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Britas Tomazelli é homenageada pela Câmara

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A empresa Pedras Britadas Tomazelli recebeu na sessão de ontem (08), Moção de Aplausos pela passagem dos 46 anos de instalação no município de Gramado. A proposta é de autoria da vereadora Rosi Ecker Schmitt.

A homenagem foi entregue ao seu Henrique e a dona Flávia. “Quero fazer um agradecimento pela Moção que para a família é uma emoção. A nossa história é resumida, pois ela é muito maior do que o relato. O ditado diz agua mole em pedra dura, tanto bate até que fura, na pedreira o que precisa é muita vontade de trabalhar”, disse Henrique.

Rosi falou em nome dos Vereadores. “É uma noite feliz, pois estamos prestando essa homenagem a uma empresa com tanta história. É de suma importância reconhecer o trabalho, o comprometimento e os bons serviços a essa empresa que vem atuando e fortalecendo a nossa economia. A empresa cresceu muito, investiu, se modernizou isso sempre buscando o melhor resultado. São mais de 40 anos, são poucas que conquistam isso, então é motivo de comemoração. Passaram por dificuldades, enfrentaram problemas, mas com esforço, com a união da família e muito trabalho resolveram todos os problemas, e hoje comemoramos com vocês esse trabalho. Parabéns a toda família, nosso reconhecimento a empresa Tomazelli que foi determinante no crescimento de nossa cidade”, destacou.

Histórico

Uma história de amor e muita vida dedicada ao negócio. Seu Henrique José Tomazelli nasceu em julho de 1945 e tem 11 irmãos, 2 homens e 9 mulheres. Casado com Flavia Roldo Tomazelli há 50 anos, com quem tem 4 filhos homens, criados literalmente com as pedras, Luciano, Silvio, Rodrigo e José Luis, foram criados em meio à lida com as pedras, as quais tantas dificuldades apresentaram aos pais, mas que também garantiram a sobrevivência deles. E, não menos guerreiros, desde criança se envolvem na atividade, ajudam em tudo e hoje estão preparados para assumir o negócio por completo, mas ‘vigiados’ de perto pelo patriarca, que não sai de perto, por pura paixão pelo que faz, quem vê hoje a empresa não acredita nas dificuldades que passou. Mas, é fácil imaginar quando se faz uma viagem no tempo. A história da Britas Tomazelli se inicia em 1943, quando seu José Tomazelli, pai de Henrique, comprou a área de 17,5 hectares de terras para a produção agrícola como sustento da família e logo percebeu que ali havia a possibilidade de extração de pedras. Em seguida, familiares do seu José, irmãos e sobrinhos, iniciaram a atividade e com carroças levavam pedras para as obras da região, como a Estação de Trem. A exploração chegou a ser alugada a Bazzan e Zeca Libardi. Enquanto isso, seu Henrique José Tomazelli trabalhava na lavoura e como diarista para famílias vizinhas e pegou ‘gosto pela pedra’, pela exploração da pedra como negócio, trabalhando de empregado para parentes por parte do pai, durante 11 anos. Em abril de 1973, há 46 anos, surgiu a oportunidade de fazer a sua própria empresa, quando fundou, junto com um irmão, a Pedras Britadas Tomazelli. Mas não produzia britas. Só paralelepípedo e pedras para muro (de alicerce). Para transportar contavam com um caminhão caçamba, gasolina, ano 1970. Embora só tivesse três anos de uso “era judiada”, definiu seu Henrique sobre as condições do veículo. Em 1975 já conseguiram comprar um caminhão novo. Em 1977 adquiriu equipamentos usados e começou a produzir brita. Incentivado pela Prefeitura, pois a pedreira municipal que era no Bairro Moura, estava parada. Então passou a fornecer 35m³ (metros cúbicos) por dia para a manutenção das estradas do interior. Em 1978 conseguiu um bom serviço fornecendo paralelepípedos para o pátio da refinaria da Petrobrás, em Canoas. Com isso se encorajou e comprou a primeira carregadeira, usada, e um ano após uma nova. Em 1983 assumiu a Empresa sozinho. Foi quando as dificuldades se acentuaram e “dali até 88 foram anos de muita luta”, resume seu Henrique. Além de tudo o prefeito mudou e não deu continuidade no contrato. Em 1986 a empresa tinha encomendado um conjunto novo para a produção de britas e a entrega demorou muito, além de cobrar atualizações no valor que chegaram a 30% e a máquina antiga estava quebrada, assim “foram sete meses sem produzir nada”, lembra Tomazelli. Em 1988 forneceu brita para a empresa (Zucolotto) que fez o asfalto da Várzea Grande até a Serra Grande, divisa com Santa Maria do Herval, mas novas dificuldades surgiram. “A obra era para ser entregue em 120 dias e passou de um ano e meio, porque o Estado não pagava”, lembra. Seu Henrique então teve de vender as duplicatas do faturamento para os bancos “deixando quase a metade pelo juro”, comenta. Aos poucos as coisas foram engrenando e hoje em dia seu Henrique e dona Flávia comemoram os resultados. A empresa se modernizou, tem vários veículos para o transporte, máquinas modernas e os filhos estão todos muito bem e já lhe deram 8 netos, que também já estão pelos corredores da empresa.

 

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