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Safra de frutíferas deve ser de alta qualidade

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Esta terça-feira (20) foi mais um dia que amanheceu com baixas temperaturas na Serra. A ausência do frio, que demorou a chegar neste inverno e vinha preocupando muito os fruticultores, que retardaram ao máximo a prática da poda seca, agora não é mais problema. As ondas de frio ocorridas em julho e agosto fazem com que a quantidade de horas de frio necessárias para as frutíferas já esteja bem próxima da média neste ano. Na região colonial da Serra Gaúcha, a média histórica de horas de frio abaixo de 7,2ºC, de acordo com medição feita pela Embrapa Uva e Vinho de Bento Gonçalves, onde está instalada uma estação meteorológica, é de 409 horas por ano.

O engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Enio Ângelo Todeschini, explica que a redução das temperaturas e o comprimento dos dias (horas de luz) do outono induzem as plantas das principais espécies de frutíferas de clima temperado cultivadas na Serra, como macieira, parreira, pessegueiro, pereira, caquizeiro, ameixeira, figueiro, kiwizeiro, mirtileiro e amoreira, à dormência, perdendo as folhas justamente para suportar e sobreviver aos rigores do inverno. “Ao mesmo tempo, o frio é fator indispensável para a superação dessa dormência no início da primavera, no intuito de garantir uma brotação regular, uniforme e vigorosa das gemas foliares e floríferas”, pontua.

Todeschini lembra que até o final de junho o inverno trazia preocupações aos fruticultores, com um acúmulo de horas de frio (50h) equivalente a um terço da média histórica para o período. “Já havia plantas florescendo/frutificando e brotando”, afirma. Porém, nos meses de julho e agosto esse panorama mudou completamente.

As duas massas de ar frio que ocorreram em julho e que vêm se repetindo sucessivamente em agosto fazem com que o total de horas de frio até o momento, faltando pouco mais de 30 dias para o término do inverno, já se aproxime da média histórica para a região. “Com o frio, as plantas se mantiveram na dormência, reduzindo a preocupação dos fruticultores de geadas tardias causarem danos e prejuízos à fruticultura. Eles também estão podendo realizar a poda seca de produção, que foi postergada ao máximo, pois contribui no processo de florescimento e brotação”, avalia. Conforme Todeschini, diante deste panorama, a perspectiva é de uma safra de volumes dentro da média histórica e de alta qualidade das frutas.

 

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