A Marcopolo desativará, no final de outubro, a planta industrial localizada em Duque de Caxias (RJ), que tinha como principal atividade a produção de modelos urbanos. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da companhia e faz parte, segundo comunicado da empresa enviada à Bolsa de Valores, do processo de otimização de plantas e adequação da capacidade fabril da companhia.
Diz, ainda, que a concentração das operações brasileiras em menor número de fábricas vem contribuindo para a redução de custos e incremento da eficiência. Também menciona que as melhorias operacionais alcançadas nos últimos anos permitirão que as plantas remanescentes tenham capacidade suficiente para absorver a recuperação de volumes à medida que os mercados se regularizarem, em um cenário pós-pandemia.
Esta é a segunda planta desativada pela Marcopolo. A primeira foi a unidade Planalto, em Caxias do Sul, fundada em 1957 e que foi a segunda sede do grupo. A área física superior a 46 mil m², com construção de 36,3 mil m², será colocada à venda. A produção foi concentrada na planta de Ana Rech, em atividade desde 1981, localizada próximo ao complexo da Neobus, marca adquirida pela Marcopolo em 2015.
A produção da planta de Duque de Caxias deve ser direcionada para a de São Mateus, no Espírito Santo, a mais nova do grupo, inaugurada em 2014. Inicialmente projetada para montar veículos Volare para exportação e mercado interno, atualmente já absorve parte dos modelos urbanos. A Marcopolo adquiriu 50% da operação do Rio de Janeiro em 1999 e, dois anos após, o restante. A planta, fundada em 1955, tem quase 75 mil m² de área construída em terreno de 211.846 m². Atualmente, estavam empregadas em torno de 800 pessoas.









