GRAMADO – A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) realiza, amanhã, terça-feira (3), a primeira edição da Feirinha de Páscoa. O público poderá conferir das10h às 16h30, no estacionamento da Apae – rua Piratini, número 650, bairro Planalto. Em caso de chuva, o evento ocorrerá no interior da sede.
Nos mesmos moldes da já tradicional Feirinha de Natal, o evento promete ser um momento de encontro, socialização e venda de produtos, que são feitos a várias mãos, pelos usuários da instituição.
A realização de feirinhas é uma importante oportunidade para dar visibilidade às habilidades e potencialidades dos usuários, valorizando suas produções e talentos. “A interação com o público fortalece a autoestima, a autonomia e o sentimento de pertencimento. Ao expor e comercializar os produtos das oficinas, mostramos à comunidade que pessoas com deficiência produzem com qualidade e criatividade, contribuindo para a superação de preconceitos. Além disso, a feirinha incentiva a aproximação das famílias, comunidade e instituição, fortalecendo vínculos e o compromisso com a inclusão”, explica a coordenadora administrativa, Julita Andreis.
Ninhos, ovos, guirlandas, flores e outras peças alusivas à Páscoa estarão disponíveis para compra, com preços partindo de R$ 20 até R$ 60. “Cada um dos produtos é constituído por várias peças, que depois compõe o conjunto, então eles estão envolvidos desde o começo do ano”, conta a terapeuta ocupacional, Rosmarie Scheifler.
Os itens são confeccionados durante espaços, que são denominados de oficinas. Lá, os usuários que integram o Programa de Inserção no Mercado de Trabalho (PIMT) criam, desenvolvem e trabalham diferentes expressões artísticas e manuais.
“Cada peça criada é elaborada por várias mãos, cada um cuida de um detalhe a partir de reaproveitamento e reciclagem de materiais. As peças recebem um toque conceitual onde a sustentabilidade está em evidência. Para os usuários deste programa, existe uma implicação simbólica muito importante pois conseguem ‘gerar’ um produto feito a partir do ‘rejeito’ através de um conjunto de mãos potencializadas pelo protagonismo”, pontua a profissional, que auxilia os participantes.
“Esperamos que a comunidade venha conhecer um pouco do trabalho realizado pela Apae Gramado com jovens e adultos inseridos numa proposta de inclusão no mercado de trabalho”, convida Rosmarie.









