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A ajuda de 60 toneladas vinda do Nordeste que está chegando em Gramado

GRAMADO – A carreta bitrem da Velocargas com mais de 60 toneladas de doações do povo piauiense para o Rio Grande do Sul chegará em Gramado neste sábado (18), por volta das 8h. O caminhão partiu de Teresina na segunda-feira (13), por volta das 13h e percorrerá aproximadamente 5 mil quilômetros.

A equipe de voluntários Todos pelo RS irá receber o caminhão e organizar as doações no galpão da Famastil Ferramentas que foi preparado e de onde farão as distribuições para cidades como Alvorada, Canoas, Igrejinha e Triunfo. “Essa doação chega em boa hora, pois nosso povo está precisando muito. Temos trabalhado incansavelmente na distribuição, indo de casa em casa. Obrigada Piauí e Velocargas!”, disse a voluntária Frida Diedrich.

Após a doação da primeira carreta, o voluntário piauiense Felipe Vasconcelos disse que outras empresas e entidades procuraram para oferecer seus caminhões para fazer essa logística de levar as doações para o povo gaúcho. “Ainda temos mais de 80 toneladas de doações no aeroporto e nos Correios paradas e a cada momento chegam mais doações aqui no Teresina Shopping. O mais incrível é que o exemplo da Velocargas inspirou outras empresas e pessoas a serem voluntários, mas ainda precisamos de mais ajuda.”, enfatizou.

Nessa corrente solidária, cada um pode ajudar do seu jeito, seja doando lanches e refeições para os voluntários como estão fazendo os restaurantes do Teresina Shopping ou doando seu tempo e amor como centenas de pessoas que vão diariamente ajudar na triagem das doações.

Segundo reportagem da TV Brasil veiculada no dia 15 de maio, o centro de triagem do Teresina Shopping é o maior do Nordeste e segundo maior do país, depois do Rio de Janeiro. “A maioria dos centros de triagens ficam em academias, igrejas e escolas. Dispomos de um espaço enorme no Teresina Shopping para organizar e dar destino as doações. Agora é importante que essa ajuda chegue o quanto antes, mas mais importante ainda é que ela continue por um bom tempo até as pessoas se estabilizarem desse baque forte. O Piauí tá junto com o RS”, afirma Ingrid Resende que começou as ações dos voluntários ainda no aeroporto de Teresina.

A coordenadora do projeto social Transportando Amor da Velocargas, Karla Nery Reis, ressaltou o quanto os piauienses estão felizes com essa ação de solidariedade.

“Recebemos muito carinho dos familiares e amigos por causa dessa ação. Essa carreta levando doações é um sonho que realizamos. Nosso diretor foi muito sensível a esse chamado e todos vestimos a camisa. Tenho muitos amigos da época que fiz mestrado em Porto Alegre, que sempre me chamaram de piúcha e que daqui acompanhamos com o coração apertado tudo o que estão passando. Desejamos que essa carreta leve força e esperança para recomeçar! Abraços dos amigos piúchos!”

Para mais informações

Karla Nery Reis – (86) 99804.8998

Frida Diedrich – (54) 98166.5025

Ingrid Resende – Voluntária PI (86) 9991.22107

Bruce Cordão – Voluntário PI (86) 99481.2554

Sindicato dos Trabalhadores Rurais avalia perda dos produtores

Tiago Manique

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CANELA – A catástrofe climática passou com uma força devastadora, causando estragos da cidade e no campo. No município, a zona rural foi umas das regiões mais atingidas, tanto que infelizmente os dois óbitos registrados em Canela foram de moradores da localidade de Rancho Grande, o casal José Alzemiro de Moraes, o Mirinho e sua esposa Marina Moraes.

“O que mais lamentamos é a perda da vida dos nossos associados, eles participavam das nossas ações, a Marina era ativa nas reuniões da comissão de mulheres, ela sempre participava. Tivemos juntos na segunda e terça-feia-feira em reunião da comissão de mulheres e festa colonial e na quarta-feira isso aconteceu, então a gente ficou bem impactado”, disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Canela, Ana Carolina Benetti.

A sindicalista mencionou também de problemas enfrentados como a falta de energia elétrica com comunidades ficando até 15 dias sem o abastecimento o que impactou principalmente quem atua com aviários, além das estradas que foram bloqueadas pela queda de barreiras o que dificultou a busca por mantimentos para alimentar os animais.

“O pessoal acabou quase ficando sem ração, então tiveram que racionar os alimentos das aves, então quando liberou algumas estradas o pessoal veio com ração. Mas tiveram muita perda financeira, porque aí os frangos emagreceram e deixaram de ganhar peso nesses dias, além de perdas em outras culturas”, comentou.

Para amenizar os prejuízos de diversas culturas, Aana que faz parte da diretoria da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), revelou que semana passada ocorreu uma reunião para tratar dos prejuízos e o que pode ser feito para amenizar as perdas dos agricultores, principalmente aquele familiar.

“Montamos uma pauta de reivindicações aos Governos do Estado e Federal e um dos itens já fomos atendidos que é a prorrogação das parcelas dos financiamentos, tanto de custeio como de investimento incluindo que tem parcela do financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) ou Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronampe). Mas seguimos negociando com os governos outras pautas”, revelou.

A presidente do Sindicato destacou a contribuição de todos agricultores em ajudar um aos outros e da facilidade de comunicação nos grupos de aplicativo de celular das comunidades rurais. “Os grupos de WhatsApp das comunidades foram essenciais na comunicação entre moradores e nós como Sindicato não estamos medindo esforços para defender a agricultura familiar”, pontuou. Segundo a sindicalista, cerca de 900 famílias residem na zona rural de Canela, sendo que 200 tem vínculo direto com a agricultura e outros são aposentados que possuem propriedades ou que moram nestas localidades, mas trabalham na cidade.

FOTOS: Voluntários se revezam nos trabalhos na Central de Doações

Tiago Manique

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CANELA – Um novo QG foi montado para o recebimento e entrega das doações para famílias vítimas da catástrofe climática que assolou o Rio Grande do Sul. Até semana passada, o local era o São Paroquial ao lado da Catedral de Pedra e coordenado pela Prefeitura de Canela. Agora quem está administrando a Central de Doações é a Acic e parceiros, na sede da Paróquia da Comunidade da Vila Boeira.

Diariamente, inclusive aos finais de semana o espaço está aberto das 7h45 às 18h. Para quem for doar, é necessário fazer um cadastro do que está entregando e após passa por uma triagem de separação dos itens e uma terceira etapa da separação dos kits para serem entregues.

“Estamos recebendo [doações] tudo. Temos que reconstruir todo o estado. Qualquer doação, principalmente alimentos e cesta básica é necessária. Também pedimos brinquedos e utensílios de cozinha”, disse Lucas Dias, um dos voluntários. Um dos diferenciais citados por Lucas destas Central de Doações que o critério para entrega dos mantimentos é evitar ao máximo questões burocráticas e priorizar quem está precisando, seja em Canela ou em municípios que foram mais afetados.

“A logística e a entrega segue um critério, mas sem burocracia. Algumas pessoas de nossa confiança, chegam e solicitam que necessitam levar doações, liberamos para ser entregue de forma imediata estão levando para outros municípios também, uma rede de voluntários está nessa força tarefa para conseguir chegar em quem precisa. Muitas doações estão chegando Toda ajuda é bem-vinda independente da quantidade, se pode doar um litro de água ou de leite pode trazer que será bastante grandiosa”, disse Dias.

Coordenação

Quem organiza e faz toda a projeção dos voluntários que atuam no recolhimento e separação dos mantimentos, é a também voluntária Graziela Hoffmann. Coordenadora de Voluntários, ela mencionou que cerca de 350 voluntários já estão cadastrados, sendo responsável em organizar em três turnos as pessoas nesta ação, por meio de um grupo de WhatsApp. Atuam aproximadamente 14 voluntários em cada turno.

“Nós tivemos um volume muito grande de pessoas se solidarizando e querendo participar como voluntário. Toda e qualquer ajuda é bem-vinda, não tem nenhum tipo de limitação, de idade. Tem várias funções aqui e qualquer pessoa pode executar. Por exemplo, temos a função do recebimento de doações, onde é feito cadastro, então uma pessoa que tenha dificuldade motora pode ficar nesse setor. Tem a parte de triagem, e onde as pessoas têm que pegar cargas mais pesadas, tem atividades para diversos perfis aqui dentro. É muito emocionante trabalhar aqui todos os dias com os voluntários e ver o quanto as pessoas estão dispostas a ajudar quem sofreu com a catástrofe. É realmente muito comovente”, comentou.

Foto: Tiago Manique/JIH – Graziela Hoffmann, coordenadora dos voluntários

“Estou com saúde e podendo auxiliar quem está precisando”

A professora Mariane Velho, 33 anos, quando não está lecionando em Gramado, dedica-se seu tempo a Central de Doações para ajudar na triagem dos mantimentos que lá são entregues. Ela destaca este sentimento de estar conseguindo ajudar quem mais está necessitando. “É um momento bem difícil. Inclusive para todas as pessoas que perderam tudo e terão que recomeçar. Então eu acho que é o mínimo que a gente consegue fazer. Estou com saúde e podendo auxiliar quem está precisando”.

Foto: Tiago Manique/JIH – Professora Mariane Velho na separação das roupas

“O mínimo que puder ajudar é interessante, pois tem muitas pessoas passando por dificuldade”

Gustavo Neri, 36 anos e a família possuem uma pousada no Centro de Canela. Com o empreendimento da família fechado de forma temporária, sem turistas em virtude da catástrofe climática, ele e a mãe Hilda Suzana Veiga Settineri estão também engajados nesta missão de separar os mantimentos na Central de Doações da Acic. Sem poder trabalhar no momento, ele citou de neste período auxiliar quem está necessitando. “Acho muito gratificante poder fazer alguma coisa. O mínimo que puder ajudar é interessante, pois tem muitas pessoas passando por dificuldade. É um momento de união, não de discutir política ou futebol. Acredito que todo mundo que tem um tempo para se voluntariar, que possa comparecer, nem que seja uma meia hora, mas já está ajudando alguém”.

Foto: Tiago Manique/JIH – Gustavo e Hilda estão se dedicando ao voluntariado

“Teve muitos animais que encontramos perdidos, vários estão em lares temporários, os donos não apareceram ainda”

Além do ser humano, os animais também estão necessitando de auxílio neste momento. Como muitas pessoas tiveram que sair às pressas de suas casas, muitos cães e gatos ficaram perdidos e sem lar. Viviane Pelissari, 38 anos, é integrante da Associação Amor Sem Raça, ONG que cuida dos animais também está junto na Central Solidária. Ele pede que a comunidade dentro das possibilidades doação de casinhas e ração para alimentar os animais. Muitos que foram recolhidos, estão em lares temporários, outros, algumas pessoas conseguiram adotar, além de uma parcela também estão no Cempra.

“Teve muitos animais que encontramos perdidos, vários estão em lares temporários, os donos não apareceram ainda. Alguns encontramos acorrentados e eram extremamente agressivos na corrente, mas que agora eles estão sentindo seguros, dócil. Por tudo que aconteceu, longe das famílias agora estão recebendo carinho nesses lares temporário. Estamos conseguindo reestruturar vários animais nisso”.

Foto: Tiago Manique/JIH – Viviane carregou o carro com doações para os animais

Saiba como ser voluntário

(54) 99712.7420 (Graziela Hoffmann).

A última edição impressa

Já faz algum tempo que escrevi artigo com o título “somos todos digitais”, para exemplificar o avanço das tecnologias, principalmente através da Internet, que facilitam e transformam a nossa maneira de viver, nossos hábitos, rotina, tudo se move de acordo com essa realidade. Para ter um comparativo da velocidade desta evolução, há apenas 21 anos, quando o Integração nasceu, a Internet era discada, e ocupava a linha telefônica.

Também o modo de nos informar através das notícias foi se adaptando, a tal ponto que hoje podemos tomar a decisão de acabar com a edição impressa com muita tranquilidade. Um dado aos leitores que embasam esta decisão são os números de acesso que o Integração teve desde o início da atual crise climática, para não usar o termo catástrofe: mais de um milhão de leituras nas plataformas Faceboock e Instagram, em 18 dias. Nosso site www.leifacil.com recebe centenas de milhares de leituras todo mês. É a prova de que a celeridade, o imediatismo, a dinâmica, a multicomunicação já são indispensáveis para a população.

Agregado a isso tem a dificuldade que é fazer o jornal impresso. Nunca foi fácil, é verdade, mas os últimos anos foram ainda mais desafiadores. Vejam que o Brasil produz menos de 5% do papel jornal que consome, sendo o restante importado, tendo como principais fornecedores a Rússia e o Canadá. Desde o início do Integração, em março de 2003, algumas crises foram enfrentadas: a primeira foi econômica, em 2008, iniciada nos EUA, que foi superada normalmente porque o mundo digital ainda não estava preparado. Depois, de 2014 a 2016, a crise econômica brasileira, criada pelo governo Dilma Roussef. Quando veio a pandemia do Covid19, em 2020, foi a gota d’água, mas ainda tinha a guerra (Rússia/Ucrânia) para se associar.

A crise atual se restringe ao Rio Grande do Sul, mas exerce pressão fenomenal ao setor produtivo, de ponta a ponta: comércio, indústria, agricultura, turismo, ninguém passa ileso. No caso especial da Região das Hortênsias, movida a turismo, tivemos ainda duas sérias crises climáticas em 2023, setembro e novembro, que ainda nem tinham sido superadas completamente. Recém estávamos nos reconstituindo. E qualquer ação governamental será sempre, apenas, paliativa. Quem resolve, como estamos vendo, é o povo, ou seja, os empregadores e empregados. Convém destacar que até aqui nenhuma medida de proteção aos trabalhadores foi anunciada, no sentido de reerguer as empresas e garantir os empregos. Adiar o vencimento dos impostos não refresca.

Sobrevivência

Com este prognóstico, preparemo-nos, pois, a questão primordial é ficar vivo. Sem empregadores não há empregados e como um depende do outro, todos precisam dar as mãos e fazer o possível para não sucumbir. É preciso muito foco e tomada de decisão correta. Não se pode errar em momentos vitais, como o que estamos vivendo. Sabemos que isso tudo vai passar, dias melhores virão e precisamos estar fortes para aproveitar o momento. É certo que alguns ficarão para trás e abrirão espaços largos a quem estiver preparado.

A crise ensina

É nos momentos de crise que se cria. Gosto muito da frase, “não adira à crise, crie”. Estas criações, porém, precisam aliviar e facilitar a vida do consumidor. Não adianta ideias revolucionárias se estiverem fora do alcance.

Neste sentido o Jornal Integração não precisa mais ser impresso. Podemos ser muito mais ágeis, dinâmicos e relevantes para a vida dos nossos leitores, sem onerar tanto quanto custa o papel. Também por isso alcançamos um maior número de pessoas. Além dos números citados acima que dimensionam a nossa audiência, acrescento que estamos com mais de 120 mil seguidores nas redes sociais, superando em muito o próprio número total de habitantes de Canela e Gramados.

Se analisar o conteúdo que oferecemos com informações cruciais a população, no ínterim de uma sexta-feira à outra, periodicidade do jornal impresso, certamente seria necessária mais de uma edição por dia. Além disso, nestes momentos especiais o cenário muda de minuto a minuto.

Na questão econômica vejo muita gente tentando traçar um comparativo com a Pandemia.  Para início da conversa, o ano inteiro de 2024, não será normal, mas dá para se salvar, se manter vivo. Agora, diferentemente do que na Pandemia, estamos livres para trabalhar. Passados mais alguns dias muita coisa vai ter aparência de normal, e isso nos mantém ativos. E tem a diferença colossal de que agora o afetado é apenas o RS, quando aquela era mundial.

Para o leitor se organizar sugiro considerar os números que temos. As pesquisas dizem que 50% do nosso visitante é gaúcho, é local, do RS. Deste percentual, perderemos 60% para 2024. Ou seja, de 4 milhões que passaram por aqui em 2023, teremos 1,5, no máximo dois milhões este ano. Os demais visitantes virão normalmente. Descontados estes dois meses iniciais, desde o início da crise, dia 29 de abril, devido a afetação da nossa infraestrutura com estradas e aeroporto, não tem porque não vir. Todos terão férias, décimo terceiro, tudo normal, e, claro, muita vontade, desejo, de vir a Gramado e Canela passear e ser atendido com todo o carinho e presteza que só nós oferecemos.

Estamos, portanto, mudando de fase. Focando no futuro. Poderíamos seguir por mais algum tempo com o impresso, mas o momento exige e por isso preferimos focar, direcionar toda a nossa energia naquilo que nos conduz para mais perto do leitor, com qualificação, maior alcance e barateamento.

Seguiremos, no entanto, firmes ao nosso propósito de unir Gramado e Canela pela informação.  São estas duas cidades que nos movem, nos tiram do conforto e nos acolhem, nos alteram os batimentos. Sempre faremos de tudo para ajudar, especialmente nos momentos difíceis, como na pandemia e nas crises climáticas, como a atual, maior catástrofe climática do RS, que já chega ao 19° dia.

Portanto, o Jornal Integração está mudando de fase. A partir de hoje vai ser muito mais dinâmico, moderno e adaptado a você. Vai ter muito mais páginas, vai ser muito mais fácil de folhear e vai continuar sempre perto de você, especialmente no café da manhã.

Aos assinantes que precisam de ajuda para completarem a transição e acessar a edição digital, podem chamar no WhatsApp 54 9 8439 8331. Nós faremos contato oferecendo o reembolso e esta ajuda, mas se isso demorar, podem chamar que daremos a devida atenção.

Foram 1.814 edições de parceria, de amizade, que jamais serão esquecidas. A todos os assinantes deste período, vai meu carinho e admiração. Aos companheiros de jornada, vendedores, entregadores, editores, diagramadores e tantos mais, meu muito obrigado. Convido todos para seguirmos juntos, afinal de contas, somos todos digitais!

A todos os diretamente afetados pelas enchentes o meu fraterno abraço e solidariedade. Pessoalmente já descrevi centenas de histórias de empresas e estou muito convencido que cada uma delas carrega muita vida, muita energia positiva. São famílias inteiras focando toda a energia para dar certo e quando finalmente parece ‘que agora vai’, surge algo intangível e totalmente estranho, que exige esforço sobre-humano para ser enfrentado. De mãos dadas com o Criador, venceremos!

Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria e Gastronomia revela as negociações acertadas com a classe patronal

GRAMADO – Após quase uma semana de intensas negociações, o Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria e Gastronomia de Gramado (Sintrahg), revelou o acordo selado que é um Termo Aditivo com o Sindtur, sindicato que representa a classe patronal.

Em nota, o Sintrahg revela que conseguiu melhorar vários itens que estavam sendo colocados inicialmente pelo segmento patronal. O acordo coletivo seguiu as orientações do Ministério Público do Trabalho (MPT), e tem validade por 90 dias.

Para o presidente do Sintrahg, Rodrigo Callais, foi fundamental a persistência do Sindicato ao buscar melhorar os itens do acordo, sempre primando pelo diálogo e a negociação junto aos patrões. “Foi uma vitória ter melhorado os principais itens do acordo; agora vamos fiscalizar para evitar que existam demissões indevidas no nosso segmento. Não podemos aceitar que tenham como razão a situação da calamidade. Se há calamidade, mais se justifica manter as pessoas nos seus empregos, porque isso vai passar e a economia precisa voltar ao normal o mais rápido possível”, disse.

Veja como ficou:

Previsão do empregado, diretamente atingido pela calamidade, solicitar suas férias antecipadas, mesmo que ainda não tenha direito a férias, recebendo conforme previsto neste acordo.

Não havia essa previsão na proposta patronal

Pagamento de 25 % como adiantamento de férias (deve ser pago no início do gozo das férias). O restante será pago no retorno.

Não havia essa previsão na proposta patronal. O que havia seria conceder férias sem nenhum pagamento antecipado

1/3 de férias pago em parcela única (até 60 dias após o retorno das férias)

Proposta patronal era de parcelamento em 4 vezes após o retorno das férias.

Antecipação de feriados (prática mais benéfica para o empregado do que antecipação de férias ou suspensão de contrato)

Não havia essa previsão na proposta patronal.

Máximo de 60 dias para suspensão do contrato para qualificação profissional, mediante concordância formal do empregado.

Proposta patronal era de suspensão de até 90 dias.

Não existe previsão de mutirão de limpeza para os empregados

Essa exigência constava na proposta original do setor patronal.

Fonte: Sintrahg

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Gramado apresenta relatório do município à Casa Civil do Estado

GRAMADO – O secretário Adjunto da Casa Civil do Estado, Gustavo Paim, e o subchefe para Assuntos do Interior, Gilberto Cezar, estiveram na Prefeitura de Gramado no início da tarde desta quarta-feira (15) participando de uma reunião com o vice-prefeito Luia Barbacovi e com integrantes do Gabinete de Crise do Poder Executivo gramadense. Na pauta do encontro estavam os estragos provocados pelo evento climático que atingiu o Rio Grande do Sul, as ações de atendimentos aos afetados e os trabalhos para recuperação da cidade e da economia.

Na ocasião, o vice-prefeito Luia Barbacovi apresentou um relatório contendo dados sobre os danos registrados no município, ressaltando a necessidade de apoio do Governo Estadual para a retomada imediata da economia local. Já a Procuradora-Geral do Município, Mariana Melara Reis, tratou sobre a homologação junto ao Estado do decreto que declara ‘Estado de Calamidade Pública’ em Gramado, recebendo sinalização positiva em relação a documentação já entregue.

Por fim, acompanhados por técnicos das Secretarias Municipais de Meio Ambiente, Planejamento e Assistência Social, os representantes da Casa Civil visitaram pontos do município que sofreram consequências estruturais pelas fortes chuvas. “Estamos mobilizando todas nossas forças no atendimento à população atingida, na reestruturação da cidade e na articulação com os governos Estadual e Federal, em busca de recursos que possam nos auxiliar neste trabalho”, ressalta o vice-prefeito Luia Barbacovi.

Corsan promete normalizar abastecimento de água após troca de registro

CANELA/GRAMADO – Equipes da Corsan estão substituindo um registro da rede entre as ruas Venerável e Emílio Loubet, no bairro Avenida Central, na tarde desta quarta-feira (15). Durante a troca do equipamento, a tubulação que transporta água para todos os bairros ficará fechada.

As partes altas da cidade podem ter interrupção ou instabilidade no abastecimento, e as outras regiões podem ter oscilação na pressão da rede. A estimativa é de que o trabalho seja concluído no início da noite e a normalização do abastecimento ocorra durante a madrugada desta quinta-feira (16).

Fraport nega que aeroporto só reabre depois de setembro

A concessionária que administra o Aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre, Fraport Brasil, emitiu um comunicado na noite desta terça-feira (14), para esclarecer os boatos veiculados pela imprensa que indicavam que o aeroporto não retomaria o seu funcionamento antes de setembro.

A empresa também reiterou que não há prazo e que aguarda as águas baixarem para promover uma avaliação de danos da infraestrutura. Confira o que a Fraport Brasil divulgou:

A Fraport Brasil esclarece que não procede as informações que circulam na imprensa sobre uma data de reabertura do aeroporto de Porto Alegre e reitera que segue válido até o dia 30/5 o NOTAM (Notice to Airman) emitido no último dia 6/5. A concessionária informa ainda que as operações no Porto Alegre Airport seguem suspensas por tempo indeterminado. No momento, não temos uma estimativa dos danos causados pela enchente. Após as águas baixarem, teremos condições de avaliar em detalhes os impactos na infraestrutura aeroportuária.

Vale ressaltar que estamos trabalhando para viabilizar os voos comerciais (para passageiros e cargas), em menor escala, a partir da Base Aérea de Canoas. No momento, a Fraport Brasil recebeu a autorização para operar cinco voos diários”.

Vila da Mônica promove campanha solidária em prol de abrigo

GRAMADO – Diante da catástrofe que atinge o Rio Grande do Sul desde o início de maio, a Vila da Mônica Gramado se uniu à corrente de solidariedade que tomou conta de todo o País para ajudar quem mais precisa neste momento tão difícil. O parque vai doar ao Instituto Colo de Mãe parte do valor arrecadado com os ingressos adquiridos entre os dias 15 e 31 de maio.

Entidade que fomenta o voluntariado e promove o acolhimento de famílias atípicas, o Instituto mantém um abrigo, em Porto Alegre, que recebe pessoas autistas e com deficiência. “Estamos vivendo dias muito difíceis e não poderíamos deixar de fazer a nossa parte. Dentre os desabrigados e desalojados pelas enchentes, há muitas crianças autistas e com necessidades especiais que precisam de um acolhimento diferenciado”, afirma a CEO da Vila da Mônica, Manoela da Costa Moschem. 

Os ingressos adquiridos durante a campanha podem ser utilizados de junho de 2024 a junho de 2025, com data a ser escolhida no ato da compra e seguindo as políticas de cancelamento, reagendamento e no-show vigentes no parque. A opção de ingresso disponível na  campanha é exclusivamente o bilhete Amigos do Sul, que pode ser adquirido no site www.viladamonica.com.br  ou na Central de Vendas pelo telefone (54) 99949-4072. 

Fechada em virtude do mau tempo e das consequências da tragédia que assola todo o Rio Grande do Sul, a Vila da Mônica Gramado já tem data para reabrir: será no dia 29 de maio, uma quarta-feira, com funcionamento das 9h45 às 17h30.

CANELA E GRAMADO: Abastecimento está sendo retomado de forma gradativa

As estações de tratamento da Corsan que abastecem os municípios de Canela e Gramado estão operando com 100% de sua capacidade desde a noite desta terça-feira, 14. A distribuição de água para as duas cidades está sendo retomada de forma gradativa, com oscilações na pressão em diversas localidades, até que os reservatórios atinjam níveis satisfatórios e o sistema esteja totalmente restabelecido.
Equipes da Companhia consertaram nos últimos dias a tubulação que transporta água bruta do Poço da Faca e fizeram reparos em toda a extensão de rede, cobrindo a tubulação que havia ficado exposta devido a deslizamentos de terra.

Retorno gradativo da água

Quando ocorre a paralisação no sistema de distribuição, a água leva um certo tempo para chegar às casas após a reativação do sistema. Este é o chamado retorno gradativo ou gradual. Ao reabrir os registros, a água, aos poucos, vai preenchendo a tubulação e reenchendo os reservatórios individuais e coletivos. Portanto, quanto mais distante o ponto para ser abastecido e mais alta for a região, maior será o tempo para equalizar o fornecimento.

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