estão ali. Eu estudava na Escola Ítala Reis, em 2005, que ficava próxima ao prédio da Previdência Social. Caminhava com minha mãe por essa rua até a Prefeitura, onde meu pai trabalhava.

O que mudou no trajeto

Lembro exatamente de como era o trajeto. Alguns dos terrenos estavam vazios. Com o tempo, eles deram lugar a prédios novos. E mesmo os prédios mais antigos foram sendo substituídos. Claro, ainda há espaços que seguem esperando por algo, mas isso é apenas questão de tempo. O exemplo que mais deve marcar a comunidade é onde está instalado o Sicredi. Quanto tempo aquele terreno ficou sem uso?

Progresso de dois lados

O progresso chega de formas diferentes. Primeiro, pela iniciativa privada, com grandes empreendimentos turísticos que mudam o cenário da cidade. Depois, pelo poder público, com obras de infraestrutura, como o asfalto, que melhoram a vida de quem mora aqui.

Para todos

O que espero é que essa evolução não se concentre apenas no cartão-postal que aparece nas fotos. Que avance para dentro dos bairros, onde ainda há ruas sem pavimentação, e que a mesma atenção dada às áreas turísticas seja também direcionada às comunidades.

Ginásio Municipal — o que mudou e o que esperar

Está na Câmara o projeto que altera a lei de forma técnica, mas o sentido é claro: a obra vai trocar de endereço. Antes, o ginásio estava previsto para o bairro Celulose — mas o terreno acabou inviabilizado por questões que podem envolver infraestrutura e burocracia. Agora, quem circula nos arredores garante: o novo local será próximo ao Posto do Canelinha, na avenida Cônego João Marchesi.

Esse movimento não surgiu do nada e não é novidade: há meses, o prefeito já havia mencionado isso em entrevista ao Jornal Integração, embora na época não tivesse dito que o processo estava oficialmente tramando. Um resumo do que disse (publicado pelo colega Tiago Manique em sua coluna): “decidimos em questão de governo que vai ser feito no Canelinha. Vamos abrir uma rua e ter um espaço multiuso público.”

O valor para a construção são aqueles R$ 9 milhões, oriundos do acordo com a concessionária Corsan, todos dedicados ao propósito esportivo. Mas vamos combinar? Na prática, isso não garante um projeto com padrão bacana — material, mão de obra, adaptações de terreno… tudo isso pode devorar boa parte da verba. É aquele papo: se for pra levantar algo meia-boca, mais vale esperar juntar mais.

E o prazo? Mesmo com a troca de endereço formalizada agora, ainda tem chão pela frente — projeto executivo, licitação, contrato e execução da obra. Mantendo o compasso da máquina pública, é razoável acreditar que só veremos o ginásio funcionando depois de 2028. E isso sem contar possíveis revisões, aumento de custos ou interferências políticas pelo caminho.

O que você tem hoje na mesa é isso: o governo já tinha confiança no novo local, já comunicou isso à comunidade via imprensa, e agora está legalmente embasado. O dinheiro está reservado — mas se a gente quer algo que valha a pena mesmo, convém olhar com lupa, cobrar mais e pacientemente esperar o momento certo.

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