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Safra de grãos de verão terá queda no Rio Grande do Sul

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Somente na produção de soja perda deve ser de R$ 4 bilhões (Foto Vanessa de Almeida Moraes, Divulgação)

A projeção de safra das principais culturas de verão foi apresentada na terça-feira, 3 de março, em café da manhã com a imprensa promovido pela Emater, conveniada da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, durante a Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque. O levantamento preliminar, feito em todo o estado na segunda quinzena de fevereiro, aponta para perdas decorrentes da estiagem, com maior impacto nas culturas de milho e soja.

Os dados da Emater indicam que o Rio Grande do Sul deve colher 28,7 milhões de toneladas nesta safra, com valor bruto da produção na ordem de R$ 32,7 bilhões. Se confirmados os números apresentados, a safra 2019-2020 deve figurar como a quinta melhor da história. O ranking das maiores produções dos principais grãos de verão tem a colheita de 2017 na liderança, com 33,6 milhões de toneladas. "Com expectativa de não termos chuva nos próximos dias, a situação das lavouras pode ser agravada e termos a evolução do status de estiagem para seca", alertou o secretário da Agricultura, Covatti Filho, ao lado do presidente da Emater, Geraldo Sandri, e do diretor técnico, Alencar Rugeri.

Os dados foram encaminhados à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, para reforçar a necessidade de ajuda federal para atender a uma série de demandas de entidades representativas do agro gaúcho. Os impactos da estiagem, na visão do secretário da Agricultura, devem reforçar a cultura da irrigação no estado. "Em parceria com instituições financeiras e, a partir de ações do programa Pró-Milho RS, queremos agregar muito na área de irrigação, pois estamos vendo perdas significativas que ainda podem ser agravadas", afirmou. 

Haverá necessidade de importar milho

A estimativa de safra aponta para perdas mais expressivas no milho grão, com redução de 21,2% na produção e 22,3% na produtividade, com 5.991 kg/hectare. Embora a área plantada tenha crescido 1,5% nesta safra, com 783,3 mil hectares de plantio, a produção esperada é de 4,7 milhões de toneladas, 1,2 milhão a menos do que a projeção inicial da safra. "Estes dados indicam que teremos que importar cerca de 2,5 milhões de toneladas de milho para suprir a demanda de rações para as cadeias de proteína animal", avaliou Covatti Filho. A análise da Emater considerou 97,3% da área de cultivo.

Para milho silagem, a produção deve cair 20,7%, com 2,6 milhões de toneladas a menos, em área plantada de 334,8 mil hectares. A produtividade estimada pela Emater tem queda de 19,9%, passando de 37.052 kg/hectare para 29.676 kg/hectare. A amostra se refere a 96,1% da área cultivada, que nesta safra foi reduzida em 1%.

Situação pode se agravar nas lavouras de soja

Maior cultura de verão do estado, a soja também está sendo castigada pela falta de chuva. O caso se agrava porque parte das lavouras ainda está em fase de desenvolvimento e enchimento do grão, e a ausência de água pode impactar ainda mais os resultados preliminares divulgados pela Emater. Conforme o estudo, as plantações de soja tinham perdas de 16,4% na produtividade e 16,2% na produção em fevereiro. O estado deverá colher 16,5 milhões de toneladas este ano contra uma projeção inicial de safra de 19,7 milhões de toneladas. Conforme o diretor técnico Alencar Rugeri, o cenário atual indica perda de 54 milhões de sacas de soja, o equivalente a R$ 4 bilhões.

Nas plantações de feijão primeira safra, em uma amostra de 82,9% da área de cultivo, a projeção é de queda de 8,7% na produção, de 62,6 mil toneladas para 57,2 mil toneladas. A produtividade média foi reduzida em 7,54%. Já no feijão segunda safra, com amostra de 82,3% da área cultivada, a produção deve chegar a 34,7 mil toneladas – a Emater não fez levantamento da projeção inicial deste plantio.

O estudo mostrou que a safra 2019-2020 de arroz deve ter produção de 7,4 milhões de toneladas, 1,5% inferior à projeção inicial. Com base em amostra que cobriu 99% da área de cultivo, de 944 mil hectares, redução de 1,8% ante o projetado anteriormente, a produtividade do arroz deve se manter estável, com 7.839 kg/hectare, alta de 0,3% sobre a estimativa inicial.

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