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Escolas em tempo integral realizam encerramento do ano letivo

No dia 29 de novembro ocorreu a noite de apresentações marcando o encerramento do ano letivo das atividades das escolas em tempo integral do município. O evento foi realizado no pavilhão da EMEF Vicente Casagrande e contou com a presença dos pais, responsáveis, professores e comunidade escolar de quatro escolas de turno integral de Gramado: EMEF Carlos Barbosa, EMEF Alberto Pasqualini, EMEF Pe. José Scholl e EMEF Vicente Casagrande.

Além de reunir a comunidade escolar para a apreciação das apresentações preparadas pelos alunos, cada escola contou com um espaço específico para a exposição de trabalhos artísticos elaborados durante o ano letivo através das oficinas artísticas do Transformarte.

“É muito emocionante vivenciar a participação de nossos estudantes, a presença dos pais nesse momento tão especial e a integração entre as escolas. E ver que o propósito do programa, que é o desenvolvimento integral da criança e suas múltiplas habilidades, foi atingido”, destaca a secretária Simone.

Nos pênaltis, Ipiranga conquista o título da Primeira Divisão

GRAMADO – Em uma tarde de muita emoção, o Ipiranga sagrou-se campeão do Campeonato Municipal de Futebol da Primeira Divisão de Gramado. A grande final, disputada na Vila Olímpica, colocou frente a frente 11 Canarinhos e Ipiranga, na tarde de domingo (8), na Vila Olímpica.

Após um jogo emocionante, que terminou empatado em 2 a 2 no tempo normal, a decisão foi para os pênaltis. Em uma disputa de tirar o fôlego, o Ipiranga levou a melhor e venceu por 6 a 5, garantindo o título de campeão.

O secretário de Esporte e Lazer de Gramado, Lucas Roldo, parabenizou as equipes pela excelente campanha. “Quero parabenizar todas as equipes participantes, em especial o Ipiranga, campeão da 1ª Divisão. Foi um campeonato emocionante, com jogos de alto nível e muita disputa. Agradeço a todos os atletas, comissões técnicas, árbitros e à comunidade gramadense por todo o apoio. O esporte em Gramado está cada vez mais forte e essa competição é a prova disso”, disse.

Destaques da competição

Atleta destaque – Alisson Pará (Ipiranga)

Artilheiro – Jodaer (M.B.Sports) – 8 gols.

Goleiro menos vazado – Bernardo (11 Canarinhos) – 4 gols sofridos

Gramadense conquistou o Rio Grande

O futebol do Rio Grande do Sul conheceu o último campeão gaúcho no profissional neste ano de 2024. O Gramadense ergueu o caneco do título da Terceirona Gaúcha no domingo (8), ao vencer o Real Sport, em Tramandaí, por 2 a 0, conquistando a competição. Ambas as equipes já haviam garantido o acesso para a Série A2 do Gauchão. As listas desses seletos nomes de campeões constam: Grêmio (campeão Gaúcho), Monsoon (campeão Série A2) e o São José de Porto Alegre (Copa RS). Foi a primeira conquista profissional do Gramadense em sua história de 95 anos.

Uma ascensão planejada

Aquele ditado que diz “cada um sabe onde o sapato aperta” se aplica também no futebol. Quando se fala em ascensão, muitos dizem “ascensão meteórica”. Se tem muito dinheiro envolvido, até pode dar certo, como é o caso do Monsoon de Porto Alegre, que se profissionalizou no mesmo ano que o Gramadense, em 2022, e, no ano que vem, estará na elite do futebol gaúcho. Ali tem dinheiro do Oriente Médio. Já o Gramadense, começou a planejar o futebol profissional em 2008, mas sem estipular prazos. Foi aos poucos, com projeto social, escolinhas, equipes de base e de competitividade. Foi demorado, até porque não tem um barril de dinheiro para avançar nesse planejamento. Claro que o grande salto foi com a venda do estádio dos Pinheirais, onde o clube adquiriu renda para comprar uma nova área e construir a arena e manter o futebol, mas tudo com os pés no chão.

Muitos nomes nessa história

Comecei a acompanhar o Gramadense praticamente no seu dia a dia, em 2018. Lembro das coberturas de jogos de competições não tão badaladas como Sulicampe, Liga Serrana, entre outras, além do Gauchão Sub-17, que ainda era chamado de Juvenil. Várias pessoas têm responsabilidade nesse processo, alguns que não estão mais no clube, como meu amigo Pelé, hoje em Igrejinha. Lucas Rodrigo, que colabora com a comunicação do clube, mas que era um faz-tudo lá dentro. O ex-técnico Gustavo Corrêa, hoje treinando o sub-15 do Grêmio, e é claro, Lucas Roldo, talvez este o grande responsável por esse projeto ter se solidificado, que é quem responde por tudo no futebol do Gramadense. Sem falar também do presidente Sandro Bazzan e a atual diretoria.

Valorização da base

Não é fácil criar uma base de atletas onde cerca de 80% de sua formação foi lapidada dentro do clube. O Gramadense assim o fez. Lógico que não consegue fazer tudo com atletas da casa, sendo necessário mesclar com quem vem de outros clubes, mas que venham com os mesmos princípios projetados. Com o crescimento, o que é natural no futebol, as cobranças e responsabilidades aumentam, o que faz com que ocorram, futuramente, mudanças neste cenário.

Projetando 2025

Para o ano que vem, o cenário muda. A Série A2 do Gauchão tem uma competitividade e qualidade das equipes muito superior à da Terceirona. Muitos clubes realizam investimentos iguais ou até superiores aos de algumas equipes da elite. Inter-SM, Glória de Vacaria, Esportivo e Lajeadense pagam salários altos. Será necessário aquele trabalho de investimento praticamente de erro zero do Gramadense para montar seu plantel para o ano que vem e, primeiramente, se manter na Série A2. Agregar experiência é necessário. Mas certamente o presidente Sandro Bazzan já está reservando uns pilas a mais para encher os cofres do clube no ano que vem.

O adeus de Renato

O Grêmio comunicou, no início da tarde desta segunda-feira (9), a saída do técnico Renato Portaluppi. O próprio ídolo manifestou que não permaneceria. Acredito que alguns diretores também não estavam de acordo para renovar. Não o presidente Guerra e o vice-presidente de Futebol, Antônio Brumm, pois Renato servia como uma espécie de escudo para eles, principalmente das críticas vindas da imprensa e torcedores. Acho que foi bom para os dois lados. O Grêmio deverá oxigenar o vestiário e diversas mudanças na estrutura do futebol devem ocorrer. Mas se perguntarem se eu queria a saída de Renato, minha resposta é não.

Quem vem para substituir Renato?

O favorito para direção e torcida é Tite. Assino embaixo. Tem tamanho para substituir o ídolo Renato. Mas, ao que noticiaram hoje, não deve ocorrer, pois Tite quer trabalhar no exterior, seja em clube ou em alguma seleção. Outros treinadores surgem como o português Pedro Caixinha, que vinha fazendo bons trabalhos no Bragantino, mas foi demitido no decorrer deste Brasileirão, diante da campanha do clube neste ano, que lutou contra o rebaixamento. Ainda há os argentinos Crespo e um nome observado pela diretoria de futebol é Matías Almeyda. Ex-jogador da seleção argentina, o técnico é o atual comandante do AEK, da Grécia. Até o encerramento desta coluna, os nomes que pipocavam na imprensa gaúcha como favoritos eram Crespo e Pedro Caixinha.

Câmara celebra 70 anos de Gramado com homenagens às famílias dos primeiros vereadores

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O passado e o presente de Gramado se entrelaçaram em um momento de celebração e reconhecimento na noite desta segunda-feira, dia 9. A Câmara de Vereadores, em sintonia com as festividades dos 70 anos de emancipação política, abriu suas portas para uma solenidade especial, que honrou as raízes da trajetória do município. Foram homenageadas as famílias dos pioneiros que no dia 28 de fevereiro de 1955, nas dependências do Cine Splendid (local que abrigou a Câmara em seus primeiros anos), abriu a Casa do Povo para a primeira sessão da Câmara de Vereadores de Gramado, dando posse aos seguintes vereadores: Júlio Floriano Petersen, Arno Michaelsen, Theodoro Michaelsen, Remy Henrique Zatti, Ivo José Bertolucci, Augusto Ferrari, Carlos Altreiter Filho, e ao suplente Francisco Benetti, os quais prestaram foram empossados como membros da primeira legislatura provisória (todos in memoriam).
Na mesma ocasião foi realizada a eleição da Mesa Diretora, sendo eleitos os senhores Arno Michaelsen como presidente, Júlio Floriano Petersen como vice-presidente e Remy Henrique Zatti como primeiro secretário.
Duas servidoras concursadas da Casa também receberam distinções. Ambas, em mais de uma década de dedicação, representaram na cerimônia todos os colaboradores que ajudaram a construir a história do Legislativo: Margareth de Fátima Vaz Pereira e Débora Geib. Ao final do evento, uma placa em alusão aos 70 anos de emancipação foi descerrada pelos vereadores.

Histórico dos homenageados:

JÚLIO FLORIANO PETERSEN

Representando o homenageado, recebeu a homenagem o neto JOSUÉ PETERSEN DE CASTILHOS, FILHO DA senhora ALBERTINA PETERSEN DE CASTILHOS, que não pode estar presente por motivos de saúde. Descendente de dinamarqueses e alemães, Júlio Floriano Petersen era natural de Taquara, nascido em 29 de janeiro de 1897. Casou-se em 13 de julho de 1918, com Normélia Celina Monteiro, e deste casamento nasceram seis filhos: Lúcio Peregrino, Julio Libório, Terezinha, Regina, Albertina e Rosalina. Também teve a felicidade de viver 80 anos e ter conhecido oito netos, 11 bisnetos e oito tataranetos. Estudou no Ginásio Nossa Senhora Conceição, em São Leopoldo, no regime de internato. Também era licenciado em Odontologia e iniciou sua vida profissional em Padilha, distrito de Santo Antônio da Patrulha.
Chegou em Gramado no ano de 1930, como subdelegado de Taquara. Foi um dos emancipacionistas e trabalhou muito pelo progresso da cidade. Júlio gostava de política séria. Era parlamentar os 365 dias do ano. Vivia para ajudar a sua comunidade, sempre prestando bons serviços e auxiliando a população, principalmente as pessoas do interior. Participou ativamente no ajardinamento da praça Major Nicoletti.
Na primeira eleição municipal, concorreu ao cargo de vereador pelo PSD, foi eleito e assumiu a Legislatura Provisória por dez meses. No pleito de outubro de 1955 foi reeleito vereador e em 1956 assumiu a presidência do Legislativo até 59. Nessa época, voltou a concorrer e, se classificou como suplente e logo assumiu a sua titularidade. No ano de
1965 foi novamente presidente. Em 1966 foi eleito pela ARENA e retornou a presidência da Câmara de Vereadores durante todo o seu mandato.
Entre tantas atividades que exerceu, podemos citar algumas: Petersen exerceu o cargo de ajudante da tesouraria da Prefeitura Municipal de Taquara; Foi nomeado pelo interventor do Estado do Rio Grande do Sul para exercer as funções de subdelegado escolar do 5° Distrito de Taquara; e foi subintendente do 3° Distrito, acumulando a
função de inspetor Distrital.

IVO JOSÉ BERTOLUCI
O filho do vereador homenageado ALEXANDRE BERTOLUCI recebeu os aplausos na noite de ontem. Ivo nasceu em 15 de abril de 1929. Estudou na Escola Santa Terezinha e no Grupo Escolar Santos Dumont, mais tarde, foi estudar em Caxias do Sul, no Colégio Nossa Senhora do Carmo e depois retornou a Gramado. Casou-se com Amabilda Bertoluci com quem teve seis filhos: Carlos Alberto, Henrique Guilherme, José Luiz, Maurício Tadeu, Márcio Tadeu e Alexandre.
Em Gramado, trabalhou na madeireira do pai, a empresa Henrique Bertoluci e Cia. Ltda., também atuou no ramo de restaurante, com uma churrascaria, e com o ex-prefeito, Walter Bertoluci, no Hotel Pórtico. Na vida política fez parte da Legislatura Provisória, quando
concorreu pelo Partido Liberal, e foi eleito com 160 votos. No dia 3 de outubro do mesmo ano, concorreu novamente, mas não foi eleito.

ARNO MICHAELSEN

A homenagem a Arno foi simbolizada pelo seu neto FELIPE MICHAELSEN. Arno Michaelsen nasceu no dia 8 de abril de 1919. Casou-se com Angelina Cabernon Michaelsen em 1940 e desta união nasceram cinco filhos: Dora, Dorli, Delmar, Darci e Delci. Arno foi o primeiro presidente do Poder Legislativo Municipal. Ele foi eleito para vereador em 20 de fevereiro de 1955, com 425 votos. Em 3 de outubro do mesmo ano, houve a segunda eleição, sendo reeleito, e também atuou como subprefeito e vereador pelo 5° Distrito de Taquara.
Arno foi o segundo prefeito eleito de Gramado. Na gestão de 1960 a 1963, seu vice era Remy Henrique Zatti. Entre tantos projetos que foram executados em sua administração, podemos citar alguns como a construção de novas escolas municipais, inclusive uma escola rural; concluiu as obras da praça Major Nicoletti; deu continuidade no plano de asfaltamento das ruas centrais; abertura de estradas no interior; construiu a praça na
entrada da cidade em homenagem ao Rotary Clube; incentivou o plantio de hortênsias; concluiu a rede e o reservatório da Corsan, e oficializou a Festa das Hortênsias. Com isso, estimulou o crescimento e o desenvolvimento econômico, turístico e cultural do município.
Foi na sua administração que Gramado recebeu o título de Cidade Jardim das Hortênsias. Quando prefeito, juntamente com o então deputado Walter Bertoluci, definiu a instalação do Banco do Brasil na cidade. Trabalhando como comerciante por muitos anos, na sua Loja Estrela, as vitrines, na época de Natal, eram decoradas em grande estilo, sendo um grande motivador para que outros comerciantes desenvolvessem o espírito natalino. Pode-se dizer que uma ideia simples como esta seria um projeto embrião para o Natal Luz.
Arno também foi reconhecido como pioneiro no ramo da hotelaria, construindo o Hotel das Hortênsias. Era um grande apreciador do esporte, tendo sido presidente do Centro Esportivo Gramadense, na época em que o clube conquistou, pela primeira vez, o título estadual da Categoria Amador. Foi membro da diretoria da Sociedade Recreio Gramadense e membro sócio-fundador do Rotary Clube de Gramado. Arno faleceu no dia 26 de fevereiro de 2001.

THEODORO GUILHERME MICHAELSEN

Representando Theodoro, quem recebeu a homenagem foi o neto ROMEU MICHAELSEN. O ex-vereador era natural de Nova Petrópolis, nasceu em 16 de abril de 1890. Casou-se com Bertha Kny Michaelsen, e desta união nasceram Edmundo, Lidia, Mercedes, Arno, Arnildo, Osvino, Celia e Ondina. Morou na Serra Grande, onde trabalhou como professor, pelo município de Taquara. Em 1920 instalou uma grande casa comercial de secos e molhados. Comprava os produtos produzidos na colônia de toda a região. A casa também comercializava tecidos, louças, calçados, entre outros. Foi eleito pelo PSD, alcançando 107 votos, para compor a Legislatura Provisória da Câmara Municipal. O vereador faleceu em 21 de julho de 1961.

AUGUSTO FERRARI

Homenagem recebida pelo neto VICENTE FERRARI. Augusto Ferrari nasceu na Linha São Roque, no dia 1° de julho de 1903. Casou pela primeira vez com Stela Berti Ferrari e deste casamento nasceram Sílvio, Deonísio, Unilda, Melito, Terezinha, Zulmira, Merita,
Ivo, Hilário e Selvina. Ficou viúvo e casou pela segunda vez com Elizabetha Brombati e desta união nasceram: Lucila, Zulmiro, Aquiles, Eliseu, Cebila, Odila e Marisete.
Augusto estudou até o 3° ano primário, na Escola da Linha Nova, onde frequentava apenas nos dias de chuva, pois nos dias de sol, trabalhava na roça. Mesmo assim, o tempo foi suficiente para aprender a fazer todos os cálculos matemáticos necessários para a época. Também lia e escrevia com competência.
Trabalhou como capataz das equipes, que na época, pagavam os impostos com dias de serviços prestados nas estradas. Conforme a quantidade de terra que possuíam, era o número de dias de trabalho. Augusto Ferrari foi um dos fundadores do Partido Trabalhista
Brasileiro (o PTB) em Gramado. Na primeira eleição municipal, concorreu a uma cadeira no Legislativo, conquistando 27 votos, naquele período, somente os eleitores alfabetizados votavam. Augusto Ferrari faleceu em 10 de junho de 1978.

CARLOS ALTREITER FILHO

O filho ALSINO ALTREITER representou o homenageado. Natural de São Sebastião do Caí, Carlos Altreiter Filho nasceu no dia 23 de abril de 1892. Casou-se em 1914, com Helena Augusta Mantey, com quem teve cinco filhos: Theobaldo, Wilma, Elsa, Erna e Alsino. Após o casamento foi residir na Linha Marcondes, interior do município de Gramado, trabalhando como agricultor. Em 1918, transferiu-se para a localidade de Nove Colônias, interior de Nova Petrópolis, onde foi um dos fundadores da Igreja Evangélica Luterana. Com o tempo, passou a atuar no comércio.
Em 1926, mudou-se para a Várzea Grande, na época, um pequeno povoado com poucas famílias, e iniciou ali seu trabalho pelo desenvolvimento da comunidade. Entre os anos de 1930 e 1964, prestou serviços à Companhia Cervejaria Brahma, como comprador de
safras de cevada da região serrana, indo até os municípios de Rolante e Riozinho. Também foi representante comercial, neste período e atuava como intermediário na compra de produtos coloniais da região para serem vendidos em Caxias do Sul. Por 16 anos foi capataz de estradas municipais, e durante 14 anos foi chefe de quarteirão do 5° Distrito.
A partir de 1934, assumiu a gerência da Cooperativa Agrícola Várzea Grande Ltda. Logo após, ascendeu ao cargo de diretor comercial, vindo a aposentar-se posteriormente. No ano de 1940, doou o terreno onde foi construída a escola municipal daquela localidade,
hoje a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Caramuru. Carlos foi um dos fundadores do Partido Trabalhista Brasileiro em Gramado e foi eleito com 61 votos para a Legislatura Provisória da Câmara de Vereadores de Gramado. No mesmo período, foi eleito vice-presidente, com seis votos a um. Defendeu a construção e conservação das estradas do interior do município. Lutou muito, já naquela época, pelos direitos e por melhores condições de vida dos agricultores. Carlos Altreiter Filho faleceu em 07 de outubro de 1965, com 73 anos.

FRANCISCO BENETTI

Representando o ex-vereador, receberam a homenagem os netos Eliane e Arlei. Benetti
nasceu no dia 23 de março de 1918, casou com Roma Lovatto em 1941. Da união, nasceram nove filhos: Adair, Sérgio, Judite, Maria, Zulmira, Luiz Fortunato, Zemira, Pedro e Carmem. Francisco conheceu os netos: Eliane, Arlei, Moacir, Ronei, Simone, Douglas, Luciana, Eduarda, Kelen, Itainara e Klaus e também quatro bisnetos: Matheus,
Ânderson, Lucas e Isabela.
Francisco estudou na Linha Nova. Foi ele quem alfabetizou e catequizou os filhos. Trabalhou na lavoura junto com os pais, depois passou a ser comerciante. Foi sócio proprietário de um armazém, atividade que exerceu por muitos anos, na Linha Nova. Prestou serviço militar obrigatório na Escola Tiro de Guerra, em 1939, em Gramado.
Na vida política era filiado ao antigo PTB, foi emancipacionista e concorreu na primeira eleição municipal. Classificou-se como suplente e assumiu a sua titularidade quando o vereador Carlos Altreiter Filho pediu licença por tempo indeterminado. Francisco era um homem de hábitos simples, íntegro e de pouca conversa. Sentia prazer em ajudar o próximo. Em todos os lugares que morou sempre se empenhou pelas atividades da igreja.
Segundo relato da filha Maria Wasen, ao livro Memória Legislativa, Francisco quando jovem, foi um bom jogador de futebol, sua posição era de goleiro. Até foi convidado pelos dirigentes do Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense para jogar no clube, mas não pôde ir. Era de família pobre e seus pais precisavam de sua ajuda na agricultura.

REMY HENRIQUE ZATTI

Representando o ex-vereador, recebeu a homenagem a filha, MARIA LUCIA ZATTI BAZZEI. Zatti nasceu no dia 20 de julho de 1923, em Gramado. Frequentou parte do ensino primário no Grupo Escolar Santos Dumont e completou o curso no Colégio Santa Terezinha. Se formou em técnico em Contabilidade. Atuou em atividades comunitárias, como secretário da Sociedade Recreio Gramadense, Gramado Tênis Clube, foi sócio-fundador do Rotary Clube Gramado/Canela, fundador e autor dos Estatutos da Sociedade Minuano e de muitas outras sociedades do interior.

Desses trabalhos, só cobrava os custos dos registros, o restante, sempre foi um voluntário. O que ele mais se orgulhava de sua vida comunitária era ter ajudado centenas de pessoas que procuravam orientação com problemas particulares, familiares, até divergências conjugais.
Morando em Maquiné, Remy veio buscar a sua noiva Joecy Lied, em Gramado, em 1944. Deste matrimônio nasceram duas filhas: Maria Lúcia Zatti Bazzei, casada com Renato Bazzei e Maria Liege Zatti Libardi, casada com Diocles Libardi. Também tiveram três netas: Débora, Fabiana e Rafaela e um neto chamado Fabrício. Remy foi convidado a integrar o Movimento Emancipacionista de Gramado, filiando-se ao PTB. Quando ocorreu a extinção deste partido, mudou para o MDB.
Foi eleito para vereador na Legislatura Provisória, conquistando 238 votos e na primeira legislatura obteve 244 votos. Liderou, na Câmara de Vereadores, a bancada do PTB. Como vereador, fez parte da criação do Regimento Interno, da Lei Orgânica do Município, bem como dos primeiros estudos do Código de Posturas. Foi secretário da Fazenda do Município, e responsável pelo convênio junto ao Ministério da Fazenda, implantando o sistema de cadastramento fiscal das propriedades, prestações de serviços e alvarás.
Nas eleições de 1963, foi eleito vice-prefeito, ao lado do então prefeito Arno Michaelsen. Dando sequência à sua vida política, foi candidato a prefeito, mas perdeu as eleições por 62 votos. Remy faleceu no dia 07 de julho de 2000, aos 77 anos.

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Servidoras representaram colaboradores da Casa

DÉBORA GEIB
Débora é natural de Passo Fundo e pós-graduada em Farmácia Hospitalar pela PUC-RS. Foi com a aprovação do concurso para auxiliar administrativo em 2011 que Débora fez a sua transição de carreira, sendo, inclusive, a primeira servidora concursada da Câmara Municipal. Há 12 anos no serviço público, já atuou nos setores de protocolo, ouvidoria e arquivo da Casa. Desde 2017 assumiu a responsabilidade do setor de Compras e Licitações, onde também atua como pregoeira. A partir da nova lei de licitações, passou ao cargo de agente de contratação.

MARGARETH DE FÁTIMA VAZ PEREIRA
Natural de Porto Alegre, Marga, como é conhecida por todos, é uma profissional dedicada que construiu sua trajetória com muito estudo e determinação. Formada em Ciências Contábeis pela PUC e em Direito pela UCS, ela iniciou sua jornada na Câmara de Vereadores em 2013, após ser aprovada no concurso municipal em 2011. Desde então, Margareth tem se destacado como contadora, sempre empenhada em buscar novos conhecimentos para aprimorar suas práticas.
Ao longo dos anos, ela se especializou em áreas que enriquecem sua atuação: pós-graduação em Contabilidade e Auditoria e em Controladoria, ambas pela UFRGS; Advocacia Tributária pela Faculdade de Educação do Paraná; e Benefícios e Práticas
Previdenciárias pela Faculdade de Direito Verbo.

FOTOS: Conquista com DNA de um clube familiar

Tiago Manique

[email protected]

GRAMADO – Deu praia! Nas ondas da Terceirona Gaúcha, quem encerrou surfando na melhor onda foi o Centro Esportivo Gramadense (CEG). Jogando na tarde de domingo (8), em Tramandaí, o Trem da Serra, que precisava vencer o Real Sport por diferença de dois gols, cumpriu com a missão. Como havia perdido no primeiro jogo da decisão em Gramado, por 2 a 1, tudo foi resolvido no primeiro tempo.

Logo aos 10 minutos, o zagueiro Bazzan, filho do presidente Sandro, abriu o marcador. O gol da taça saiu ainda na primeira etapa. Aos 35 minutos, após receber excelente cruzamento do meia Maurício, o centroavante Kerlly, lá no alto, subiu mais que o sistema defensivo do Leão do Litoral e, de cabeça, fez 2 a 0. A ansiedade ia tomando conta dos torcedores do Gramadense que foram até Tramandaí e dos atletas, mas tudo foi finalizado com o apito final. Festa na praia e na serra. No campo e na arquibancada.

Festa familiar

Foto: Divulgação – Thobias com a família comemorando o título

Uma das grandes características do Gramadense, diferente da maior parte dos clubes, está no vínculo afetivo. Pela maioria dos atletas serem criados desde os projetos sociais no clube, as famílias dos atletas estão sempre ligadas à história do clube.
Clodomiro Fernandes é um desses que acompanhou o sonho do seu filho de se tornar atleta profissional, dando todo o suporte possível para os treinamentos e acompanhando as partidas. Ele é pai do meia Thobias. Na decisão do título, a família, que mora em Nova Petrópolis, foi até Tramandaí e Clodo, como é conhecido, profetizou o placar e quem faria um dos gols.

Foto: Divulgação – Thobias com 13 anos, com o padrinho Geraldo Wickert

“Fomos para o jogo acreditando. Falei que um dos gols seria do Kerlly. Todos que entraram jogaram bem, e quem não entrou, assim como a comissão técnica, estavam todos jogando juntos. E o final foi muito emocionante, poder depois entrar em campo e abraçar meu filho. Com certeza, esse título é muito importante para o Thobias, para o clube e para toda a comunidade de Gramado”, descreveu.

Com 21 anos, Thobias começou no Gramadense aos 13. Neste período ainda de base, esteve no Juventude e no Grêmio. Retornou para Gramado, onde se profissionalizou no clube na disputa da Terceirona em 2022. Clodomiro recorda a importância desse processo de aprendizado no Gramadense para seu filho chegar até o atual estágio na carreira. “O Gramadense, com esse projeto social, é muito importante para a região, um dos únicos clubes que oportunizam para a gurizada sem custo algum. Isso é importante para quem sonha um dia ser profissional”, destacou.

Do Jardim para a taça

Mais um exemplo desse DNA de família que possui o clube está no atleta Igor. Aos 18 anos, com a lesão de parte da competição e Thobias, o garoto assumiu a titularidade. Literalmente como ‘gente grande’, não sentiu a pressão e assumiu a responsabilidade com maturidade. Fernanda de Oliveira, 34 anos, é a mãe do promissor atleta. Ela conta que o filho começou a atuar aos seis anos de idade, ainda no futsal do CER Jardim, e aos 8 anos trocou a quadra pelo campo, evoluindo dentro do Gramadense.

Foto: Divulgação – Igor mostra com orgulho a medalha de campeão

“Desde criança tudo era futebol para ele. Lembro com carinho dele brincando sozinho na sala de casa com seus jogadores que eram sapatos e potes todos posicionados, e o mais engraçado era que ele molhava o cabelo para dizer que estava suado de tanto jogar. Quando ele passou a jogar mais no campo, foi passando por cada categoria do time. Tudo era uma grande conquista para todos nós que fizemos de tudo para acompanhá-lo. Ao longo dos anos dentro do clube, conforme foi crescendo, a responsabilidade que sempre teve diante de tudo foi aumentando, passando por diversas categorias até chegar ao sub-17, onde foi capitão do time que foi vice-campeão do Gauchão em 2022. Desde então, passei a observar que o que ele almejava estava além. O trabalho continuou, muito treino e dedicação”, disse.

Foto: Divulgação – Igor com a mãe Fernanda de Oliveira, uma das maiores incentivadoras
Foto: Divulgação – André e Marta, avós do jovem que o ajudaram na criação



4ª etapa do Circuito Municipal de Corrida de Rua de Gramado aconteceu na Serra Grande

Foi realizada no último domingo (8), a última etapa Circuito Municipal de Corrida de Rua. O evento, que contou com mais de 250 inscritos, movimentou a comunidade esportiva e demonstrou o grande interesse pela prática da corrida na cidade.

A prova, realizada na Serra Grande, ofereceu um percurso de aproximadamente 6km, com largada e chegada na Sociedade Independente. Atletas de todas as idades e níveis de experiência participaram da competição, que premiou os cinco melhores de cada categoria. Além da premiação por categoria, também foram homenageados os vencedores da classificação geral da Corrida de Rua de Gramado. A competição, que se estendeu por quatro etapas, coroou os atletas mais consistentes ao longo do circuito.

O secretário de Esporte e Lazer de Gramado, Lucas Roldo, destacou a importância do evento: “Parabenizo a todos os participantes da 4ª etapa do Circuito Municipal de Corrida de Rua. A cada edição, o evento cresce e se consolida como uma das principais provas de rua da região. Agradeço aos atletas, organizadores e à comunidade gramadense por todo o apoio. O esporte é fundamental para a saúde e o bem-estar da população, e a Prefeitura de Gramado está comprometida em promover e incentivar a prática de atividades físicas”.

O evento contou com apoio da Secretaria de Trânsito e Mobilidade Urbana, que acompanhou o percurso e garantiu a segurança viária da competição.

Fiergs vê vantagens para a indústria do RS com o acordo Mercosul-UE

ESTADO – O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, anunciado na sexta-feira (6), é visto com expectativa positiva pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). “A concretização do acordo é um passo importante para o futuro da economia do Brasil e do Rio Grande do Sul. Poderá nos trazer crescimento do fluxo de comércio e de investimentos, maior inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, aumento da diversificação econômica e fortalecimento do Mercosul”, diz o presidente da Fiergs, Claudio Bier, reforçando tratar-se apenas da primeira etapa até a conclusão total do acordo, que exige a aprovação dos dois grupos, inclusive do Conselho da União Europeia.

O presidente da Fiergs aponta como um dos principais benefícios para a indústria gaúcha o maior acesso do segmento alimentício ao mercado europeu, já que o acordo se compromete a isentar 82% das importações agrícolas do Mercosul e dar acesso preferencial com tarifa menor a 97% dos produtos. 

“De uma maneira geral, o acordo é benéfico para o Rio Grande do Sul, visto o maior acesso ao mercado europeu pela indústria alimentícia gaúcha, por exemplo. Quanto aos segmentos de Máquinas e equipamentos, Equipamentos elétricos e Bebidas, esses sofrerão uma maior concorrência do mercado europeu, aumentando a necessidade de uma maior competição via qualidade e preços médios. Inegavelmente, o fluxo de investimento e o fluxo comercial devem aumentar para os próximos anos com a concretização do acordo”, afirma Claudio Bier.

Em 2023, o Rio Grande do Sul foi o sexto estado brasileiro que mais exportou para a União Europeia e o sétimo que mais importou do bloco. No mesmo ano, a UE foi o segundo destino das exportações gaúchas (considerando o somatório dos países membro), representando 13,4% do total exportado e a terceira principal origem das importações, representando 12% do total importado.

Oportunidades e benefícios do acordo

Crescimento da economia, comércio e investimentos;

Maior diversificação da economia brasileira, proporcionando ganhos mais extensos em termos setoriais;

Impacto positivo sobre outras negociações, ampliando a inserção internacional do Brasil por meio de acordos com países prioritários;

Redução de custos das importações de alta tecnologia, gerando ganhos de produtividade e modernização em áreas que a indústria nacional ainda não atua;

Novas possibilidades de joint ventures e associações entre empresas;

Maior segurança jurídica e homologação de práticas aduaneiras para transações de investimentos e comerciais;

Aumento das linhas logísticas e eventual redução de fretes internacionais;

Redução das barreiras tarifárias e não-tarifárias;

Maior inserção do Brasil nas cadeias globais de valor;

Boas oportunidades para setores como: celulose, soja, carnes, tabaco, couro, calçados, móveis e máquinas/implementos agrícolas.

Marsul em Taquara reabre para novo capítulo da arqueologia gaúcha

REGIÃO – O Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (Marsul), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), reabriu ao público na sexta-feira (6). A reabertura marca a conclusão da primeira fase de um amplo projeto de requalificação do museu, incluindo melhorias estruturais e modernização dos espaços. Para o aguardado retorno do público, a instituição preparou uma nova exposição que enfatiza narrativas arqueológicas do sul.

Segundo o diretor do Marsul, Cleiton Silveira, essa reabertura é um marco para a instituição que “reabre para uma nova etapa, retomando o protagonismo da pesquisa arqueológica e resgatando o contato com a comunidade gaúcha”. Ele destacou o investimento de mais de R$ 1,7 milhões, viabilizado por meio do programa Avançar na Cultura, “um investimento no fortalecimento e na preservação do patrimônio cultural gaúcho”.

Representando a titular da Sedac, Beatriz Araujo, o diretor do Departamento de Memória e Patrimônio, Eduardo Hahn, celebrou o retorno do público ao espaço. Ele destacou que a instituição é referência nacional em pesquisa arqueológica, o que torna este momento um fato de importância nacional. “Foram anos de trabalho para que o Marsul pudesse novamente abrir suas portas ao público. É o início desse processo de recuperação completa desse complexo que vai ter continuidade nos próximos anos”, destacou.

Para a segunda fase da requalificação do Marsul, a Sedac elabora projeto para a reforma do prédio administrativo e prepara a contratação de uma nova exposição de longa duração para o museu. Além disso, firmou contrato no valor de R$ 64,7 mil para o restauro de vasos de cerâmica e um mapa antigo do Marsul, complementando as ações de preservação do acervo e infraestrutura do museu.

A prefeita de Taquara, Sirlei Silveira, participou do ato de reabertura do Marsul e afirmou estar satisfeita com a soma de esforços do município com o governo do Estado para a preservação da memória do Rio Grande do Sul. Segundo ela, “restaurar e restabelecer a visitação do Marsul é um ganho significativo para Taquara, que é uma cidade histórica”.

A exposição “Vestígios do Passado” apresenta peças inéditas de seu acervo, incluindo a reconstrução facial forense do esqueleto “Zé”, de 5 mil anos. O público poderá visitar o museu gratuitamente de terça a domingo, das 10h às 17h.

MARSUL

Fundado em 1966 e com sede em um edifício modernista de 1970, o Marsul é considerado referência nacional em arqueologia, abrigando um acervo de artefatos que remonta a 12 mil anos. Desde seu fechamento ao público em 2008, a instituição manteve suas atividades de pesquisa, mas agora volta a receber o público em um espaço completamente renovado.

“Eu consegui retomar minha vida”, relata vítima de abuso

Leonardo Santos[email protected]

CANELA – A Casa Vitória tem se consolidado como um importante ponto de apoio para mulheres em situação de violência doméstica. Com 902 atendimentos realizados, a instituição com três anos de atuação desempenha um papel essencial ao oferecer suporte psicológico, social e estrutural, auxiliando vítimas e suas famílias na difícil jornada de superação e no rompimento do ciclo de abuso.

A reportagem do Jornal Integração foi até a Casa Vitória para falar com a coordenadora Manoela Negrelli, a assistente social Joci Mara Rodrigues e a psicóloga Denise Kochi, que falaram sobre o serviço da instituição. O JI também recebeu um relato de uma vítima que preferiu não se identificar.

Além de acolher mulheres, a Casa já abrigou 52 famílias, proporcionando itens de necessidade básica como vestuário, kits de higiene e alimentação. Para muitas, a Casa Vitória representa um recomeço. Entre os casos atendidos, 531 mulheres realizaram acompanhamento psicológico e social, 153 buscaram atendimento social, mas não aceitaram apoio psicológico, enquanto 192 recusaram ajuda. Outras 26 mulheres decidiram mudar-se para outras cidades em busca de uma nova vida.

Ao longo desses três anos, foram realizadas mais de 2.780 consultas, reforçando o caráter multidisciplinar do atendimento. Manoela Negrelli, coordenadora da Casa Vitória, destacou a importância do trabalho realizado:

“Aqui na Casa Vitória, a gente atende todas as mulheres vítimas de violência doméstica em Canela. Toda mulher que registra uma ocorrência com base na Lei Maria da Penha tem o processo encaminhado ao Fórum. Após isso, já é agendada uma data para atendimento psicológico e social aqui na Casa Vitória. Além disso, temos o abrigamento para mulheres que sofrem agressões e não têm para onde ir, junto com seus filhos. Nosso papel é fortalecer essas mulheres para que elas consigam romper esse ciclo de violência.”

Desafios no atendimento

A complexidade dos casos é um dos maiores desafios enfrentados pela equipe da Casa Vitória. Denise Kochi, psicóloga da instituição, apontou que muitas mulheres chegam em estado emocionalmente devastado:

“Elas chegam aqui muito destruídas, com muitas perdas. A violência doméstica atinge a mulher principalmente psicologicamente, mesmo quando é física. Muitas vezes, elas têm receio de vir até aqui por medo de serem julgadas. Elas se sentem culpadas e envergonhadas pelo que vivenciaram. Nosso trabalho é ajudar essas mulheres a resgatar a autoestima e os direitos que lhes foram tirados.”

Joci Mara Rodrigues, assistente social da Casa, destacou que a violência doméstica vai muito além da agressão física, privando as mulheres de sua liberdade e autonomia:

“A maioria das vezes, a violência começa de forma psicológica e vai se agravando. Muitos agressores impedem as mulheres de trabalhar, de ter contato com a família ou até mesmo de ir a uma consulta médica. Nosso papel é garantir a elas o acesso aos seus direitos, à educação dos filhos e à reinserção no mercado de trabalho, ajudando-as a superar a dependência econômica e emocional.”

Histórias de superação

Entre os relatos emocionantes, Manoela relembra uma história marcante de resiliência:

“Uma paciente nossa, com três crianças pequenas, começou a fazer bolos para vender. Ela guardava o dinheiro em um vidro de pepino pintado que ficava debaixo da cama. Um dia, percebeu que o vidro estava cheio e decidiu que era hora de mudar de vida. Ela conseguiu romper o ciclo de violência, criar seus filhos e, hoje, é um exemplo de superação. Ela disse que a violência terminou com ela e que sua filha não viveria o mesmo.”

Outra história comovente foi compartilhada por Denise:

“Uma mulher tentou romper o ciclo de violência duas vezes, mas voltou para o agressor por questões financeiras. Na terceira tentativa, ela conseguiu. Recentemente, a encontrei no centro da cidade, e ela estava irreconhecível. Feliz, com os filhos, parecia outra pessoa. Ela lutou muito para alcançar essa nova vida.”

Joci Mara também recordou uma situação que envolveu, além da vítima, suas filhas:

“Essa mulher suportou anos de abuso até descobrir que suas filhas também estavam sendo vítimas do agressor. Foi quando ela conseguiu denunciá-lo e veio para a Casa Vitória. Com nosso apoio, reconstruiu sua vida em Gramado, retomou o contato com a família e hoje está feliz, trabalhando e cuidando das crianças.”

Educação e conscientização

A Casa Vitória também desenvolve projetos educacionais para prevenir a violência doméstica. Denise Kochi contou sobre as ações realizadas nas escolas de Canela:

“Neste ano, realizamos palestras para mais de 1.200 alunos da rede municipal. Durante as palestras, algumas professoras se deram conta de que viviam situações de violência doméstica e buscaram ajuda. Além disso, promovemos concursos de redação e teatro com os estudantes, incentivando o debate sobre igualdade de gênero e conscientização.”

Visibilidade às formas de violência

A Casa Vitória também produziu um documentário que será lançado em 2025. Segundo Denise, a ideia é dar visibilidade às formas de violência menos perceptíveis:

“A violência física é mais reconhecida, mas existem outras formas, como a psicológica, patrimonial, sexual e moral, que são muito sutis e muitas vezes passam despercebidas. Queremos trazer essas questões para o debate e reflexão em uma sociedade ainda muito machista.”

Mensagem de esperança

Para Manoela, a mensagem da Casa Vitória é clara:

“Juntas somos mais fortes. Estamos aqui para apoiar, sem julgamentos. Queremos oferecer o suporte necessário para que as mulheres rompam o ciclo de violência e reconstruam suas vidas. A violência doméstica não pode ser tolerada.”

Denise reforça que o atendimento está disponível para qualquer mulher, mesmo sem boletim de ocorrência:

“Se você acha que está passando por uma situação de violência, venha até a Casa Vitória. Estamos de portas abertas para orientar e acolher.”

A Casa Vitória é um exemplo inspirador de como uma rede de apoio pode transformar vidas. Para quem vive em Canela, é um lembrete de que é possível superar a violência e recomeçar.

Para procurar ajuda da Casa Vitória, faça contato por meio do (54) 9.8121-5174 ou por meio do @casavitoriacanela, no Instagram. O 190 também é uma opção.

“A minha história de abuso começou no início da pandemia”

Uma das mulheres acolhidas pela Casa Vitória, cuja identidade será preservada para garantir sua privacidade, compartilhou sua experiência de superação. Ela relata que a violência psicológica começou no início da pandemia, período marcado pela gravidez e pelo isolamento social imposto pelas circunstâncias. “A minha história de abuso começou no início da pandemia, que eu engravidei e ninguém sabia o que era a pandemia para as grávidas, enfim. E aí o meu ex-marido já começou a muito cuidar de mim, eu não podia sair de casa, eu não podia sair do carro, eu não podia vir à minha família, eu sou de Porto Alegre, minha família vinha… eu não podia vir para cá me ver, porque era perigoso, meus amigos às vezes vinham para cá e também não podiam me ver. E aí tu confunde com cuidado, tu acha que isso é um super cuidado, né?”, desabafou.

À medida que os meses passavam, o comportamento do parceiro se tornava cada vez mais controlador. Ele monitorava o celular dela, supervisionava suas ações e restringia seus movimentos. Após o nascimento do filho, que veio ao mundo com um problema cardíaco e precisou de cirurgias, as restrições e humilhações se intensificaram. “Eu me tornei uma péssima mãe (segundo ele). Eu não podia dar os remédios, ele supervisionava se eu dava os remédios certo, supervisionava se eu dava as mamadeiras certo, se eu estava lavando as mamadeiras, eu não podia sair com o meu filho ou porque estava muito quente ou porque estava muito frio”, contou.

O abuso psicológico ficou ainda mais evidente quando ele começou a armar situações para desacreditá-la, incluindo instalar escutas clandestinas na casa. “Ele colocava escutas dentro de casa, fazia gaslighting para eu surtar e ele gravar e não aparecer a voz dele”, explicou. Em meio a uma depressão pós-parto, ela buscou apoio psiquiátrico em Porto Alegre e iniciou uma luta judicial desgastante após ser acusada de abandono do lar.

O ponto de virada veio após um incidente em que ele jogou o carro contra o dela, o que, segundo a vítima, foi uma tentativa de intimidá-la. Foi somente a partir desse episódio que conseguiu uma medida protetiva e foi encaminhada para a Casa Vitória.

O acolhimento recebido na instituição foi transformador. “Aquela sensação de culpa, que tu é um monstro, que tu é uma vítima, que tu é de vergonha, foi bem difícil, mas quando eu fui na minha primeira consulta, eu já vi que a casa é uma casa acolhedora, que as mulheres são acolhedoras, que tu não passa por julgamentos, tu é acolhida, e a partir desse momento eu comecei a ter o apoio da Casa Vitória”, lembrou.

Graças ao acompanhamento psicológico e ao ambiente acolhedor, ela conseguiu reconstruir sua autoestima e recomeçar sua vida. “A Casa Vitória foi um divisor de águas na minha vida, porque na Casa Vitória eu consegui ver que eu não era culpada, que tem muitas pessoas que passam por isso também, que a gente não é culpada, e com a ajuda psicológica eu consegui retomar minha vida, me reencontrar como pessoa, como mulher, e recomeçar minha vida totalmente do zero”, afirmou.

Um ano e meio após a medida protetiva, ela continua recebendo apoio da Casa Vitória e segue em terapia. “Eu só agradeço a Deus pela existência da Casa Vitória, e das pessoas que lá trabalham. Nessas situações a gente se encontra muito sozinha, muito julgada, muito vítima, e a Casa Vitória muda tudo isso para nós. Ela faz com que a gente consiga ver as coisas de outra forma, e que a gente se sinta acolhida.”

A história dessa mulher é apenas uma das muitas que mostram o impacto da Casa Vitória na vida das mulheres que encontram refúgio ali.

70 anos de Gramado: Show gratuito com Paulinho Mixaria é nesta terça-feira

As comemorações dos 70 anos de emancipação política de Gramado seguem nesta terça-feira, 10 de dezembro, com o show gratuito do humorista gramadense Paulinho Mixaria, a partir das 19 horas, no Auditório Hortênsias do Expogramado. Músico, ator e cineasta, Mixaria é conhecido pela alcunha de “Humorista das Famílias”, por sua linguagem leve e que remete a vida simples do homem do campo.

O espaço que receberá o show tem capacidade para abrigar até 1.100 pessoas e a organização do evento reforça que a acomodação do público será por ordem de chegada, sem a necessidade de apresentação de ingressos. O vice-prefeito Luia Barbacovi, que está coordenando a Comissão dos 70 anos de Emancipação Política de Gramado junto ao Poder Executivo, convida a comunidade para prestigiar o show. “Será um momento de alegria e confraternização, para nos divertirmos juntos e lembrarmos de algumas histórias e ‘causos’ da nossa querida Gramado”, comenta Luia.

Os 70 anos de emancipação política do município é comemorado oficialmente no próximo dia 15 de dezembro.

Programação:

9/12 – Segunda-feira

Horário: 18h

Local: Câmara de Vereadores

Evento: Sessão Ordinária com homenagem aos 70 anos de Gramado.

10/12 – Terça-feira

Horário: 19h

Local: Expogramado – Auditório Hortênsias

Evento: Show com Paulinho Mixaria.

11/12 – Quarta-feira

Horário: 18h

Local: Recreio Gramadense

Evento: Comenda das Hortênsias – Condecorações, títulos honoríficos e homenagens referentes aos 70 anos de Gramado.

Atrações: Carol Thoen e Robson Carvalho e Coro Vozes de Gramado.

12/12 – Quinta-feira

Horário: 17h

Local: Sacada Casa Major

Evento: Apresentação de Coral

Atração: Coro Vozes de Gramado

13/12 – Sexta-feira

Horário: 17h

Local: Sacada Casa Italiana

Evento: Apresentação de Coral

Atração: Grupo Etnias

Horário: 18h

Local: Casa Italiana

Evento: Filó organizado pelo Círcolo Trentino

14/12 – Sábado

Horário: 9h

Local: Estação Museu do Trem Várzea Grande

Evento: Reinauguração do Museu Estação Férrea Várzea Grande.

Atração: Esquete teatral “Nos trilhos da História”, grupo Etnias e lambe-lambe (máquina fotográfica antiga).

Horário: 10h às 18h

Local: Lago Joaquina

Evento: Feira Joaquina, Feira da Agroindústria Familiar, Feira de adoção de animais, doação de mudas, ações diversas das Secretarias Municipais.

Atração: Banda de Jazz Cinnamon.

Horário: 17h30

Local: Sociedade Ipiranga

Evento: Homenagem aos 70 anos de emancipação política de Gramado e 105 anos da chegada do trem.

15/12 – Domingo

Horário: 10h às 18h

Local: Lago Joaquina

Evento: Feira Joaquina, Feira da Agroindústria Familiar, Feira de adoção de animais, doação de mudas, ações diversas das Secretarias Municipais.

Atrações:

11h – Grupo Etnias;

14h – Coro Vozes de Gramado;

15h30 – Banda Blue Hits.

Horário: 16h

Local: Casa Portuguesa (Praça das Etnias)

Evento: Apresentação

Atração: Grupo Alma Lusitana

Horário: 18h

Local: Rua Coberta

Evento: Show com a Camerata Sinfônica e a Orquestra Jovem de Gramado.

17/12 – Terça-feira

Horário: 14h

Local: Assembleia Legislativa (Porto Alegre)

Evento: Homenagem à Gramado

* Entre 7 e 14 de dezembro, em todos os shows do Natal Luz, será entoado o hino de Gramado e cantado o tradicional ‘Parabéns a Você’ para a cidade.

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