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Exportações industriais gaúchas têm 12 meses seguidos de queda

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Com redução em 17 dos 23 setores que registraram embarques no mês, as exportações da indústria do Rio Grande do Sul completaram, em setembro, um ano de quedas consecutivas. As vendas externas industriais totalizaram US$ 827,8 milhões, retração de 25,4% sobre o mesmo mês do ano passado, quando alcançaram US$ 1,1 bilhão. “O resultado foi afetado pela diminuição de embarques para a China. Nosso principal comprador reduziu em mais de 60% as importações de produtos gaúchos, o que provocou forte impacto no resultado do mês, mesmo que Estados Unidos e Argentina, em sentido oposto, tenham começado a mostrar alguma recuperação após meses de quedas”, explica o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry. Em comparação com setembro do ano passado, os chineses não realizaram importações de tabaco e reduziram em 36% as compras de produtos químicos.

O resultado negativo foi disseminado entre os grandes setores exportadores, com exceção de produtos de metal, com acréscimo de 38,5%. Tabaco, com recuo de 61,1%; veículos automotores, 40,8%; e químicos, 28%, foram os que mais contribuíram para o desempenho mensal ruim. As exportações de tabaco sofrem com os menores embarques para Bélgica, reduzidos em 46,9%, e para a China, em 100%, prejudicados pela pandemia. Veículos automotores, por sua vez, respondem à menor demanda argentina, queda de 11,1%. Já a diminuição dos embarques para os Estados Unidos, de 45,9%, e China, 36%, explicam o desempenho de químicos.

O setor de alimentos, o de maior participação (24,8%) nas exportações da indústria gaúcha, e que vinha aumentando as vendas mesmo diante da pandemia, apresentou leve recuo, de 3,7%. Mesmo assim, o comércio ainda aquecido com a China, na ordem de 59,7%, mantém as exportações do segmento em patamar elevado no ano. Os principais produtos exportados no mês passado foram carne de frango, com recuo de 13,6%, e de suíno, alta de 68,9%.

RETRAÇÃO SUPERIOR A 20% NO ANO

No acumulado dos primeiros nove meses, as exportações industriais atingiram US$ 7,5 bilhões, declínio de 21,2% em relação ao mesmo período de 2019. Com a diminuição de 63,4% das vendas para a China em setembro, as exportações para o país asiático ficaram ainda piores no ano, com queda de 24,4%. Os embarques para Argentina e Estados Unidos voltaram a crescer, no mês passado, 5,4% e 8,2%, respectivamente. Isso diminuiu o impacto no acumulado até o terceiro trimestre do ano para o país vizinho, 20,7%, e para os Estados Unidos, 20%.

Pelo lado das importações, o estado adquiriu US$ 696,2 milhões em mercadorias, configurando demanda 25,8% menor em relação a setembro do ano passado. No ano, o valor chega a US$ 5,3 bilhões, caindo 28,3% sobre o mesmo período de 2019. No acumulado, com exceção de combustíveis e lubrificantes, com alta de 2,1%, as demais grandes categorias econômicas apresentam reduções significativas, sendo a maior em bens intermediários, de 35,1%.

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