O pedido de cassação do mandato do vereador e presidente da Câmara de Canela, Felipe Caputo, capitaneado pelo próprio colega de Legislativo, demonstra o quanto a política pode ser vil. Jerônimo Rolim foi demitido por Caputo da Procuradoria da Câmara e, agora, busca a vingança.
Por outra parte, ficou muito clara a intenção de Caputo em resolver, ainda que não lhe coubesse pelo cargo, um problema comunitário. Toda e qualquer boa intenção de Caputo nada valeu aos olhos técnicos e ao sabor da vingança do vereador e advogado Jerônimo. A questão que fica é, de fato, se boas intenções devem gerar bom senso, às vezes, sempre ou nunca. Já quanto à vingança, este é um quesito pessoal e intransferível que remete a formação do caráter do indivíduo. Portanto, não há o que questionar.
Perde a sociedade. Tempo e recursos são empenhados nestas brigas políticas que não levam a fruto algum coletivo. Apenas gastos e dissabores, em especial das partes mais fracas, que, em algum momento, acreditam estar sendo ajudadas, como é o caso da professora em questão, que encontrou o afago do vereador advogado.
Na mesma sessão, também tomou espaço importante algo irrelevante, como a nomenclatura de uma rua que leva o nome do pai do ex-prefeito Constantino. Esta mesma Câmara, na legislatura passada, inclusive com a presença de alguns dos atuais vereadores naquela composição, aprovou tal nome, com todas as credenciais que a casa do povo ostenta sobre este tema. Os vereadores são os únicos que podem dar nome às ruas. Agora, cinco anos depois, já pensam alguns em trocar o nome por entender que o pai do ex-prefeito de três mandatos não teve nenhum vínculo com o município.
Assim, a comunidade afetada por um temporal sem precedentes na noite de sexta-feira passada, assiste aos seus representantes discutindo o sexo dos anjos, ao invés de fazer aquilo pelo qual são muito bem remunerados.










