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Indústria do vinho sofre com baixa oferta de garrafas

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Com a pandemia e a mudança de hábitos do consumidor, que passou a apreciar mais vinhos brasileiros em casa, as vendas ganharam impulso, aproximando-se ao desempenho de 2016. A grande expectativa e aposta do setor agora é o último trimestre com a venda de espumantes. Entretanto, a indústria vem enfrentando problemas para a compra de garrafas, situação que poderá prejudicar o setor.

Em encontro com o governador Eduardo Leite, lideranças solicitaram a adoção de gestões necessárias para ampliar a oferta de vasilhame, estabelecendo um sistema concorrencial mais adequado. A instalação no estado, de uma nova fábrica de garrafas, destinada ao envasamento dos vinhos e derivados da uva, é a alternativa discutida.

A audiência também serviu para encaminhamento de outros temas que preocupam a atividade. Um deles é o fim da substituição tributária (ST), antiga demanda do setor, extinta no Rio Grande do sul, por meio de decreto, em agosto do ano passado. São Paulo, Bahia, Santa Catarina e Paraná seguiram o exemplo, compreendendo e favorecendo o vinho nacional.

Agora, a ideia é fazer com que o Rio de Janeiro e Minas Gerais, assim como outros, façam o mesmo. O governador assumiu compromisso de abrir portas nos estados em que o sistema também possa ser eliminado. “Essa interlocução é fundamental para avançarmos nessa questão. Também estamos trabalhando para que o suco de uva seja contemplado, assim como o vinho e o espumante”, assegura o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), Deunir Argenta.

Outra pauta terá avanço no dia 7 de outubro, quando está agendada a assinatura da liberação do Fundovitis, marcada pelo governador com publicação no Diário Oficial do Estado, no dia 14 de setembro. A gestão dos R$ 12 milhões será de responsabilidade do Consevitis, que atuará na promoção do vinho nacional. Outra demanda do setor é a criação de um fórum permanente de discussão com o envolvimento da Casa Civil e das secretarias da Fazenda e da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural. A mobilização ainda envolve a Associação Gaúcha de Vinicultores (Agavi), Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho) e o Sindicato da Indústria do Vinho, do Mosto de Uva, dos Vinagres e Bebidas Derivadas da Uva e do Vinho do Estado do Rio Grande do Sul (Sindivinho RS).

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