A Câmara de Vereadores de Gramado votou e aprovou por unanimidade o Projeto de Lei Ordinária (PLO) 24/2024 – que autoriza a concessão de subsídio tarifário ao serviço público de transporte coletivo urbano de passageiros para a empresa prestadora do serviço no município de Gramado, destinado a cobrir o déficit apurado no período de novembro e dezembro de 2023 e janeiro de 2024. O valor destinado será de R$ 594.603,56, repassado em parcela única.
Deverá ser utilizado, exclusivamente, para a quitação dos débitos elencados no projeto, oriundos da inadimplência total ou parcial da empresa. A empresa prestadora do serviço de transporte coletivo de passageiros deverá prestar contas da utilização do recurso repassado em até 60 dias contados a partir do recebimento do valor.
Vereadores autorizam repasse de R$ 594.603,56 para transporte público coletivo
Impacto do temporal: Saiba como fica o funcionamento das escolas municipais em Canela e Gramado
REGIÃO – Devido ao temporal e às fortes chuvas ocorridas nesta segunda-feira (29), as secretárias de Educação de Canela, Janete da Silva Santos, e de Gramado, Simone Tomazelli Andreis, informaram à nossa produção sobre as alterações no funcionamento das escolas municipais.
Canela:
As aulas seguem normalmente em Canela, com exceção da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental (EMEIEF) Balduino Boelter, localizada na Linha São Paulo. Essa decisão foi tomada em resposta às condições climáticas adversas que afetam o município.
Gramado:
Por outro lado, em Gramado, as escolas estão operando normalmente. Entretanto, um comunicado foi enviado aos monitores das escolas municipais, sugerindo que as famílias considerem deixar seus filhos em casa, caso possam fazê-lo, devido às condições climáticas desfavoráveis.
O temporal e as fortes chuvas estão impactando ambos os municípios, exigindo medidas cautelares para garantir a segurança dos alunos e da comunidade escolar.
ERS-020 está em meia pista devido a um acidente
REGIÃO – Dois caminhões colidiram frontalmente no final da tarde desta segunda-feira (29), na ERS-020, na localidade da Curva da Pêra, na saída de São Francisco de Paula para Taquara.
Segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), um caminhão com um reboque com placas de São Francisco de Paula, estava na pista no sentido Taquara/São Chico, quando ainda sem informações precisas por parte da Polícia sobre as causas, bateu de frente com outro caminhão, placas de Porto Alegre que vinha no sentido contrário.
Com a colisão, os motoristas foram levados com ferimentos de fratura ao Hospital de São Francisco de Paula. A Polícia Rodoviária Estadual de Taquara e Gramado estão no local.
Devido ao incidente e às fortes chuvas, a rodovia está com meia pista bloqueada. A PRE não informou os nomes dos envolvidos no acidente.
Foto: Polícia Rodoviária Estadual
Rodada da Terceirona é adiada devido às goteiras no ginásio Carlinhos da Vila
CANELA – O Departamento Municipal de Esporte e Lazer (DMEL), informa que a rodada programada para ocorrer na noite desta segunda-feira (29), no ginásio Carlinhos da Vila, foi adiada. O motivo são diversos pontos na quadra de goteiras. As partidas ainda não tem datas para serem realizadas.
Ano passado o ginásio já passou por problemas desta natureza e jogos tiveram que ser reagendados. Durante o mês de fevereiro, o ginásio ficou fechado para realização de uma série de obras em suas instalações, conforme comunicado pela Prefeitura de Canela.
Confira abaixo os jogos adiados
Juventus x Santa Catarina
Os Guri da Resenha x MB Sports
Certinho Evento x Real Matismo
Futibas de Terça x Atalanta/São José
Resultados dos jogos de sexta-feira (26)
Dependientes Del Trago 6 x 2 Bayer Moleque
River/Bona Tintas 10 x 3 Sonho Olímpico/Família Chaulet
Amigos do Brasil 4 x 1 Mercado São Rafael
Galera da Estevão B 4 x 3 Deixa Que Eu Chuto
Confira abaixo a classificação




Comunidade consternada com a morte da professora Mônica
GRAMADO – A morte da professora Mônica Jardin de Souza, de apenas 25 anos, chocou a comunidade gramadense neste final de semana. Ela estava grávida de gêmeas e teve complicações no parto. As meninas Catarina e Martina, que seriam as primeiras filhas com o esposo Joelson da Fonseca Santos, também morreram.
Conforme o que apurou a reportagem, Mônica teria sofrido uma pré-eclampsia, que é um problema considerado grave relacionado ao aumento da pressão arterial em grávidas. As bebês estavam com os batimentos cardíacos fracos.
Na sexta-feira, dia 26, precisou de atendimento hospitalar. Diante da gravidade do quadro de saúde de Mônica e das bebês, elas foram transferidas para Caxias do Sul. Na cirurgia foi constatado que as bebês já estava mortas. A pressão arterial de Mônica subiu ainda mais levando-a à óbito neste domingo (28).
Mônica era professora na Escolinha Serra Encantada, na Serra Grande. A notícia de sua morte deixou a comunidade abalada. O velório realizado na capela Nossa Senhora da Pompéia em Serra Grande recebeu grande número de amigos, conhecidos e algumas autoridades gramadense, entre elas o prefeito Nestor Tissot e o vice-prefeito Luia Barbacovi. O sepultamento ocorreu na manhã desta segunda-feira, no cemitério da mesma comunidade.
Transporte Público passará por licitação até setembro
GRAMADO – O Transporte Público, alvo constante de reclamações, está previsto para passar por um processo de licitação. Atualmente, o serviço não possui um contrato de licitação vigente, e a Prefeitura tem subsidiado a empresa Gramado Turismo.
Para dar continuidade ao subsídio, a Prefeitura está buscando autorização da Câmara de Vereadores para um repasse de R$ 594.603,56. O secretário de Trânsito, Tiago Procópio, destaca que esse repasse se deve ao déficit financeiro da empresa, reconhecendo também a precariedade do serviço prestado. No entanto, Procópio ressaltou que o repasse não tem como objetivo investir no serviço, mas sim manter a empresa em funcionamento.
“Só podemos repassar mediante déficit. Uma empresa privada que fecha negativo, e a responsabilidade é do Município, acho justo e legal que aja esse subsídio para manter, não é para melhorias. Como haverá investimento se ela está deficitária?”, indagou.
Com o intuito de melhorar a situação do transporte, a Prefeitura contratou a empresa Local Consultoria e Engenharia Limitada para avaliar o sistema e a infraestrutura do município. Essa empresa tem o prazo de 180 dias, contando desde 8 de março, para entregar os ajustes técnicos e formular um projeto de transporte público, que será utilizado para a licitação, incluindo possíveis novas linhas.
“A empresa tem prazo para entregar os ajustes técnicos com a formulação de um projeto de transporte e o edital. Quero deixar essa marca, sabemos a dificuldade para empresa e usuário. Precisamos de um transporte eficaz”, projetou.
Procópio ressalta que o objetivo do Executivo é ter uma empresa que atenda de forma eficaz a comunidade. Ele afirma que há expectativas de que o projeto seja enviado para análise por volta de meados de junho. “Eles nos acenam que meados de junho o projeto seja enviado para análise. Está andando”, completou.
Com 81 mil quilômetros percorridos por mês e 77.506 passageiros transportados, em média por mês, o secretário destaca que é necessário um equilíbrio entre custos e número de passageiros para viabilizar o serviço. No entanto, a ampliação do transporte público é uma preocupação.
“São 77.506 passageiros em média. Não conseguimos um passageiro por quilômetro. Teríamos que ter uma media de 1,5 passageiro para equilibrar as finanças. Temos a preocupação com a ampliação, mas tudo é investimento, e estamos falando de uma empresa deficitária”, sublinhou.
Antes da pandemia da Covid-19, Gramado possuía cerca de 4.000 passageiros por dia. O pós pandemia resultou em uma perda de cerca de 1.500 usuários. Procópio relacionou a perda de passageiros com as licitações que as pastas educacionais obrigatoriamente tiveram de abrir para o transporte escolar. Segundo Procópio, o transporte perdeu cerca de 1.200 passageiros para o serviço de transporte escolar exclusivo.
Uma das propostas para o edital é implementar nas linhas principais com ônibus equipados com ar condicionado, visando proporcionar mais conforto para os usuários. Além disso, a intenção é entender a demanda e a necessidade de transporte da região da Várzea Grande até o Carniel, a fim de oferecer mais fidelidade com essa rota.
Outra medida estudada é a possibilidade de solicitar ônibus para mais localidades, permitindo uma maior cobertura. Para incentivar o uso desse modal, está sendo analisada a redução do valor da passagem, tornando-o mais acessível para a população.
A entrevista está disponível no Facebook do Jornal Integração.
“Com a intervenção a preocupação acabará”, indica geólogo
GRAMADO – Tensão, dúvidas e alívio. As três palavras resumem como a reunião com os moradores do bairro Três Pinheiros caminhou, na noite de terça-feira (23), na escola Pedro Zucolotto. Os residentes convocaram a Prefeitura cobrando explicações acerca do que seria feito na localidade já que, no último dia 17, completou seis meses que o bairro foi evacuado e cinco que os moradores foram autorizados a retornarem.
A empresa Azambuja Engenharia e Geotecnia esclareceu a situação. Alexandre Nichel, representante da empresa, tranquilizou os moradores, frisando que nenhuma movimentação no solo foi captada após novembro.
Houveram três rupturas, na ocasião, conforme o engenheiro: uma na encosta próxima ao prédio na rua Ladeira das Azaleias, que é o ponto mais crítico, a estrutural da cortina atirantada da perimetral e superficiais na talude de corte, também ao lado da perimetral.
“As armaduras entraram em corrosão. Os painéis acabaram abrindo e causando essa corrosão, também foi verificado em alguns tirantes executados. Mas por que aconteceu a corrosão? Na grande maioria por um problema executivo. Isso aqui é corrosão do aço. Isso aqui é como se tu tivesse concretado uma laje e tivesse ficado a armadura exposta na laje e tu deixasse ali no tempo. Com o tempo o aço vai entrar em corrosão e tu vai perder a laje. Foi mal executada (construção das barreiras). Esse é o diagnóstico que a gente tem dessa estrutura”, informou.
Ainda, Nichel explicou o motivo de não haver tanta preocupação com as casas. Segundo ele, em um caso muito crítico, a via serviria de bacia para conter um possível deslizamento.
“Por que a gente não fica tão preocupado? Porque a topografia desse terreno não é uma topografia tão verticalizada quanto ali (área do prédio que desabou). Aqui a encosta é bem abatida. É mais ou menos 3 para 1, ou seja, a cada 3 metros a gente ganha 1 metro de elevação. Um caso muito crítico que pode acontecer é, por exemplo, rompeu, a água com chuva vai trazer uma água barrenta para baixo. Isso num caso extremo, de uma movimentação extrema aqui. Pode acontecer que a perimetral ali receba essa contribuição. Mas entre as casas e a encosta está tranquilo, além de ter esse trecho grande e plano, quase que plano, a gente ainda tem a avenida para servir de bacia de retenção, digamos assim”, explicou.
O que causou a ruptura e o que será feito no local?
Uma das dúvidas dos contribuintes era sobre a responsabilidade do prédio acerca da ruptura causada na encosta, próxima ao prédio. Alexandre indicou que diversos fatores podem ter causado o início das rachaduras no solo.
“É difícil falar. Não é só a chuva que é a causa. Essa ocupação um pouco desordenada também pode ser causa. Agora esse tipo de movimento acontece onde o homem não botou a mão também, entendeu? Então é uma característica das encostas”.
O engenheiro também frisou que a encosta não está impedida de receber construções, desde que sejam bem projetadas e levem em consideração o tipo de terreno que está instalando uma edificação.
“Se a construção for projetada e executada de forma correta, ela vai ajudar nessa visão de encosta, não é prejudicial. O que é prejudicial é uma construção que não considera o terreno que ela está implantada. Isso prejudica a sustentabilidade da encosta. Agora, se o empreendedor, o proprietário do lote, fizer um estudo geotécnico adequado, executar as obras de contenção necessárias para poder viabilizar o uso, não tem um impeditivo para uso. Pode ocupar desde que você seja responsável e faça uma implantação adequada”, comentou.
Alexandre ressalta que a intervenção deve ocorrer indiscutivelmente para estabilizar a encosta. “A intervenção para estabilização tem que acontecer porque existe um risco, por conta de um movimento que não foi estabilizado. Temos que sair desocupando? Não, o risco ele cresce com fatores combinados como a precipitação elevada ou novas movimentações”, apontou.
INTERVENÇÃO – A obra total custará em torno de R$ 22 milhões e, quando iniciada, terá duração de 12 meses. A Prefeitura tenta recursos por meio da união e já entregou o projeto para a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, que deve dar resposta até o dia 7 de maio. Caso não tenha retorno, o Executivo deverá executar com recursos próprios a primeira fase que custará R$ 5 milhões, valor que a Prefeitura busca com o Governo Federal.
“Foram definidas duas tipologias de solução, uma grelha atirantada nos painéis que ainda se encontram íntegros, e uma nova cortina atirantada no trecho rompido, executando um nível adicional de tirantes no topo”, indica o projeto para a ruptura da cortina de concreto, custando R$ 2.700.000,00
Para as rupturas superficiais, será feito o grampeamento com face em tela metálica associada a uma geomanta sintética para controle da erosão, orçada em R$ 1.360.000,00
Para a parte mais crítica, na ruptura da encosta, a solução encontrada foi a implantação de grampeamento e o apoio de uma cortina de concreto atirantada. Esta parte deve custar R$ 17.800.000,00. “Tem dez quilômetros e meio de tirante que empurram com uma força de 50 toneladas contra a encosta para que haja estabilização. É uma obra pesada”, disse Alexandre. “É uma obra que deve ter acompanhamento posterior. Com a intervenção a preocupação acabará, mas a estrutura deve ser acompanhada”, finalizou.
Sobre os eucaliptos que ainda não foram retirados sob a talude da cortina de concreto, a Prefeitura busca meios legais para a retirada, já que a maioria está em um terreno privado.
“Eu quero que resolvam”, clama morador.
A reportagem do Jornal Integração acompanhou a reunião e conversou com alguns dos afetados, que relataram angústia, incertezas e medo. Ainda, os moradores clamam por uma resolução que de tranquilidade para a convivência no bairro.
“Eu quero que resolvam, a única coisa que eu queria era que resolvessem pra gente ficar mais tranquilo em casa”, falou Darci Gross, 76 anos.
O idoso reside no bairro com a esposa há mais de 30 anos e não estava em Gramado no dia do temporal. Gross contou que estava com a família em Brasília e acompanhou as notícias de longe e reclamou sobre a desinformação que foi espalhada.
“Quando fiquei sabendo de lá, Deus me livre, diziam que ia cair tudo. Houve uma desinformação muito grande, né? Muito grande. Então, o que a gente sabia é que ia cair tudo. Que ia afundar tudo”, relatou.
A empresária Fernanda Kohlrausch revelou o sentimento de impotência com a ocasião. Ela relatou que a incerteza foi tema por dias, quando as informações acerca do ocorrido ainda eram escassas. “Sentimento de desespero e sem informação. Foram dias de incerteza e em busca de informações concretas sobre o que realmente estava acontecendo”, sublinhou. Ela mora com o marido Gilson e os filhos Dom e Noa. “O geólogo Alexandre passou bastante confiança e mostrou ser entendido sobre o que estava falando. Consegui entender o que realmente ocorreu no local do sinistro
Dupla vitória na Liga Serrana
GRAMADO – O fim de semana iniciou com compromissos para três categorias do Centro Esportivo Gramadense (CEG). Os três jogos foram válidos pela Liga Serrana.
Na quinta-feira (25) as categorias sub-15 e sub-17 enfrentaram a equipe do Atlético Juniors. O sub-15 do CEG venceu o jogo por 4 a 1, com gols de Thales, Augusto, Henri e Nando. Já o sub-17 venceu por 2 a 1 com gols anotados por Richard. As duas partidas foram em Gramado.
Já na sexta-feira (26) foi a vez da equipe sub-19 entrar em campo fora de casa. Em Farroupilha, diante do Brasil, o Gramadense bateu o adversário por 2 a 0. Anderson e Igor anotaram os gols do CEG.
Classificação e próximos jogos – O sub-15 é líder com 7 pontos e o próximo compromisso será diante do São José, em Porto Alegre. Já o sub-17, é vice-líder com 7 pontos e também enfrentará o Zequinha, na capital. Ambos os jogos não têm data definida. Já o sub-19, lidera com 18 pontos e nesta quarta-feira (1º), às 10h, enfrenta o Novo Hamburgo no Complexo Esportivo Ernestão.

Três jogos neste sábado pelo Municipal de Bocha de Canela
CANELA – O Campeonato Municipal de Bocha ingressa neste sábado (27), com três jogos válidos pela terceira rodada da competição. Os confrontos vão ocorrer de forma concomitante a partir das 13h30.
Entram na cancha, Leodoro de Azevedo x Saiqui; AFCEEE x Bar do Olício e Bar do Miningite x Amigos da Dante. Semana passada ocorreu a segunda rodada com os seguintes resultados: Bar do Olício 1 x 2 União Rancho Grande (URG), Saiqui 1 x 2 Bar do Miningite e Amigos da Dante 1 x 2 AFCEEE.
O papo que muda vidas
Tiago Manique
REGIÃO – Um diálogo descontraído e o papel do policial na sociedade, tendo como público alvo crianças, adolescentes de escolas de ensino fundamental, médio de escolas públicas e privadas. Este é o Papo de Responsa, criado no Rio Grande do Sul em 2016, onde os policiais civis abordam diversos assuntos sobre prevenção às drogas, consequências, bullying, fake news, abuso sexual, entre outros temas.
Em Canela, esta relação se iniciou em 2019 por meio do comissário da Polícia Civil (PC), Maurício Mota Viegas. No começo, o trabalho estava focado no combate aos maus tratos contra animais, uma das áreas de atuação do policial na Delegacia de Polícia (DP). O primeiro encontro recorda-se, foi na Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental (Emeif), Severino Travi.
“Iniciamos somente com causa animal, dicas e orientações inclusive levava um cão para a escola e interagia com as crianças, mas depois fomos agregando outros assuntos como bullyng, crimes cibernéticos e violência doméstica, mas muitos temas nós abnodamos aquilo que as escolas nos pedem, muitas vezes é conforme a realidade daquele local”, explicou Viegas.
Quem também atua no Papo de Responsa é a inspetora Silvia Berro. Oriunda de Itaqui, a policial está há cinco meses atuando em Canela e na região da fronteira começou com o projeto em 2018. Ela conta que já realizou 15.887 atendimentos, incluindo além de escolas, associações, agências bancárias e estes contatos, principalmente com os estudantes, fazem com que os jovens tenham mais confiança e diálogo com a polícia.
“Quando chegamos nas escolas para palestras com o uniforme da Polícia Civil e viaturas, muitos alunos e até adultos ficam olhando parecem assustados, mas procuramos dialogar de forma descontraída, fazendo com que os participantes tenham uma aproximação com a polícia, que estamos ali para ajudar e procurar orientá-los”, comentou.
Entre tantos diálogos alguns chamam a atenção e ficam marcados. Viegas conta que os encontros, além de orientação servem também para verificar problemas enfrentados por alunos. Conforme o tema abordado, é diagnosticado alguma ocorrência e dois casos de violência doméstica e sexual foram descobertas, por meio das palestras.
“Um dos casos que me recordo é de uma menina que se aproximou e conversou comigo relatando que estava sendo abusada sexualmente. Outra que me chamou muito a atenção e que já havia atendido na delegacia é de outra jovem que sofreu abuso e por questões da justiça o agressor não estava preso e isso era a grande tristeza dela”, recorda-se ele citando que o acusado atualmente encontra-se preso.
Silvia relata que muitas pessoas que estão passando por algum tipo de problema, por meio das palestras do Papo de Responsa já saem do local com a ocorrência em andamento, pois esta proximidade faz com que os denunciantes se sintam mais à vontade em efetuar alguma denúncia do que ir até uma delegacia.
“Alguns vivem uma situação muito delicada e em alguns casos o Papo de Responsa é uma válvula de escape. Já teve casos de nós encaminhar a ocorrência dentro da própria escola, são situações duras e que muitas vezes diagnosticamos ali mesmo durante os encontros. Teve um caso em especial de uma menina, que me pediu desculpas que tinha uma visão diferente da polícia e depois da palestra me deu um abraço, contou.
Aprendizado e projetos
A missão de Viegas e Silvia é de orientar, ajudar e em alguns casos investigar. Mas dentro destes anos de Papo de Responsa, eles contam que cada um serve de motivação e aprendizado para eles seguirem nesta missão de serem policiais. “Desde o primeiro encontro, em todos eu aprendo. Defino como saio das palestras com muita esperança e renovação, porquê acredito nisso e na transformação das pessoas”, comentou o comissário.
Já a inspetora, destacou o carinho dos estudantes e que cada encontro leva com uma lição positiva para sua vida. Ela alertou que nos dias atuais, devido ao avanço da tecnologia as pessoas estão se afastando do contato direto de serem mais humanos e que o Papo de Responsa busca ter esta aproximação.
“Estamos cercados de tecnologia e isso está afastando as pessoas de serem mais humanas. Faço um balanço do abismo que estamos enfrentando desta falta de diálogo e isso é que procuramos ter de ouvir relatos. Sempre falo, nós estamos policiais, um dia deixaremos ser, mas somos seres humanos. Temos que tratar as pessoas da mesma forma que queremos ser tratados”, pontou.
Segundo os policiais do Papo Responsa, uma iniciativa inédita no Rio Grande do Sul está sendo realizado. O projeto pioneiro é idealizado na Escola Barão da Rio Branco, no bairro Saiqui com as turmas do 6º ao 9º ano, onde os alunos estão criando mecanismos de combater o bullyng. A turma com a melhor proposta, ganhará como prêmio passeio em um parque e jantar em uma pizzaria temática. No entanto, o vencedor deverá colocar em prática a iniciativa na escola que será acompanhada pela direção da instituição e pelos policiais. Outra ação, mas um concurso de redação será realizada na Escola Severino Travi.
Saiba mais
O Papo de Responsa foi criado pela Polícia Civil no Rio de Janeiro, em 2008, sob coordenação do inspetor Beto Chaves. Os policiais para participarem, necessitam participar de um curso de capacitação para serem certificados a serem monitores do projeto.
O Papo de Responsa atende em Canela, Gramado, São Francisco de Paula, Rolante e Cambará do Sul.
Março: 8 encontros, envolvendo 540 alunos.
*Abril: 11 encontros, envolvendo 892 alunos.
*Número de alunos deve ultrapassar dos 1 mil participantes devido as palestras que ainda vão ocorrer.
Maio: 8 encontros confirmados



