Início Política Gramado e Canela “Gramado precisa pensar em rotas alternativas”

“Gramado precisa pensar em rotas alternativas”

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GRAMADO – A frase é do candidato Beto Tomasini (PSDB) para definir a necessidade de desafogar o fluxo de veículos na área central, sobretudo para possibilitar que os gramadenses façam seus deslocamentos sem precisar passar pelo centro da cidade. O candidato também teceu comentários sobre a implantação de locais de estacionamentos, instalação de passarelas na Avenida Central e Carniel e cicloturismo. Confira os principais trechos da entrevista:

1 – Qual sua projeção para com o plano diretor de Gramado?
Queremos aperfeiçoá-lo preservando o meio ambiente e melhorando a qualidade de vida dos cidadãos, tanto com vistas ao desenvolvimento do turismo e das demais atividades econômicas do município como forma de garantir o direito à cidade e a um município autossustentável.

2 – Com relação à análise e aprovação dos projetos para construção de novos empreendimentos, tanto comerciais como habitacionais, qual seu objetivo?
Precisamos analisar cada projeto e verificar quanto à finalidade dele. Não podemos descaracterizar Gramado com um número elevado de empreendimentos sem um planejamento prévio e a infraestrutura necessária para a sua instalação. A especulação imobiliária não pode ser dominante em nossa cidade, temos que adotar um desenvolvimento sustentável que seja bom para quem investe mas também para o gramadense. Mas quanto aos projetos que estiverem dentro dos critérios, sendo eles comerciais ou residenciais, apoiamos e buscaremos agilizar os processos burocráticos.

3 – No quesito mobilidade urbana Gramado é um caos, sobretudo quando está lotada. O que o senhor pretende fazer com relação a isso? Seu governo prevê algum investimento em rotas alternativas, como as próximas fases da perimetral (anel viário)? Deseja pavimentar a estrada Mato Queimado/Caracol? E ligar a ERS-235 à ERS-115 pela Linha 28 e Carahá?
Gramado precisa sim pensar em rotas alternativas para desafogar o tráfego de veículos. Os acessos da cidade acabam concentrando um grande número de veículos, que ao chegarem na área central procuram estacionar. Além das próximas fases da Perimetral, queremos pavimentar o trecho que liga o Mato Queimado ao Caracol, criando uma rota turística alternativa e conectando Gramado a Canela. A interligação da ERS-235 à ERS-115 também é uma obra que será analisada pelo nosso governo.

4 – Quais os planos para melhorar o transporte coletivo?
Queremos promover uma maior integração dos modais de transporte, conciliando horários e rotas, criando mais opções de paradas de ônibus nas áreas urbana e rural, além de disponibilizar informações básicas nos abrigos, melhorando a qualidade do serviço prestado.

5 – Muitas ruas, especialmente nos bairros, ainda estão sem identificação. Pretende resolver isso?
Vamos fazer uma revisão completa das ruas e buscaremos reformar as placas de sinalização que estão em mau estado e instalar novas naqueles locais que não temos. É um serviço básico que precisa estar funcionando.

6 – Planejamento e infraestrutura também envolvem o serviço prestado pela Corsan, e todo ano, na alta temporada, grande parte da cidade fica sem água. Qual será sua postura diante deste problema?
Temos que chamar a Corsan, provocar uma conversa franca e exigir um investimento maior na infraestrutura de fornecimento de água e tratamento de esgoto. É verdade que tivemos um grande aumento do número de unidades habitacionais e de fluxo turístico na última década, mas notamos que pouco foi feito no sentido de ampliar a capacidade destes serviços. A companhia arrecada milhões e investe o insuficiente para a demanda que temos, principalmente em períodos de alta temporada, como Natal e Páscoa. A nossa postura precisa ser resolutiva, cobrando e buscando soluções conjuntas à Corsan para evitar problemas à comunidade gramadense e aos turistas que nos visitam.

7 – O Centro da cidade concentra hoje o maior fluxo turístico e é onde estão os principais serviços como órgãos públicos, bancos, os colégios Santos Dumont e Cenecista, que implicam na trafegabilidade. Qual seu posicionamento com relação a isso?
Gramado cresceu muito nas últimas décadas e precisa de um novo planejamento urbano, visando a qualidade de vida das pessoas. Uma cidade precisa ser planejada para as pessoas e não para os veículos que as conduzem. Em nosso governo queremos remodelar a urbanização do município, induzindo o crescimento para áreas de menor interesse ambiental e preservando áreas de estágio avançado de vegetação. Vamos buscar promover uma descentralização da cidade, realocando órgãos públicos, escolas, bancos e serviços de interesse público para regiões que dispõem de melhor acessibilidade e trafegabilidade.

8 – Qual sua solução à enorme dificuldade de estacionamento?
Estamos no encontro de duas rodovias e com isso o congestionamento é inevitável. Diante disso, qual sistema nós precisamos implantar? Temos três pontos-chave onde as pessoas chegam e passam a procurar estacionamento: 1) na chegada a Gramado pelo Torre Café vindo de Canela; 2) quando chegam na Praça das Bandeiras vindo da Várzea Grande; e 3) na chegada para quem vem de Nova Petrópolis próximo ao antigo Posto Bezzi. Com isso, 60% dos carros que entram em Gramado estão procurando estacionamento. Temos que resolver o problema do trânsito em Gramado com estacionamento, e nós planejamos a criação de dois bolsões de estacionamento investidos pela iniciativa privada. Um dos pontos seria no fundo das escolas CNEC e Santos Dumont, com acesso no início da rua Pref. Nelson Dinnebier. E a outra na antiga Corlac onde vai para o Vale do Quilombo. O sistema de venda teria que ser público, com valor diário para turistas e mensal para quem é de Gramado. Desta forma, reduziríamos o fluxo de veículos em trechos críticos como a rua São Pedro em horários de pico. Esse é um projeto prioritário para a mobilidade urbana.

9 – O que pretende fazer com ERS-373 que liga Várzea Grande com a Serra Grande/Santa Maria do Herval? Municipalizar para agilizar sua manutenção é uma possibilidade?
Acreditamos que a melhor solução para o momento seria a municipalização do trecho de cerca de 8 quilômetros da rodovia que liga a Várzea à Serra Grande. Assim teremos autonomia para realizar os investimentos necessários na manutenção da pista, que hoje oferece risco aos moradores da localidade, pedestres e demais pessoas que transitam por ali. Precisamos sentar com os órgãos competentes e definir no início do governo como ficará esta questão.

10 – Na Serra Grande, na estrada para Igrejinha e Três Coroas, tem ideia de estender o asfaltamento dessa via até a divisa?
Com certeza esse é um dos principais projetos que daremos andamento para buscar recursos. Precisamos ter asfaltamento a todos os acessos da cidade, e essa estrada que liga Gramado a Igrejinha e Três Coroas precisa receber atenção do poder público.

11 – Qual sua posição sobre o trecho da ERS-235 do Centro até a divisa com Canela? O trajeto carece de algumas modificações na estrutura para travessias de pedestres. As tradicionais faixas de segurança têm provocado acidentes e lentidão. Municipalizar e depois chamar a iniciativa privada para uma parceria fazendo passarelas seguras e atrativas turisticamente é uma possibilidade?
A instalação de passarelas para travessia de pedestres é uma demanda antiga da ERS-235, especialmente nos dois trechos da rodovia nos bairros Avenida Central e Carniel, onde as colisões e o risco de atropelamento se tornaram frequentes nas faixas de segurança. E como a tendência é que o número de comércios e pedestres aumente nos próximos anos, precisamos mais uma vez cobrar providências da EGR quanto a esse investimento. Não podemos colocar a questão estética da cidade acima de vidas, por isso defendemos a instalação de passarelas nestes dois trechos.

12 – Algum plano para implantar ciclovias? Onde?
Vamos elaborar um novo plano cicloviário e de acessibilidade aos deficientes. Queremos projetar e estimular a implantação de ciclovias que conduzam aos pontos turísticos, parques, espaços públicos e locais de paisagem, incluindo o circuito turístico na “Nova Planta Urbana” de Gramado. Nossa intenção é melhorar a qualidade de vida da comunidade reduzindo o fluxo de veículos nas ruas da cidade e estimular a utilização de transporte ecologicamente correto. Vamos fortalecer os existentes e implantar novos roteiros de cicloturismo, potencializando o comércio nos bairros e localidades rurais.

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