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Confiança do industrial gaúcho tem nova alta

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O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) avançou na pesquisa divulgada, nessa quarta-feira (22), pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS). Passou de 42 pontos, em junho, para 49,1, em julho, a segunda alta expressiva seguida após a queda histórica, de 34,9, dos três meses anteriores. Porém, como o índice, que varia de 0 a 100, continua abaixo de 50 pontos, mostra falta de confiança ainda predominante entre os empresários, embora em recuperação. “A melhora da expectativa entre os industriais decorre da crença na continuidade do equilíbrio das medidas de isolamento social e no retorno gradual das atividades, que pode ser abalada, porém, diante da possível reversão desse processo no estado”, avalia o presidente Gilberto Porcello Petry.

O dirigente destaca, no entanto, que, apesar do avanço, o baixo nível da confiança de julho sinaliza uma recuperação muito lenta da indústria nos próximos meses. “O resultado revela que o setor segue enfrentando imensas dificuldades com a recessão econômica imposta pelas medidas de contenção da pandemia”, acrescenta.

Embora tenha crescido de 26,9 para 35 pontos, de junho para julho, o Índice de Condições Atuais, abaixo de 50 pontos, revela uma percepção de piora menor, mas ainda bastante disseminada na indústria gaúcha. O índice de empresários que apontou piora na economia brasileira caiu de 86,6% em junho para 78,2% em julho, elevando o Índice de Condições Atuais da Economia Brasileira de 20,9 para 27,8 pontos no período. O Índice de Condições das Empresas mostrou o mesmo comportamento, subindo de 30 para 38,5 pontos.

O Índice de Expectativas para os próximos seis meses subiu pelo terceiro mês seguido e alcançou 56,2 pontos, 6,7 acima de junho, retornando ao terreno positivo, acima de 50, após três meses abaixo. Entre junho e julho, o Índice de Expectativas da Economia Brasileira aumentou de 43,3 para 50,4 pontos, saindo de uma visão pessimista para um ligeiro otimismo. Esse resultado reflete o aumento da proporção de empresários confiantes, que cresceu 10 pontos, para 33,7%, e a redução de pessimistas, que caiu 14, para 27,5%. Com isso, aumentou também o otimismo com o futuro das empresas, cujo Índice de Expectativas subiu de 52,6 para 59,2 pontos.

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