REGIÃO – A Federação PSDB-Cidadania realizou na quinta-feira (30), sua convenção estadual, reunindo mais de 2 mil filiados para a homologação oficial das candidaturas que disputarão as eleições deste ano no Rio Grande do Sul. O encontro oficializou a candidatura de Marcelo Maranata ao governo do Estado, tendo o veterinário e ex-deputado federal Cláudio Diaz (PSDB) como vice, formando a única chapa pura entre as candidaturas ao Piratini com representação no Congresso Nacional.
Em seu discurso, o candidato Xandy Barbosa dedicou atenção especial às pautas da Serra Gaúcha, cobrando mais investimento em infraestrutura turística na região. A candidata criticou as condições atuais dos aeroportos que atendem o polo turístico e apontou a falta de transparência sobre o andamento das obras do novo aeroporto das Hortênsias, obra aguardada por municípios como Gramado e Canela. Barbosa também chamou atenção para o peso excessivo da carga tributária sobre pequenas e médias empresas, setor que sustenta boa parte da economia da região serrana.
Maranata afirmou que o PSDB vive um momento de reconstrução política. Segundo ele, o partido perdeu força após a saída do ex-governador Eduardo Leite, mas vem se recuperando com o fortalecimento das bases municipais. Entre as prioridades apresentadas para um eventual governo, o candidato citou a renegociação da dívida do Estado com a União, investimentos em tecnologia para prevenção de enchentes e maior diálogo com órgãos de controle, como o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União.
Cláudio Diaz, por sua vez, lembrou a eleição de Germano Rigotto ao governo do Estado, em 2002, como exemplo de campanha que ganhou força ao longo do processo eleitoral. Já o presidente estadual do PSDB, Moisés Barboza, defendeu que o partido se posicione como alternativa tanto ao lulismo quanto ao bolsonarismo, com uma oposição pautada por propostas concretas.
A convenção também homologou as candidaturas de Renato Jaguarão (Cidadania) e Milton Cardoso (PSDB) ao Senado. Ambos defenderam mudanças no Judiciário em seus discursos: Cardoso propôs o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e o fim dos mandatos de oito anos, enquanto Jaguarão criticou a atuação da Corte, citando o caso envolvendo o Banco Master.









