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Trabalhando dá

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Quarta-feira o governador do Estado liberou a abertura do comércio, repassando a responsabilidade sobre as condições para isso aos municípios. Excetuou as regiões metropolitanas da capital e de Caxias do Sul, que devem seguir só com os serviços essenciais até o fim do mês (para a Serra liberou ontem à tarde).

 

Outro ar

 

A notícia da liberação da abertura das lojas renovou os pulmões dos lojistas. Mesmo sabendo que isso não representa o imediato fim da crise, significa devolver as condições de resolver seus próprios problemas. Nenhum empresário quer depender do governo, ao contrário, quer pôr a mão e fazer acontecer. Somos inteligentes, criativos e resilientes, mas não podemos ser PROIBIDOS de produzir. Simples assim!

 

Nas mãos dos prefeitos

 

Assim, a peteca caiu nas mãos do Fedoca e do Constantino, abrir ou não o comércio em geral. Constantino, aparentemente, reage mais rápido e não tem muita dificuldade em lidar com questões polêmicas. Já Fedoca é outro caso. O prefeito de Gramado sofre da síndrome da indecisão. Tem muitos que não conseguem diferenciar permissão para abrir de obrigação. Quem acha que não vale a pena, que não haverá clientes, pode seguir fechado até quando quiser.

 

Peculiaridades

 

Na ânsia de ver as coisas funcionando e atender a população que clamava por trabalhar para garantir seu sustento, o próprio presidente Bolsonaro pretendia centralizar em si a condição de decidir, a partir de Brasília, quem abria e quem fechava. O judiciário interferiu e manteve a prerrogativa aos estados e municípios. Correto o judiciário. Quem tem melhores condições de ver a sua realidade é a autoridade local. De Brasília é difícil ver município por município, já os prefeitos vivem aqui.

Bolsonaro é defensor de dar autonomia a estados e municípios, mas, vendo que as decisões da maioria dos governadores eram excessivas e travavam a economia, causando prejuízo irrecuperável principalmente à classe mais pobre, tentou interferir, mas não obteve êxito. Quem manda nos estados são os governadores e nos municípios os prefeitos, eleitos e remunerados para isso.

 

Presidente encurralado?

 

Li uma entrevista com o jurista Miguel Reale Júnior, que assinou o processo de impeachment do presidente Fernando Collor e foi coautor do processo de cassação da Dilma, na revista Veja. Ele vê claras ‘condições’ técnicas para um impeachment de Bolsonaro por conta das suas saidinhas em público após ele mesmo assinar lei de isolamento. O Congresso Nacional, essa semana, pediu seus exames sobre o Codid-19, em 30 dias. Se por acaso tenha ‘mentido’ que não enfrentou a doença, o bicho vai pegar. Pelo menos 80% dos políticos tradicionais querem sua cabeça. Só, por ora, como também referiu Reale Júnior naquela entrevista, quem o segura é o apoio popular. Chama atenção a demora para mandar esse ministro da Saúde, Mandetta, pro espaço. Em outros tempos um idiota desses teria voado em um segundo.

 

Máscaras

 

Gramado deverá decretar a obrigatoriedade do uso da máscara. Me preocupa as condições de ter uma. Daqui a pouco teremos de mudar as campanhas por arrecadação de alimentos para atender essa nova necessidade.

 

Sempre de máscara

 

Tem muitos por aí que não precisarão mudar quando for obrigatório o uso da máscara, andam sempre mascarados. O problema desses é quando ela cair e logo ali em outubro isso vai ocorrer para muitos que hoje acham que são o próprio Deus.

 

Eleições 2020

 

Até o momento, o calendário eleitoral está mantido. A presidente do TSE, Rosa Weber, segue afirmando que há plenas condições técnicas por parte do judiciário e que qualquer decisão fora disso não partirá dele. Ou seja, se as autoridades da Saúde permitirem, as eleições estão mantidas. Espero que isso ocorra, pois transferir compromissos de 2020 é contaminar também o próximo ano. Bem ou mal temos de manter as agendas, só assim poderemos contar com 2021 limpo.

 

Máscara, use

 

A melhor forma para garantir que você não vai contaminar outra pessoa é usando máscara. E esse deve ser o princípio, o outro. Você se tiver, já é tarde, terás de esperar passar. E tem bastante gente fabricando máscaras. Costureiras caseiras, pequenas e grandes empresas se adaptando. Tem a partir de R$ 3. Só não publico onde porque têm muitos fazendo, daí teria que pôr todos.

 

Sierra está produzindo para doar

 

Até a Sierra Móveis adaptou um departamento da empresa para a fabricação de máscaras. Como tem as costureiras e o tecido, foi fácil fazer os ajustes. A princípio, porém, nossa gigante dos móveis de luxo vai doar toda a produção para hospitais, órgãos públicos e para seus funcionários. “Luxo é pensar no coletivo e a Sierra vai estar sempre com você”, diz o vídeo institucional da ação.

 

Farroupilha, exemplo bacana

 

A prefeitura de Farroupilha lançou um concurso para incentivar o uso e vai premiar as máscaras pelos critérios beleza, inovação e materiais reciclados. A premiação será em máscaras e álcool em gel, que possam ser doadas, de preferência, a quem não pode comprar.

 

Somos todos digitais

 

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Resiliência

 

Capacidade de se recuperar de situações de crise e aprender com ela

É ter a mente flexível e o pensamento otimista, com metas claras e a certeza de que tudo passa.

 

Autor Desconhecido

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