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Campanhas têm resultados?

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Campanhas têm resultados?

      Há bem pouco tempo me converti, passei a ter outra opinião sobre o real efeito de campanhas, sobre qualquer tema. Até então, entendia serem inúteis ou de reduzido efeito, enfim era cético.

      O estalo aconteceu em observações pessoais recentes sobre o vício do tabagismo. É visível o quanto se reduziu o número de fumantes em todas as classes sociais. Passou a ser raro vermos uma pessoa fumando, tanto na rua, quanto em recintos fechados, bem ao contrário de alguns anos atrás, quando era glamoroso ter hábito de fumar.

      Terá isto acontecido por um passe de mágica ou por uma combinação coletiva das pessoas de acabarem com o vício? Evidente que não.

      É resultado das sistemáticas e continuas campanhas públicas, acompanhadas de legislações proibitivas do uso do cigarro sempre avançando na restrição, chegando próximo ao limite do cerceamento da liberdade individual.

      Este conjunto de ações fez as campanhas atingirem o objetivo desejado, foram efetivas, permitindo antever com o ocorrer dos anos, quanto ao cigarro especificamente, talvez até uma extinção quase total do vício na sociedade brasileira.

      Por outro lado, aconteceu recentemente, a Semana do Meio Ambiente como soe acontecer anualmente, nesta área onde existe também uma forte tentativa de conscientização em todo o país há muitos anos. Também acompanhadas de legislações de todos os quilates e níveis, porém sem os efeitos práticos do desejável e necessário. Para comprovação observem nossos poucos arroios, os banhados, as árvores, a qualidade das águas, os morros, as estações de tratamentos de esgoto, o destino do lixo… 

      Se para o cigarro as campanhas funcionam, para o leque de proteção ao meio ambiente, infelizmente, não se tem conseguido atingir os mesmos objetivos. Os apelos ficam frágeis, o que não invalida a sua existência e permanente necessidade, pois sem elas seriam muito pior.

 

Trem turístico maria-fumaça

Este projeto do trem turístico maria-fumaça, em São Chico, uma vez realmente implantado irá se transformar em um divisor de águas. Tanto em São Francisco, que ainda engatinha para o turismo, como para a nossa região. O projeto terá investimentos na ordem 85 milhões (metade do orçamento anual de Canela, por exemplo) e previsão de conclusão para dezembro de 2020. A propósito, lembrei-me de um dizer do nosso saudoso ex-prefeito Ernani Reis, reconhecendo a importância da construção do Hotel Laje de Pedra em Canela na década de 70. Dizia “o turismo em Canela passará a ser analisado por duas fases: antes e depois do Laje de Pedra.”  Em tempo, aproveito o link para este testemunho. Ernani Reis foi umas das pessoas mais honestas que conheci e tive o privilégio de trabalhar e conviver. Além de passar um amor verdadeiro por nosso município e cultivá-lo na prática como cidadão e empresário.

 

Rápidas e selecionadas

 

  • Tempo bom, temperatura amena, apesar da torcida pela chegada do frio, mas tudo ajudou para a ocorrência de um feriadão de Corpus Christi espetacular. Casa cheia em toda a região. Segundo um experiente hoteleiro, vai dar para respirar. Por cair sempre em quintas-feiras, o Corpus Christi é considerado o melhor feriadão do ano.
  • Serão plantados em breve 26 novas mudas de plátanos nos vazios da avenida Cônico João Marchesi. Notícia boa. Singela, mas boa. Que vem ao encontro de algumas das minhas posições.
  • Também o município de Marau já pagou do 50% do 13º de seus funcionários.
  • O grande mérito nestes bonitos tapetes de Corpus Christi que se reintroduziram há poucos anos no nosso turismo religioso é o trabalho voluntário das pessoas que os viabilizam. Como trabalho voluntário no sentido verdadeiro anda escasso em todos os setores, estas ilhas são bons exemplos.
  • Faz 19 anos, completados neste dia 21, que o SER Caxias sagrou-se campeão gaúcho de futebol ao empatar com o Grêmio no Estádio Olímpico. Mais uma façanha dos meus times do interior.
  • Nem Copa América, nem o mundial de futebol feminino galvanizaram os torcedores brasileiros. Os eventos estão passando sem graça, nem emoção, mesmo com todo o esforço da mídia. Ou a minha leitura está equivocada?
  • O professor Sylvio Hoffamann, formou junto Frida Haack, Eduardo Gans e Carlos Wortmann a primeira gleba de professores de Canela. O professor Sylvio era oriundo de Bom Jesus. No domingo passado, completaram-se 51 anos do seu falecimento.

 

“O melhor livro de moral é a nossa consciência. Temos que consultá-lo muito frequentemente”.

Pascal

 

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