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Exportações gaúchas têm perdas de 20,5% no ano

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Com total de US$ 954,2 milhões exportados em agosto, as vendas externas da indústria gaúcha caíram 14,6% na comparação com o mesmo mês de 2019. No acumulado do ano, as exportações atingiram US$ 6,7 bilhões, queda de 20,6% em relação ao mesmo período de 2019. As vendas para China acumulam perda de 15,2%. De forma semelhante se comportam os Estados Unidos, com 22,9%. Os embarques para Argentina, em queda desde março, configuram resultado negativo de 23,7% no ano.

Dos 23 segmentos que registraram algum embarque no período, 14 apresentaram queda, embora com desaceleração nos resultados negativos. Foram os casos de veículos automotores, com 33,1%, e couro e calçados, com 23,1%. Estes setores demonstraram reduções significativas, porém menos intensas quando comparadas a julho, em que caíram 41,3% e 39,5%, respectivamente. “A recuperação das exportações na indústria gaúcha, afetadas pela crise mundial provocada pelo coronavírus, ainda levará algum tempo. Os principais parceiros comerciais, China, Estados Unidos e Argentina, tiveram fortes quedas nas compras mensais e no acumulado do ano”, analisa o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry.

De outro lado, químicos, com 30,8%; tabaco, 31%; e celulose e papel, 42,2%, acentuaram a trajetória descendente. O resultado do tabaco ocorre pela forte redução no comércio com os Estados Unidos, que chegou a 72,9%; com a China, a 96%, e com a Bélgica, a 21,8%, em relação a agosto de 2019. A menor demanda chinesa, com queda de 52,9%, também explica o resultado ruim de celulose e papel. Por sua vez, o menores embarques para Argentina, de 50,5%, e para a China, de 38,6%, justificam o desempenho do setor químico.

Responsável por 35,6% das exportações da indústria gaúcha no mês, o setor de alimentos voltou a crescer, 15% na comparação mensal. O resultado está ligado à crescente demanda chinesa, que chegou a 99,8% pelos produtos do segmento. As principais exportações foram de carne suína, alta de 105,7%, e de boi, 123,9%, ambas in natura. A carne de frango in natura, apesar da queda de 8,7% no mês, continua sendo o produto mais exportado do setor em valores absolutos.

COMPRAS EXTERNAS

Pelo lado das importações, o Estado adquiriu US$ 576,3 milhões em mercadorias, diminuição de 37,9% ante agosto do ano passado. No acumulado do ano, importou US$ 3,8 bilhões, reduzindo a demanda em 40,7% em relação ao mesmo período de 2019. Todas as grandes categorias econômicas apresentam fortes perdas, sendo mais intensa em combustíveis e lubrificantes, na ordem de 92%.

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