CANELA – A Associação Amor Sem Raça realizou no sábado (11), uma Feira de Adoção, realizada na Agropet Noel, na avenida João Pessoa. A ação reuniu cães resgatados que aguardam por um novo lar, reforçando não apenas o incentivo à adoção, mas, principalmente, a importância da responsabilidade dos futuros tutores.
Mais do que intermediar adoções, o trabalho da ONG se destaca pelo cuidado criterioso em cada processo. Segundo a voluntária Bruna Dornelles, todas as adoções passam por uma triagem rigorosa. “Todas as adoções são feitas com questionário, entrevistas, são adoções responsáveis. A ONG preza muito pelo bem-estar animal e, principalmente, para que os lares que eles vão sejam lares responsáveis”, destacou.
Bruna também ressaltou a importância da castração como medida essencial no combate ao abandono. “Todas as adoções são encaminhadas com ficha de castração, que é obrigatória. Esses são cães de resgate e eles não podem voltar depois para a gente como um ninhado ou como um cão abandonado”, afirmou.

Sem sede própria, a Associação Amor Sem Raça atua de forma totalmente voluntária e descentralizada. Os animais resgatados são acolhidos nas casas das próprias integrantes, que conciliam a rotina pessoal, profissional e familiar com os cuidados diários. “Não é fácil, a gente tem nossos pets, nossa rotina, trabalho e família, mas cada uma faz um pouquinho. Uma vende, outra fica com o filhotinho, outra dá banho, outra dá remédio, e assim a gente vai fazendo o nosso trabalho”, explicou Bruna.
Atualmente, cerca de 25 animais estão sob responsabilidade da ONG, entre cães adultos e filhotes, estes últimos, geralmente, com maior facilidade de adoção. Já os animais adultos enfrentam mais dificuldade para encontrar um novo lar, o que reforça a necessidade de conscientização da população.
Outro ponto forte do trabalho da Associação é a orientação à comunidade. Além de promover adoções, as voluntárias auxiliam moradores com informações sobre castração, inclusive orientando sobre programas disponíveis no município. “A castração é sempre a melhor solução. A gente evita animais de rua, atropelamentos e abandono”, pontuou Bruna, alertando também para os riscos de métodos alternativos, como medicações.
A manutenção das atividades depende exclusivamente de doações e ações solidárias, como venda de camisetas, alimentos e rifas. “Nosso trabalho é 100% de doação, a gente não tem ajuda de verba pública. Contamos com o auxílio da comunidade”, reforçou.
O principal desafio, segundo a entidade, ainda é a conscientização. A adoção por impulso e o abandono de animais, especialmente adultos, continuam sendo problemas recorrentes enfrentados pela ONG. “As pessoas precisam entender que a adoção é um compromisso para o resto da vida. Muitas vezes adotam na emoção e depois querem descartar o animal”, alertou Bruna.










