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Moradores do Salto sofrem com falta de água há mais de três meses

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REGIÃO – Moradores da Rua Noé de Melo Freitas, no Distrito Eletra, enfrentam um grave problema de abastecimento de água há mais de três meses. O transtorno tem afetado diretamente o dia a dia das famílias, dificultando a realização de tarefas básicas, como cozinhar, tomar banho e manter a higiene pessoal.


Felipe Padilha de Oliveira, 30 anos, mora na região há 12 anos e relata o drama vivido pela comunidade. Segundo ele, a situação se agravou após o início de um projeto de instalação de tubulações, da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan/Aegea) na região, onde ocorreram recortes na pavimentação. O asfalto foi refeito, mas, logo em seguida, foi cortado novamente para mais instalações, o que gerou ainda mais problemas. “Tem cadeirante, tem criança, e não tem água nem para fazer comida, tomar banho”, desabafou.


A dificuldade de acesso à água potável tem levado a população a depender de caminhões-pipa, enviados pela Prefeitura de São Francisco de Paula. No entanto, a distribuição é insuficiente. “São só dois rapazes que entregam de caminhão-pipa de vez em quando, mas não dão conta”, lamenta Padilha.
A incerteza sobre a responsabilidade da solução do problema também preocupa a população.

Padilha disse que entrou em contato com a Corsan/Aegea e a Prefeitura de São Francisco de Paula. Segundo ele, enquanto a Corsan afirma que só assumirá oficialmente o abastecimento após junho, quando as obras devem ser finalizadas, a Prefeitura alega que o contrato já foi repassado para a companhia que não cumpre o contrato que permitiria levar água encanada para a localidade. O impasse resulta em um jogo de empurra-empurra, sem previsão de resolução, disse Padilha.


O problema, que antes era mais recorrente no verão, agora ocorre de forma constante, agravando o sofrimento dos moradores. “Está um caos. Um empurra para o outro e ninguém toma iniciativa”, afirma Padilha, indignado com a situação.
A população segue cobrando uma solução urgente, enquanto a incerteza persiste.

A reportagem entrou em contato com a Corsan e a Prefeitura e aguarda retorno.

1 COMENTÁRIO

  1. Moro nessa rua também e confirmo todas as informações passadas, assim como compartilho minha indignação com a situação, um verdadeiro caos que não tem previsão de acabar. E o povo sofrendo e tendo que se virar, como tomar banho para ir ao trabalho?
    Como cozinhar? Como se refrescar nesse calor?
    Sem falar no vaso sanitário…

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