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A coluna da página quatro voltou

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Um ou duas vezes por semana me dirijo à sede do Jornal Integração e vou direto a sala de redação. A intenção é saber das novidades e desfrutar por alguns momentos da convivência de um grupo de jovens talentosos e amigos. Isto pode ser traduzido como bons de papo e de mentes abertas, o que é muito importante no cenário atual.

Anos atrás, a influência dos jornais era preponderante na formação da opinião pública, influência esta atualmente bastante reduzida, em razão das novas tecnologias de comunicação existentes. Pois, foi desta época que guardei um conceito que as redações dos jornais tinham: eram consideradas como o local de maior prepotência por metro quadrado da sociedade. Seus componentes se consideravam sábios, pois imaginavam saber tudo e ter solução para tudo. Na teoria evidentemente, só na teoria. Os tempos são outros e a redação do Jornal Integração é um local pra lá de plural e de muito equilíbrio.

Isto posto, por brincadeira, disse para esta turma do jornal que poderiam ficar tranquilos, pois em março retornaríamos para salvar seus salários, em decorrência do prestígio que a coluna da página quatro tem com os leitores. Que poderiam queimar a gordura acumulada durante o ano. E cá estamos de novo, com disposição para continuar nos comunicando e buscando ter merecimento para ter nossos escritos lidos.

Por derradeiro, procurei encontrar uma explicação para justificar o carinho que este pessoal me atribui. Seriam os meus cabelos brancos, já escassos? Penso que eles representam sim, certa consideração pelo seu significado.

 

SEU HORST

 

Gosto muito de uma expressão popular que foi muito usada tempos atrás, quando se desejava dizer, que aquele fato ou aquela pessoa era fora de série, além do normal. Dizia-se que dá em “mancha”. Ao nos referir à pessoa de Horst Volk cabe adequadamente o epíteto referido.

Seu Horst, assim era chamado invariavelmente pelas pessoas e aquele “seu”, referido para um nome próprio autenticamente alemão, soava natural aos ouvidos. Respeitoso. Tipo seu João, seu Pedro, dona Maria. Este “seu” tinha um significado maior, e foi construído ao longo de sua trajetória de vida e amparado no fato de ter sido o mais destacado empresário da região por décadas. Suas incursões na atividade política, as ações no campo cultural e social, seu amor pelo município de Gramado, só vieram somar ao seu perfil de cidadão. Seu Horst era uma referência e comunidades necessitam de referências, de nortes a serem seguidos. Uma convicção resta: Seu falecimento no último dia 24 aos 86 anos deixa a certeza de termos ficado mais pobre.  

Pessoalmente, necessito registrar ter tido o privilégio da sua amizade por mais de 40 anos.

RÁPIDAS E SELECIONADAS

 

  • A revitalização /reforma da pracinha situada no cruzamento da rua S. João com a Sete de Setembro, próxima ao cemitério municipal, ora em fase final de execução está ficando sensacional.
  • No final do ano passado, havia divulgado que o biólogo José Frozi voltaria a trabalhar na prefeitura, para alegria minha como canelense. O fato vai se confirmar pela metade, ele trabalhará somente dois dias por semana para cuidar e desenvolver projetos especiais. Reitero o que já afirmei em outras ocasiões: nossa cidade não pode deixar talentos do nível do Frozi colocar o pijama. Estes dois dias de trabalho é pouco diante de nossas demandas, mas já é alguma coisa. Melhor que nada.
  • Em termos de dinheiro, os meses iniciais do ano são os melhores na nossa prefeitura. Usando uma figura bíblica, trata-se do tempo das vacas gordas. Tirante as receitas rotineiras e tradicionais, o agora volumoso IPTU, para pagamento à vista ou não, põe muito dinheiro nos cofres municipais.
  • Em Gramado, junto à lateral do prédio da prefeitura, existe um busto homenageando Adail de Castilhos. A placa correspondente contém somente estes dizeres: ADAIL DE CASTILHOS ESPORTISTA GRAMADENSE  Simples assim. No entanto, encerra um conteúdo de reconhecimento invejável. Tive o privilégio de conhecer seu Adail e conheço bem a sua história.

“Sei que existe prazer no xingamento. Mas a gente podia evoluir e curtir prazer do argumento. Vamos?                                                                        Marcia Tiburi

 

 

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