Início Economia Serra Gaúcha Hotelaria gaúcha reduziu quadros em 50%

Hotelaria gaúcha reduziu quadros em 50%

Tempo de leitura: < 1 minuto

A Sondagem de Segmentos da Fecomércio-RS, realizada em julho com empresas atuantes nos meios de hospedagem, apontou que 58% promoveram alterações da força de trabalho em função da pandemia. Entre as alterações, 50% demitiram, 31,6% promoveram redução da jornada e de salários e 16% suspenderam contratos de trabalho. 

Realizada uma vez por ano, a Sondagem busca avaliar não apenas a questão conjuntural, mas especialmente a forma como os negócios operam e seu nível de organização econômico-financeira. Esta edição, porém, ganhou um bloco específico de questões ligadas aos efeitos da pandemia sobre os negócios. “O setor tem sido fortemente afetado em decorrência da redução da mobilidade das pessoas em todo o território nacional, tanto para turismo quanto para negócios. A pesquisa apenas confirma uma realidade bastante preocupante, inclusive com os 7,3% que disseram estar com seus negócios fechados”, afirma o presidente da Federação, Luiz Carlos Bohn. 

Nenhuma das empresas pesquisadas apontou ter tido aumento de faturamento no período e, entre os respondentes, mais da metade afirmou ter tido perdas superiores a 50% na comparação com o mesmo período de 2019. A Sondagem mostrou também uma considerável dificuldade de aplicação de medidas para evitar quedas das suas vendas: apenas 35% fez algum tipo de ação nesse sentido. 

Quanto ao financiamento do negócio, 44% disseram estar utilizando capital próprio para pagar contas da empresa e 11% tomaram empréstimos. Outros 6% referiram ter tentado crédito, mas não conseguiram acesso. “Os meios de hospedagens foram os primeiros afetados e, provavelmente, serão os últimos a se recuperarem. É fundamental um olhar atento do poder público para essa atividade neste momento”, conclui o presidente da Fecomércio-RS. 

Perfil das empresas 

A Sondagem dos Meios de Hospedagem deste ano mostra que 62% das empresas do setor têm mais de 10 anos de atividade no mercado. Para 65% das entrevistadas, o maior empecilho ao crescimento das vendas do negócio é a crise que o país vivencia, seguida pela baixa demanda (31,9%) e pela carga tributária (16,1%). Legislação (13,2%), alto custo de manutenção (11,7%), concorrência (7,5%), falta de crédito ou de capital de giro (3,4%), falta de estratégia e planejamento (1,8%) e a dimensão física do negócio (0,3%) foram as outras causas apontadas como impedimento para o crescimento das vendas. 

A pesquisa também apontou que 67,8% das empresas realizam mensalmente uma análise de suas finanças, 16,4% a fazem semanalmente e 15,8% têm um controle muito superficial ou simplesmente não analisa. Com base na análise sobre as finanças do negócio, 71,9% afirmaram elaborar e colocar em prática estratégias para o alcance dos objetivos propostos e 20,8% não elaboram estratégias a partir da análise financeira. 

Outro dado refere-se ao número de quartos dos hotéis e pousadas do Rio Grande do Sul. Das entrevistadas, 27% têm de 26 a 50 habitações; 25,7% de 11 a 25 quartos; 23,9%, 10 ou menos; 15,3% de 51 a 100; e 8,1% mais de 100 habitações. 

Foto Cláudio Fonseca, Divulgação/Banco de Dados

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

error: Conteúdo protegido