Novo presidente

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Com a renúncia de Alberi Dias a Câmara de Canela vai ter de eleger novo presidente cm mandato até final deste ano. A eleição será na primeira sessão após o recesso dos vereadores, dia 07 de fevereiro. Alfredo Schaffer (PSDB) e Emília Fulcher (Republicanos), disputam a vaga. Dos 11 votos, para se eleger o candidato precisa 06. Emília conta com os 05 emedebistas e mais o seu. Já Alfredo com os dois do PSDB e os três do PDT. Para o sexto voto, conta com um dissidente do MDB, que seria o vereador Jeferson do Transporte que está descontente com o Governo, alegadamente por causa da presença de Progressistas (como a secretária da Saúde), no Governo. Neste caso, Emília, para repor o voto perdido, buscaria um no PDT. Jonne Wulf abriu ao Integração o voto nela. Ele disse que não foi procurado pelo Alfredo e que não vota de acordo com definições do partido sem que esteja junto na hora da definição. A mesma conta vale para a criação de uma CPI. Se Jeferson vier a votar favorável, somando o quarto voto necessário para tal, É possível que Jonne, que é do PDT, não participe mais.

Alberi segue preso
O vereador Alberi Dias segue preso, preventivamente. Ao que o Integração levantou ele não cogita renunciar. Mas, na volta do legislativa, dia 07, deverá ser montada uma Comissão de Ética na Câmara que vai analisar o caso e encaminhar a cassação. Aí sim, antes desta votação ele renunciaria para não perder os direitos políticos. Isso tudo porém, deve demorar cerca de três meses e até então, mesmo que preso, Alberi Dias segue sendo vereador de Canela após o período de dois meses do afastamento judicial que venceu dia 08 passado. A vereadora Mana que foi chamada para completar a Câmara já se afastou, também ao vencer os 60 dias, dia 08 de janeiro.

Clima tenso
As mais diversas fontes da coluna dão conta do clima tenso que predomina no meio político de Canela. O fato de o Prefeito, que já enfrentou tantas, cogitar até mesmo a renúncia dá uma clara noção disso. E, pelo relatório que veio a público ontem, entregue pela PC ao Judiciário, indicando mais uma secretaria como alvo de investigação é de se imaginar que a coisa ainda vai longe. A primeira questão que tira muita gente do plumo é saber se, e quem mais pode ser investigado e denunciado.

Ventila-se a possibilidade de o vereador Ike Koetz assumir um cargo no Governo, que seria, talvez, a secretaria de Turismo.

O Voto de Minerva
O programa de terça passada contou com a presença dos vereadores Professor Daniel (PT), Roberto Cavalin (PP) e Rodrigo Paim(MDB). Claro que o debate girou em torno deste contrato. Disse o Professor Daniel que nem ele mesmo participou, ou assistiu, a licitação. Só assinou o contrato e portanto é o único que sabia do valor. Sua defesa consiste em afirmar que foi um dos presidentes que menos gastou ao todo e que a prefeitura tem um contrato de setecentos mil reais por ano com uma agência de publicidade. Porém, ainda que a prefeitura invista este valor, comparando percentualmente, é ínfimo, pois a Câmara, só com este contrato pode chegar perto dos 200 mil reais em um ano. Se todos os demais receberem 150 mil, seria metade do que a Prefeitura investe, quando o orçamento é de 330 milhões contra 08 milhões da Câmara. Talvez agora se entenda porque a oposição aprovou aquela emenda de 500 mil a mais para a Câmara em 2022 no Orçamento Anual do Município no final de dezembro de 2021.

Dormindo na palha
Os vereadores do PP querem montar uma CPI para investigar o que houve na contratação. No início deste assunto, os 4 vereadores companheiros do Professor na oposição, se manifestavam bastante surpresos com o valor, na sessão desta segunda-feira já se sentiu que o Professor mantém sua turma coesa. Até Celso Fioreze se mostrou alinhado a ele e Renan Sartori fez um discurso severo contra os Progressistas que querem investigar o que há. A princípio, o que me parece é que a ficha caiu para todos aqueles que ocupavam aquela Mesa Diretora. O vice dizer que não sabia de nada é vergonhoso, assim como aos demais membros da Mesa. A Câmara faz em média menos de uma licitação por mês, logo, esta seria uma das principais contratações e também com o mais alto valor. Logo, deveria ter despertado o interesse, a atenção e preocupação sobre o desfecho, mas todos dormiam na palha. Assim, vendo o Professor encurralado, algo houve que os quatro (três do MDB e o do PSDB) decidiram se manter unidos em defesa do então presidente.

Recreio
A Câmara de Gramado entra em recesso neste final de semana e volta dia 16 de fevereiro. Um tempo para baixar a poeira de alguns assuntos. Já este contrato deverá voltar na primeira sessão e atucanar a oposição durante os três anos que restam desta legislatura e para alguns perpassar novos pleitos eleitorais. Um contrato destes, apostam ‘’cientistas’ políticos, tem potencial de enterrar carreira’s.

OPERAÇÃO CARITAS

Delegado entrega inquérito da Caritas sem nenhum indiciamento

Relatório, não finalizado, foi juntado pela PC no dia 11, 19 dias após a prisão de Junta, quando o prazo, segunda a defesa, e de no máximo 10 dias

A Polícia Civil (PC) juntou no último dia 11/01/22, o relatório sobre a operação Caritas, em vigor desde abril, liderada pelo delegado Vladimir Medeiros, de Canela. Em 20 volumes e cerca de 2.500 páginas, embora com graves reservas da autoridade, ninguém foi indiciado. Ressalva, no entanto, que pretende seguir as investigações, focando de ora em diante, na 8ª fase, as secretarias de Turismo, “na pessoa de Ângelo Sanches” e Meio Ambiente, “na pessoa de Jackson Muller”. O promotor de Canela, Paulo Vieira, está de férias e por isso quem vai avaliar o inquérito da PC será Bruno Pereira Pereira, da comarca de São Francisco de Paula. Ao que o Jornal Integração apurou, Paulo Vieira não vai assumir o processo mesmo quando voltar das férias por ter relação de amizade com Jackson Muller, secretário do Meio Ambiente, citado no relatório como próximo investigado.

Em mensagem de resposta ao Integração o delegado Vladimir escreveu: “Foi remetido ao Poder Judiciário ainda em dezembro, atendendo obrigação legal, já que há dois réus presos. Assim, a defesa pode tomar conhecimento mais amplo dos fatos analisando os autos. Ao que a Polícia Civil de Canela tem conhecimento, todos os pedidos de liberdade foram negados, tanto no juízo em Canela quanto no Tribunal de Justiça. As investigações seguem”.

O advogado de defesa de Alberi Dias, um dos investigados presos, Tiago Bottene, do escritório Campana, de Taquara, no entanto, afirma que o relatório foi juntado pela PC, apenas dia 11, de maneira que não havia como a defesa acessar tal inquérito antes disso. Para Bottene o relatório da investigação precisava ser apresentado, encerrado, até o décimo dia do primeiro investigado preso, que foi dia 23 de dezembro, quando Ademir Colombo da Silva, o Junta, foi recolhido.  Como o relatório final foi entregue a Justiça sem indiciamento, não há como fazer uma defesa, ao que explica Bottene. Como o desembargador Joni Victoria Simões, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS, negou novamente esta semana o habeas corpus de Alberi, sua defesa pretende fazer um novo pedido ao juízo local com essas novas alegações. “Pediremos a revogação da prisão de Alberi, uma vez que não houve indiciamento deste pela autoridade policial”, comentou Bottene.

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