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O difícil trabalho que o Gramadense conseguiu

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O esporte coletivo e, principalmente, o futebol, quando se trata de Brasil, busca resultados de forma acelerada. Não se tem paciência, mas se houver planejamento e tempo de espera, algo que é muito difícil, aos poucos os resultados são conquistados. O Gramadense virou a chave em 2008, quando deixou o amador e fez a transição para almejar o futebol profissional, que foi adotado no clube somente em 2022, quando estreou na Terceirona Gaúcha e na Copa FGF.

O início na base

Com essa transição do amador para alcançar o futebol profissional, foi priorizado o trabalho de base. Muitas mãos se uniram para solidificar este projeto. O Gramadense possui um projeto social e de categorias de base no turno inverso da escola, em parceria com a Prefeitura de Gramado. São disponibilizadas 850 vagas para crianças e adolescentes. No futebol de base, o clube participa de diversos campeonatos, do sub-10 ao sub-20, incluindo Campeonatos Gaúchos em algumas categorias.

A virada de chave

A grande virada de chave do clube, para fortalecer esse projeto social, foi com a venda do estádio dos Pinheirais, no Centro de Gramado. Com o ingresso de recursos e a construção da Arena no bairro Carazal, e com parcerias, o clube pôde fortalecer o futebol, mas sem nunca se descuidar do principal, que são as pessoas e, principalmente, as crianças e adolescentes.

De crianças ao acesso

O Gramadense conquistou o acesso para a Série A2 do Gauchão de 2025 e, respectivamente, chegou à final da Terceirona Gaúcha, quando venceu nos pênaltis o São Paulo de Rio Grande, no domingo, na Vila Olímpica (matéria nesta edição). Desta equipe do futebol profissional, um dos destaques é Maicon, que defendeu o pênalti decisivo. O goleiro está no clube desde os 8 anos de idade. Outra prova disso é o zagueiro Dieter e o volante Tobias. A maior parte do elenco profissional é formada dentro do clube. Mas cito estes três para exemplificar, que começaram ainda crianças no clube e hoje fazem parte da história.

O canelense mais Gramadense

Todos sabemos da rivalidade histórica que havia entre Serrano e Gramadense, principalmente quando ocorria o Estadual Amador. Era um período, como se fosse um Grenal. O clube de Gramado cresceu, enquanto o de Canela, em termos de futebol, infelizmente parou. Faço o acompanhamento do futebol do Gramadense nesta retomada de projeto social, base e agora no futebol profissional. Me identifiquei com o clube, com as pessoas que atuam. Alguns já não estão mais, como é o caso do meu amigo Pelé, hoje no Igrejinha. Mas fiz até uma brincadeira estes dias, que sou o canelense mais torcedor do Gramadense. Foi emocionante a tarde de domingo, e por um momento deixei de lado a questão da cobertura da partida. Quando Maicon pegou aquele pênalti, fui torcedor, vibrei e me emocionei. Valeu Gramadense!

O cara chorou

Um dos grandes responsáveis por este momento do Gramadense é Lucas Roldo. Quem o conhece, observa aquela figura com semblante de seriedade, concentrado, que não demonstra emoções aparentemente. Mas no dia da decisão, ele se emocionou. Deu entrevista em lágrimas, com o filho Miguel no colo. Na oração com os atletas e comissão técnica, se emocionou, falou de família e brincou com o goleiro Maicon: “O Maicon está aqui desde criança, é a primeira vez que vejo ele pegar um pênalti”. O goleiro respondeu à brincadeira: “Peguei o que precisava”.

Ex-treinador estava presente

Quem esteve junto até recentemente no projeto foi Gustavo Corrêa. O ex-técnico do Gramadense esteve na Vila Olímpica torcendo e foi para o campo comemorar junto com seus pupilos, jogadores que ele treinou em sua maioria. Conversei com Gustavo, que é treinador do sub-14 e sub-15 do Grêmio. Atualmente com o tricolor, ele está na final da Copa Sul Sub-15, aguardando o adversário que sairá entre Athlético-PR e Internacional. Antes da decisão, já começa outra competição: a Copa Umbro Sub-14, entre os dias 3 e 8 de dezembro, que ocorrerá em Pato Branco, no Paraná. A competição é praticamente um ‘Brasileirão’ de base. Só os fortes!

Vamos para a praia

Um projeto semelhante ao do Gramadense, que também conquistou o acesso, será o adversário na final da Terceirona: o Real Sport de Tramandaí, que também tem esse propósito de pés no chão e valorização da base. O primeiro jogo da decisão será no dia 1º de dezembro, próximo domingo, às 15h, na Vila Olímpica. A partida que vale a taça ocorrerá no dia 8, no Módulo Esportivo de Tramandaí, às 15h. Então, faça chuva ou sol, vai dar praia.

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