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Segurança defensiva na decisão

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Tiago Manique

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GRAMADO – O objetivo principal da temporada do Centro Esportivo Gramadense (CEG) foi o acesso para a Série A2 do Gauchão 2025. Após superar o São Paulo de Rio Grande na Vila Olímpica na semana passada nos pênaltis, agora é momento de virar a chave e focar na disputa do título da Terceirona.

Os primeiros 90 minutos da decisão serão neste domingo (1º), às 15h, na Vila Olímpica, diante do Real Sport. Na primeira fase, as equipes se enfrentaram com empate em Tramandaí e vitória do Gramadense em Gramado. Agora, medirão forças na busca pela taça. Um dos triunfos do Trem da Serra para a final está no clube desde os 10 anos de idade, iniciando ainda nas escolinhas. O goleiro Maicon, que defendeu o pênalti cravando o Gramadense no acesso e, respectivamente, na final, fez uma reflexão das cobranças de pênaltis e manifestou a confiança do grupo.

“A partir do momento que acabou o jogo, estávamos muito confiantes para a disputa de pênaltis. Quanto às cobranças, no início bate a ansiedade, porque era todo um ano de trabalho. Na quinta cobrança do São Paulo, que erraram, eu estava na bola e, depois, ali, tirou um pouco daquele peso, pois igualamos. E a última cobrança foi a que eu esperei mais, pude ficar, fazer a leitura correta e conseguir fazer a defesa. É um momento único que todos nós, goleiros, esperamos e trabalhamos para isso, que é poder decidir um título, um acesso. Para mim, que estou aqui desde criança, é um sonho realizado, objetivo alcançado junto dos meus companheiros”, descreveu.

Para a decisão contra a equipe do Real, pelo fato de terem tido os confrontos na primeira fase, Maicon mostrou conhecer os principais trunfos da equipe, onde o Gramadense deve ter atenção especial.

“Sabemos que é um time que gosta muito da bola longa, eles têm um atleta alto na frente, que é o centroavante, e também têm outros atletas qualificados, principalmente na bola aérea, que são os dois zagueiros. Então, a gente sabe que esses são os grandes riscos que poderemos sofrer. Já estamos trabalhando em cima da ideia do jogo e estamos preparados para conseguir mais um objetivo, que é ser campeão, que não era somente o acesso, mas sim o objetivo final, que é o campeonato”, disse.

Foto: Leonardo Santos/JIH – Goleiro Maicon herói do acesso, no clube desde criança

Preparação

Longe dos holofotes, não aparecem muito os profissionais da preparação dos goleiros. Mas, ali, na performance do guarda-metas, tem muito do trabalho desses preparadores. Um destes, que tem responsabilidade naquela defesa de mão trocada de Maicon, que levou o Gramadense ao acesso, é o preparador de goleiros do clube, Matheus Teixeira. Ele explicou como foi aquele momento após o apito final contra o São Paulo, que antecedeu a cobrança de pênalti, durante conversa com o goleiro Maicon.

“Nesse momento, se trabalha muito o mental do atleta, é o mais importante. Converso sobre o que pode acontecer, quais as situações que têm que estar preparado, o que vai acontecer. Então, além da preparação técnica, que vem sendo trabalhada em toda a pré-temporada, durante a primeira fase e o andamento da competição, é lapidada na parte final, nos mata-matas, a parte mental. Essa conversa é muito importante, porque onde decide o jogo é o detalhe. E durante a cobrança, ficar atento na dinâmica de pegar o ponto fraco do adversário, esperar, ver o posicionamento corporal e a tomada de decisão correta. E fruto do treinamento, a parte da velocidade de reação do Maicon pode ter nos ajudado”, explicou.

Desde 2023 no clube, onde atuou nas categorias sub-17 e sub-20, Matheus contou detalhes de como é realizada a preparação com os goleiros. Um dos pontos destacados por ele foi a forma específica de como é realizado o treinamento durante a semana. Assim como na parte coletiva, os arqueiros são preparados também para situações de jogo, conforme atua o adversário.

“Planejamos o trabalho junto ao treinador, qual é a ideia da semana, parte coordenativa, técnica, vamos adicionando situações do jogo. No final da semana, a gente já começa com o que vai realmente acontecer mais em uma partida, que são a parte das finalizações, cruzamentos, trabalho de enfrentamento, cobertura, para analisar também o adversário, o que eles usam mais. Exemplo: no São Paulo, tinha um atleta que cobrava falta muito em direção ao goleiro. Fizemos, então, um trabalho de cruzamento com a parte de bola fechada. Quando temos conhecimento e dados do adversário, fazemos esse trabalho específico”, finalizou.

Foto: Leonardo Santos/JIH – Preparador de goleiros Matheus Teixeira

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