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Soprano abrirá mais de 100 vagas com compra de nova linha

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A Soprano elevará, a partir de novembro, em mais de uma centena, o seu atual quadro de cerca de 1 mil funcionários, para dar início à produção de uma linha própria de tomadas e interruptores pela Unidade de Materiais Elétricos. Com sede em Farroupilha, a empresa adquiriu máquinas, equipamentos, moldes e demais itens ligados à produção da linha que pertencia à Iriel Indústria e Comércio de Sistemas Elétricos, localizada em Canoas, e integrante do grupo Siemens. Também negociou licença para uso da marca por período de tempo determinado, mas ainda indefinido. Valores envolvidos na negociação não foram revelados por questões contratuais.

A operação não envolve a compra da Iriel ou de outros ativos, como prédios e instalações. A Iriel encerrará a venda das linhas de interruptores e tomadas nesta quarta (23). A partir de então, mediante aprovação da negociação pelos órgãos competentes, a Soprano dará início ao atendimento ao mercado.

De acordo com Gustavo Boff, diretor da Unidade de Materiais Elétricos, já há algum tempo a empresa mapeava alternativas para agregar este tipo de produto ao portfólio. No início dos anos 2000, chegou a fazer importações, que foram descontinuadas. Em maio de 2019, fechou parceria comercial com a Iriel que passou a produzir uma linha de tomadas e interruptores com desenho da Soprano. “O avanço no relacionamento e a decisão da Siemens, num movimento estratégico global, em desfazer-se da linha para focar em outros produtos, criaram condições para a definição do negócio”, assinalou.

O executivo destaca que a aquisição dará sustentação ao objetivo da Soprano de tornar-se mais competitiva e responder mais rapidamente às demandas do mercado consumidor. Inicialmente, serão mantidas em produção em torno de 12 linhas, com as marcas Iriel e Siemens, que futuramente migrarão para Soprano. “Neste momento, a prioridade é incorporar o negócio, com a transferência dos equipamentos para a estrutura localizada em Caxias do Sul”, informou. Segundo Boff, não haverá necessidade de expansão da área construída, mas apenas adequações e remanejamentos, pois será ocupado espaço atualmente dedicado à armazenagem de produtos, a qual terá parte transferida.

O diretor comenta que ainda não há definições sobre volumes de produção iniciais, somente projeções. Mas garante que a expectativa é de uma forte aceleração na unidade, que tem crescido média anual de 20%, inclusive mantendo o ritmo no atual período de pandemia. “Com a expansão natural que já temos, mais o incremento da nova linha, estimamos crescer em torno de 50% no curto prazo”, projetou. Atualmente, a unidade representa de 25% a 30% do faturamento do grupo, índices que tendem a avançar, mesmo com a expectativa de evolução nas demais linhas. A Soprano, que ainda atua nos mercados de fechaduras e ferragens, utilidades térmicas e componentes para móveis, se posiciona dentre as três principais marcas de materiais elétricos industriais e residenciais no Brasil.

Inicialmente, a produção estará direcionada às demandas internas em razão do potencial de mercado e pelas peculiaridades da linha, de padrão nacional. Fato que, segundo Boff, torna o setor, de certa forma, protegido contra importações. Exportações deverão ocorrer no futuro, possivelmente com adaptações nos produtos.

Por serem complementares, a linha de tomadas e interruptores será vendida pelos mesmos canais já usados pela Soprano, principalmente o varejo em geral da construção e especializado elétrico, além de grandes construtoras. Incremento deve vir no segmento de home center, onde a Iriel já tem presença mais consistente. “Haverá uma forte sinergia de atuação entre as linhas”, projetou Boff.

No Brasil, a Soprano ainda tem unidade em Campo Grande (MS). No exterior, tem presença na Cidade do México e escritório de negócios em Xangai, na China. A marca oferece portfólio de mais de cinco mil itens produzidos para o mercado brasileiro e demais países da América Latina.

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