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Situação financeira das famílias piora em agosto

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O mês de agosto registrou aumento para 71,3% no índice de famílias endividadas, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Fecomércio-RS nesta quinta-feira (19). No mesmo mês do ano passado o indicador apontava 67,4%. Houve queda frente a julho, que apurou 72,9%. Em relação à percepção do nível de endividamento, o índice dos que se consideram muito endividados atingiu 18% ante os 15,5% no mês anterior e 9,8% em agosto de 2018.

A parcela da renda comprometida com dívidas em agosto foi de 29,1%, levemente inferior à média em 12 meses (29,5%). Já o tempo de comprometimento está em seis meses, superior à média do mesmo período. O cartão de crédito permanece como principal meio de dívida, respondendo por 76,4%, seguido por carnês, 35,9%; crédito pessoal, 15,5%; e financiamento habitacional, 13,7%.
O estudo aponta, ainda, que 25,5% das famílias gaúchas estão com dívidas em aberto, o que representou aumento frente ao mesmo período do ano anterior, que fora de 19,8%. Também foi observado avanço, pelo quinto mês consecutivo na margem, no índice de famílias que relataram não ter condições de quitar seus débitos pelos próximos 30 dias, passando de 9% para 10,2%. Em 2018, o indicador era de 3,9%, considerado extraordinariamente baixo para o período. Apesar do avanço, o indicador segue inferior ao maior valor da série, de 15,9%, registrado em outubro de 2016.

Para o presidente Luiz Carlos Boh, a possibilidade de saque das contas do FGTS pode ser uma oportunidade para a quitação total ou parcial da dívida de muitas pessoas. Pondera, no entanto, que a alta informalidade do mercado de trabalho continuará sendo um dos principais motivos para a dificuldade das famílias em manter os compromissos financeiros em dia devido à característica da menor regularidade dos prazos e valores das remunerações.

Apesar da redução da taxa Selic, seguem preocupantes os níveis ainda elevados dos juros de cartão de crédito rotativo e cheque especial. “Este cenário, aliado à instabilidade econômica e à informalidade do mercado de trabalho, contribui para o endividamento das famílias e a dificuldade em quitar seus débitos. Sem uma reação efetiva, os resultados não devem melhorar no curto prazo”, acrescenta.

 

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