Intriga

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Quando a oposição fala repetidas vezes que o secretariado está passando por cima do prefeito, podem anotar: é intriga. É a forma mais prática de criar um mal-estar onde está tudo bem. É o que percebo assistindo às sessões de Canela. Em outros momentos, isso se explicava como autonomia, que, de fato, os secretários precisam.

Pegou pesado
Mas, quando o presidente da Câmara reclama, o prefeito precisa ouvir. Vide o modelo de Brasília o que acontece quando o presidente briga com os presidentes do Senado ou da Câmara.
E o Felipe Caputo vinha dando sinais. Há várias sessões demonstra esgotamento na relação. Mas ontem foi preocupante para todos os neutros da cidade, aqueles que torcem para que as coisas andem bem, pelo menos por mais dois anos, até próximo do período em que se volta a discutir eleição.
Caputo disse que não diria nomes de secretários, mas que os endereçados usariam a “carapuça”. Relatou da tribuna que teve respostas desrespeitosas por parte de secretários quando levou algum pedido da comunidade. Questionou o fato de ser o presidente, colocando-se no lugar dos demais vereadores. Disse que está “de saco cheio”, pediu para pararem de dar desculpas e dizer que não tem dinheiro, e mandou pedir a conta o secretário que não quer trabalhar. Como não vinha tendo respostas satisfatórias, Caputo levou demandas diretamente ao Prefeito, daí os secretários se incomodaram, se sentiram constrangidos, tadinhos.

De bem com o Governo

Em uma segunda fala o Presidente fez questão de esclarecer que segue apoiando o Governo, ajudando no que for necessário e que as queixas se direcionam a alguns secretários que na sua visão não querem colaboram e mais uma vez repetiu que estes é para pedir para sair. Explicou da sua independência para fazer as colocações que acha corretas, dizendo que não legislatura passada, mesmo sendo suplente, que poderia ser substituído pelo prefeito a qualquer momento, não se calou. Acrescentou que não depende da política e que está ali temporariamente para ajudar e que segue apoiando o governo.

Oposição
Na coluna, até dou menos importância para os vereadores da oposição quando são mais contundentes, mais afiados na fala, porque, no fim, é o papel deles alertar o ganso. Porém, quando vem da própria base, o governo precisa dar uma olhada mais atenta. Caputo não pode ficar em uma posição dessas. Vamos aguardar os próximos capítulos.

Colheita
Obviamente, estar na cadeira de prefeito, vice, presidente da Câmara, secretário, entre outros cargos, é a realização de um grande sonho. Conheço os dois Gilbertos, prefeito e vice, há muito tempo. Sei o quanto desejaram e se prepararam para chegar onde estão. O presidente da Câmara também. Acho cedo para jogar tudo isso pela janela. Todos os sonhos, os desejos e as lutas ainda podem ser realizados. Por isso, como cidadão que gostaria de ver este governo seguindo em frente e dando certo, penso que precisa haver uma boa conversa, de azeitamento, de ajustes na comunicação e, se preciso for, na equipe.

Nas nuvens

“Tem gente que está andando nas nuvens por ser secretário”, disse o Cabo Antônio ao se solidarizar com o Presidente Caputo. “Tem secretario que está se achando a última bolachinha”, completou.

Ajuda bem-vinda
Quando se ajuda quem não precisa, quem se escora, os que realmente necessitam acabam desaparecendo na poeira. Canela tem três mil famílias recebendo o Bolsa Família e, então, quando há uma emergência, como o caso das casas queimadas, não há caixa, não há estrutura para socorrer. Foi o que aconteceu com essas famílias, que esperavam desde novembro para, só ontem, o projeto chegar à Câmara e estender a mão com os R$ 75 mil para ajudar na reconstrução. Esse tipo de ajuda precisa estar pré-estabelecido. A Secretaria de Assistência precisa ter esse valor em caixa, e sem muita burocracia. Isso deve estar previsto em lei e, quando acontecer, agir rápido. Pelo fim o recurso veio da secretaria de Meio Ambiente, mas isso é indiferente.

Agilidade
Por falar em agilidade, quando o projeto veio à Câmara, os vereadores votaram na mesma sessão. Estão de parabéns! E, se redimiram com a vereadora Carmen, criticada injustamente na sessão passada, especialmente pelo vereador Roberto Danany, que tinha entendido mal uma mensagem dela a uma munícipe.

Secretaria de Obras
A vereadora Graziela disse que “é difícil passar uma sessão sem elogiar a Secretaria de Obras”. Tá, mas daí fico perdido aqui. Não é esta secretaria que tem de cuidar das estradas?

Água podre e cara
Já outra fala de Grazi levanta, mais uma vez, as distorções nas cobranças da Corsan, com famílias recebendo contas de dois mil reais ao mês. Ela pediu um departamento específico para fiscalizar a Corsan na prefeitura.
“A gente não sabe a quem se referir nem a tramitação de todos os pedidos que estamos fazendo. Os moradores merecem esse respeito, isso é o mínimo”, disse.
Eu concordo. A Grazi até pegou o exemplo do lixo, que tem uma pessoa para onde se dirigir. Já no caso da água, que é muito mais importante em uma residência, não há, enquanto as pessoas recebem água “podre” nas torneiras, como ela explicou.

Distorções
As cobranças da Corsan foram repercutidas por outros vereadores na sessão de ontem, em Canela. Nene Abreu trouxe o exemplo da família de um irmão seu, em que a conta de água saltou de trezentos para mil e trezentos reais ao mês. Na sua visão, trata-se de um contrato mal assinado, com regras mal feitas e multas irrisórias. Ele acredita que a prefeitura sequer tem autoridade para multar, devendo encaminhar a queixa apenas à Agesan. Já o vereador Lucas Dias trouxe o exemplo do Tênis Clube, onde é sócio, e a conta saltou de R$ 1.300 para R$ 28 mil, em janeiro.

Paradinha
Também do vereador Nene: disse que um comerciante da Avenida Oswaldo Aranha se queixou de ter perdido R$ 10 mil em faturamento por causa da Paradinha de Páscoa. Pensei, estão faturando, hein? Gosto muito de defender o comércio, as empresas e os empresários, mas me chamou atenção, porque reclamariam por algo que pediram. Queriam a Paradinha até o final da Oswaldo, ou início; agora que veio, também não está bom?

Desabafo

Vejam o relato de um dos lojistas: “Pois olha, Claudião, vou te falar bem a verdade, cara. A descoordenação de montagem, desmontagem e de permanência do evento é bem grande. Eu vou te dizer assim, que tranquilamente em 15 dias nós ficamos uns 6 a 7 dias com a rua trancada. Dois dias para podar aqueles plátanos gigantes. E mais uns quatro dias para botar aquelas luzinhas. Colocar aqueles arcos pra não passar caminhão. Total desnecessário o formato da decoração. Hoje de manhã (ontem, segunda-feira), por exemplo, ficou fechada a rua porque um caminhão tinha batido lá num daqueles arcos lá no início da Oswaldo Aranha. E cara, é impressionante, por causa de duas pessoas que às vezes estão mexendo naquilo lá, tranca o trânsito da cidade inteira.

Agora, no ponto dessas paradinhas aí é bem isso, não é uma reclamação de agora, isso é uma reclamação que eu já faço há anos. Os azulzinhos, eles trancam a rua de tal maneira que eles afastam o público. Então, tipo, se o evento é às quatro, os caras começam a trancar a rua às duas e meia. E totalmente desnecessário. Eu sempre digo para os caras, vocês têm gente suficiente, vão trancando por parte. A paradinha tá numa rua, tranca a rua que ela tá, uma quadra, tranca a quadra que ela tá, vai pra outra, tranca. Agora eles fazem um estardalhaço, um escarcéu, tranca a rua, muda a trânsito. Cara, eu vou te dizer assim, ó 10 mil é fichinha porque se perde na hora dessas paradinhas aí e tal. É sempre assim. Eu me entristeço muito. Hoje ainda comentei com o (outro comerciante), assim, que é triste tu ter a tua loja aberta e o trânsito trancado. Por uma situação dessas, sim, é muito triste”.

A guerra continua
Irã e EUA não chegaram a um acordo durante sexta e sábado e seguem se atacando e ameaçando. Oremos! Esse litígio pode escalar e nos afetar ainda mais do que já está acontecendo — por enquanto, economicamente. Mas, quando se fala em “extinção de uma civilização”, a luz amarela acende.

Evasão
Eleição municipal fora de época em Cachoeirinha manda um recado para a eleição geral de outubro: mais de 40% do eleitorado não foi às urnas.

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