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Transporte Público passará por licitação até setembro

GRAMADO – O Transporte Público, alvo constante de reclamações, está previsto para passar por um processo de licitação. Atualmente, o serviço não possui um contrato de licitação vigente, e a Prefeitura tem subsidiado a empresa Gramado Turismo.

Para dar continuidade ao subsídio, a Prefeitura está buscando autorização da Câmara de Vereadores para um repasse de R$ 594.603,56. O secretário de Trânsito, Tiago Procópio, destaca que esse repasse se deve ao déficit financeiro da empresa, reconhecendo também a precariedade do serviço prestado. No entanto, Procópio ressaltou que o repasse não tem como objetivo investir no serviço, mas sim manter a empresa em funcionamento.

“Só podemos repassar mediante déficit. Uma empresa privada que fecha negativo, e a responsabilidade é do Município, acho justo e legal que aja esse subsídio para manter, não é para melhorias. Como haverá investimento se ela está deficitária?”, indagou.

Com o intuito de melhorar a situação do transporte, a Prefeitura contratou a empresa Local Consultoria e Engenharia Limitada para avaliar o sistema e a infraestrutura do município. Essa empresa tem o prazo de 180 dias, contando desde 8 de março, para entregar os ajustes técnicos e formular um projeto de transporte público, que será utilizado para a licitação, incluindo possíveis novas linhas.

“A empresa tem prazo para entregar os ajustes técnicos com a formulação de um projeto de transporte e o edital. Quero deixar essa marca, sabemos a dificuldade para empresa e usuário. Precisamos de um transporte eficaz”, projetou.

Procópio ressalta que o objetivo do Executivo é ter uma empresa que atenda de forma eficaz a comunidade. Ele afirma que há expectativas de que o projeto seja enviado para análise por volta de meados de junho. “Eles nos acenam que meados de junho o projeto seja enviado para análise. Está andando”, completou.

Com 81 mil quilômetros percorridos por mês e 77.506 passageiros transportados, em média por mês, o secretário destaca que é necessário um equilíbrio entre custos e número de passageiros para viabilizar o serviço. No entanto, a ampliação do transporte público é uma preocupação.

“São 77.506 passageiros em média. Não conseguimos um passageiro por quilômetro. Teríamos que ter uma media de 1,5 passageiro para equilibrar as finanças. Temos a preocupação com a ampliação, mas tudo é investimento, e estamos falando de uma empresa deficitária”, sublinhou.

Antes da pandemia da Covid-19, Gramado possuía cerca de 4.000 passageiros por dia. O pós pandemia resultou em uma perda de cerca de 1.500 usuários. Procópio relacionou a perda de passageiros com as licitações que as pastas educacionais obrigatoriamente tiveram de abrir para o transporte escolar. Segundo Procópio, o transporte perdeu cerca de 1.200 passageiros para o serviço de transporte escolar exclusivo.

Uma das propostas para o edital é implementar nas linhas principais com ônibus equipados com ar condicionado, visando proporcionar mais conforto para os usuários. Além disso, a intenção é entender a demanda e a necessidade de transporte da região da Várzea Grande até o Carniel, a fim de oferecer mais fidelidade com essa rota.

Outra medida estudada é a possibilidade de solicitar ônibus para mais localidades, permitindo uma maior cobertura. Para incentivar o uso desse modal, está sendo analisada a redução do valor da passagem, tornando-o mais acessível para a população.

A entrevista está disponível no Facebook do Jornal Integração.

“Com a intervenção a preocupação acabará”, indica geólogo

GRAMADO – Tensão, dúvidas e alívio. As três palavras resumem como a reunião com os moradores do bairro Três Pinheiros caminhou, na noite de terça-feira (23), na escola Pedro Zucolotto. Os residentes convocaram a Prefeitura cobrando explicações acerca do que seria feito na localidade já que, no último dia 17, completou seis meses que o bairro foi evacuado e cinco que os moradores foram autorizados a retornarem.

A empresa Azambuja Engenharia e Geotecnia esclareceu a situação. Alexandre Nichel, representante da empresa, tranquilizou os moradores, frisando que nenhuma movimentação no solo foi captada após novembro.

Houveram três rupturas, na ocasião, conforme o engenheiro: uma na encosta próxima ao prédio na rua Ladeira das Azaleias, que é o ponto mais crítico, a estrutural da cortina atirantada da perimetral e superficiais na talude de corte, também ao lado da perimetral. 

 “As armaduras entraram em corrosão. Os painéis acabaram abrindo e causando essa corrosão, também foi verificado em alguns tirantes executados. Mas por que aconteceu a corrosão? Na grande maioria por um problema executivo. Isso aqui é corrosão do aço. Isso aqui é como se tu tivesse concretado uma laje e tivesse ficado a armadura exposta na laje e tu deixasse ali no tempo. Com o tempo o aço vai entrar em corrosão e tu vai perder a laje. Foi mal executada (construção das barreiras). Esse é o diagnóstico que a gente tem dessa estrutura”, informou.

Ainda, Nichel explicou o motivo de não haver tanta preocupação com as casas. Segundo ele, em um caso muito crítico, a via serviria de bacia para conter um possível deslizamento.

“Por que a gente não fica tão preocupado? Porque a topografia desse terreno não é uma topografia tão verticalizada quanto ali (área do prédio que desabou). Aqui a encosta é bem abatida. É mais ou menos 3 para 1, ou seja, a cada 3 metros a gente ganha 1 metro de elevação. Um caso muito crítico que pode acontecer é, por exemplo, rompeu, a água com chuva vai trazer uma água barrenta para baixo. Isso num caso extremo, de uma movimentação extrema aqui. Pode acontecer que a perimetral ali receba essa contribuição. Mas entre as casas e a encosta está tranquilo, além de ter esse trecho grande e plano, quase que plano, a gente ainda tem a avenida para servir de bacia de retenção, digamos assim”, explicou.

O que causou a ruptura e o que será feito no local?

Uma das dúvidas dos contribuintes era sobre a responsabilidade do prédio acerca da ruptura causada na encosta, próxima ao prédio. Alexandre indicou que diversos fatores podem ter causado o início das rachaduras no solo.

“É difícil falar. Não é só a chuva que é a causa. Essa ocupação um pouco desordenada também pode ser causa. Agora esse tipo de movimento acontece onde o homem não botou a mão também, entendeu? Então é uma característica das encostas”.

O engenheiro também frisou que a encosta não está impedida de receber construções, desde que sejam bem projetadas e levem em consideração o tipo de terreno que está instalando uma edificação.

“Se a construção for projetada e executada de forma correta, ela vai ajudar nessa visão de encosta, não é prejudicial. O que é prejudicial é uma construção que não considera o terreno que ela está implantada. Isso prejudica a sustentabilidade da encosta. Agora, se o empreendedor, o proprietário do lote, fizer um estudo geotécnico adequado, executar as obras de contenção necessárias para poder viabilizar o uso, não tem um impeditivo para uso. Pode ocupar desde que você seja responsável e faça uma implantação adequada”, comentou. 

Alexandre ressalta que a intervenção deve ocorrer indiscutivelmente para estabilizar a encosta. “A intervenção para estabilização tem que acontecer porque existe um risco, por conta de um movimento que não foi estabilizado. Temos que sair desocupando? Não, o risco ele cresce com fatores combinados como a precipitação elevada ou novas movimentações”, apontou.

INTERVENÇÃO – A obra total custará em torno de R$ 22 milhões e, quando iniciada, terá duração de 12 meses. A Prefeitura tenta recursos por meio da união e já entregou o projeto para a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, que deve dar resposta até o dia 7 de maio. Caso não tenha retorno, o Executivo deverá executar com recursos próprios a primeira fase que custará R$ 5 milhões, valor que a Prefeitura busca com o Governo Federal.

 “Foram definidas duas tipologias de solução, uma grelha atirantada nos painéis que ainda se encontram íntegros, e uma nova cortina atirantada no trecho rompido, executando um nível adicional de tirantes no topo”, indica o projeto para a ruptura da cortina de concreto, custando R$ 2.700.000,00

Para as rupturas superficiais, será feito o grampeamento com face em tela metálica associada a uma geomanta sintética para controle da erosão, orçada em R$ 1.360.000,00

Para a parte mais crítica, na ruptura da encosta, a solução encontrada foi a implantação de grampeamento e o apoio de uma cortina de concreto atirantada. Esta parte deve custar R$ 17.800.000,00. “Tem dez quilômetros e meio de tirante que empurram com uma força de 50 toneladas contra a encosta para que haja estabilização. É uma obra pesada”, disse Alexandre. “É uma obra que deve ter acompanhamento posterior. Com a intervenção a preocupação acabará, mas a estrutura deve ser acompanhada”, finalizou.

Sobre os eucaliptos que ainda não foram retirados sob a talude da cortina de concreto, a Prefeitura busca meios legais para a retirada, já que a maioria está em um terreno privado.

“Eu quero que resolvam”, clama morador.

A reportagem do Jornal Integração acompanhou a reunião e conversou com alguns dos afetados, que relataram angústia, incertezas e medo. Ainda, os moradores clamam por uma resolução que de tranquilidade para a convivência no bairro.

“Eu quero que resolvam, a única coisa que eu queria era que resolvessem pra gente ficar mais tranquilo em casa”, falou Darci Gross, 76 anos.

O idoso reside no bairro com a esposa há mais de 30 anos e não estava em Gramado no dia do temporal. Gross contou que estava com a família em Brasília e acompanhou as notícias de longe e reclamou sobre a desinformação que foi espalhada.

“Quando fiquei sabendo de lá, Deus me livre, diziam que ia cair tudo. Houve uma desinformação muito grande, né? Muito grande. Então, o que a gente sabia é que ia cair tudo. Que ia afundar tudo”, relatou.

A empresária Fernanda Kohlrausch revelou o sentimento de impotência com a ocasião. Ela relatou que a incerteza foi tema por dias, quando as informações acerca do ocorrido ainda eram escassas. “Sentimento de desespero e sem informação. Foram dias de incerteza e em busca de informações concretas sobre o que realmente estava acontecendo”, sublinhou. Ela mora com o marido Gilson e os filhos Dom e Noa.   “O geólogo Alexandre passou bastante confiança e mostrou ser entendido sobre o que estava falando. Consegui entender o que realmente ocorreu no local do sinistro

Dupla vitória na Liga Serrana

GRAMADO – O fim de semana iniciou com compromissos para três categorias do Centro Esportivo Gramadense (CEG). Os três jogos foram válidos pela Liga Serrana.

Na quinta-feira (25) as categorias sub-15 e sub-17 enfrentaram a equipe do Atlético Juniors. O sub-15 do CEG venceu o jogo por 4 a 1, com gols de Thales, Augusto, Henri e Nando. Já o sub-17 venceu por 2 a 1 com gols anotados por Richard. As duas partidas foram em Gramado.

Já na sexta-feira (26) foi a vez da equipe sub-19 entrar em campo fora de casa. Em Farroupilha, diante do Brasil, o Gramadense bateu o adversário por 2 a 0. Anderson e Igor anotaram os gols do CEG.

Classificação e próximos jogos – O sub-15 é líder com 7 pontos e o próximo compromisso será diante do São José, em Porto Alegre. Já o sub-17, é vice-líder com 7 pontos e também enfrentará o Zequinha, na capital. Ambos os jogos não têm data definida. Já o sub-19, lidera com 18 pontos e nesta quarta-feira (1º), às 10h, enfrenta o Novo Hamburgo no Complexo Esportivo Ernestão.

Foto: Gramadense/Divulgação – Gramadense sub-15 terá próximo compromisso o São José em data ser confirmada

Três jogos neste sábado pelo Municipal de Bocha de Canela

CANELA – O Campeonato Municipal de Bocha ingressa neste sábado (27), com três jogos válidos pela terceira rodada da competição. Os confrontos vão ocorrer de forma concomitante a partir das 13h30.

Entram na cancha, Leodoro de Azevedo x Saiqui; AFCEEE x Bar do Olício e Bar do Miningite x Amigos da Dante. Semana passada ocorreu a segunda rodada com os seguintes resultados: Bar do Olício 1 x 2 União Rancho Grande (URG), Saiqui 1 x 2 Bar do Miningite e Amigos da Dante 1 x 2 AFCEEE.

O papo que muda vidas

Tiago Manique

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REGIÃO – Um diálogo descontraído e o papel do policial na sociedade, tendo como público alvo crianças, adolescentes de escolas de ensino fundamental, médio de escolas públicas e privadas. Este é o Papo de Responsa, criado no Rio Grande do Sul em 2016, onde os policiais civis abordam diversos assuntos sobre prevenção às drogas, consequências, bullying, fake news, abuso sexual, entre outros temas.

Em Canela, esta relação se iniciou em 2019 por meio do comissário da Polícia Civil (PC), Maurício Mota Viegas. No começo, o trabalho estava focado no combate aos maus tratos contra animais, uma das áreas de atuação do policial na Delegacia de Polícia (DP). O primeiro encontro recorda-se, foi na Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental (Emeif), Severino Travi.

“Iniciamos somente com causa animal, dicas e orientações inclusive levava um cão para a escola e interagia com as crianças, mas depois fomos agregando outros assuntos como bullyng, crimes cibernéticos e violência doméstica, mas muitos temas nós abnodamos aquilo que as escolas nos pedem, muitas vezes é conforme a realidade daquele local”, explicou Viegas.

Quem também atua no Papo de Responsa é a inspetora Silvia Berro. Oriunda de Itaqui, a policial está há cinco meses atuando em Canela e na região da fronteira começou com o projeto em 2018. Ela conta que já realizou 15.887 atendimentos, incluindo além de escolas, associações, agências bancárias e estes contatos, principalmente com os estudantes, fazem com que os jovens tenham mais confiança e diálogo com a polícia.

“Quando chegamos nas escolas para palestras com o uniforme da Polícia Civil e viaturas, muitos alunos e até adultos ficam olhando parecem assustados, mas procuramos dialogar de forma descontraída, fazendo com que os participantes tenham uma aproximação com a polícia, que estamos ali para ajudar e procurar orientá-los”, comentou.

Entre tantos diálogos alguns chamam a atenção e ficam marcados. Viegas conta que os encontros, além de orientação servem também para verificar problemas enfrentados por alunos. Conforme o tema abordado, é diagnosticado alguma ocorrência e dois casos de violência doméstica e sexual foram descobertas, por meio das palestras.

“Um dos casos que me recordo é de uma menina que se aproximou e conversou comigo relatando que estava sendo abusada sexualmente. Outra que me chamou muito a atenção e que já havia atendido na delegacia é de outra jovem que sofreu abuso e por questões da justiça o agressor não estava preso e isso era a grande tristeza dela”, recorda-se ele citando que o acusado atualmente encontra-se preso.

Silvia relata que muitas pessoas que estão passando por algum tipo de problema, por meio das palestras do Papo de Responsa já saem do local com a ocorrência em andamento, pois esta proximidade faz com que os denunciantes se sintam mais à vontade em efetuar alguma denúncia do que ir até uma delegacia.

“Alguns vivem uma situação muito delicada e em alguns casos o Papo de Responsa é uma válvula de escape. Já teve casos de nós encaminhar a ocorrência dentro da própria escola, são situações duras e que muitas vezes diagnosticamos ali mesmo durante os encontros. Teve um caso em especial de uma menina, que me pediu desculpas que tinha uma visão diferente da polícia e depois da palestra me deu um abraço, contou.

Aprendizado e projetos

A missão de Viegas e Silvia é de orientar, ajudar e em alguns casos investigar. Mas dentro destes anos de Papo de Responsa, eles contam que cada um serve de motivação e aprendizado para eles seguirem nesta missão de serem policiais. “Desde o primeiro encontro, em todos eu aprendo. Defino como saio das palestras com muita esperança e renovação, porquê acredito nisso e na transformação das pessoas”, comentou o comissário.

Já a inspetora, destacou o carinho dos estudantes e que cada encontro leva com uma lição positiva para sua vida. Ela alertou que nos dias atuais, devido ao avanço da tecnologia as pessoas estão se afastando do contato direto de serem mais humanos e que o Papo de Responsa busca ter esta aproximação.

“Estamos cercados de tecnologia e isso está afastando as pessoas de serem mais humanas. Faço um balanço do abismo que estamos enfrentando desta falta de diálogo e isso é que procuramos ter de ouvir relatos. Sempre falo, nós estamos policiais, um dia deixaremos ser, mas somos seres humanos. Temos que tratar as pessoas da mesma forma que queremos ser tratados”, pontou.

Segundo os policiais do Papo Responsa, uma iniciativa inédita no Rio Grande do Sul está sendo realizado. O projeto pioneiro é idealizado na Escola Barão da Rio Branco, no bairro Saiqui com as turmas do 6º ao 9º ano, onde os alunos estão criando mecanismos de combater o bullyng. A turma com a melhor proposta, ganhará como prêmio passeio em um parque e jantar em uma pizzaria temática. No entanto, o vencedor deverá colocar em prática a iniciativa na escola que será acompanhada pela direção da instituição e pelos policiais. Outra ação, mas um concurso de redação será realizada na Escola Severino Travi.

Saiba mais

O Papo de Responsa foi criado pela Polícia Civil no Rio de Janeiro, em 2008, sob coordenação do inspetor Beto Chaves. Os policiais para participarem, necessitam participar de um curso de capacitação para serem certificados a serem monitores do projeto.

O Papo de Responsa atende em Canela, Gramado, São Francisco de Paula, Rolante e Cambará do Sul.

Março: 8 encontros, envolvendo 540 alunos.

*Abril: 11 encontros, envolvendo 892 alunos.

*Número de alunos deve ultrapassar dos 1 mil participantes devido as palestras que ainda vão ocorrer.

Maio: 8 encontros confirmados

Expositores apostam na Feito em Gramado como chance de expandir mercado

GRAMADO – Começou ontem, a 12ª edição da Feira Feito em Gramado, no Expogramado. O evento, que se estenderá até o dia 12 de maio, promete atrair mais de 300 mil visitantes em busca de artesanatos, produtos diversos e experiências gastronômicas.

Com mais de 150 expositores, a Feira Feito em Gramado é o paraíso para os amantes da arte e do artesanato. O secretário de inovação, Heitor Noel, comentou sobre a feira. Segundo ele, eventos como esse são fundamentais para impulsionar o turismo e a economia local. Além disso, a Feira Feito em Gramado se destaca por valorizar o trabalho artesanal e a produção local, contribuindo para a valorização dos artistas regionais.

“Sem os expositores nada acontece. É uma soma da equipe da pasta com eles, a Feira é uma ferramenta de divulgação e comercialização para os expositores. Quem tiver visitando vai ter certeza de que as coisas são naturais daqui, são de qualidade, diferenciados. Temos desde o artesão que faz manualmente, até a gastronomia, móveis, cutelaria, malhas e etc. Até um expositor que produz mini trailers nós temos”, disse

Noel ainda garantiu a circulação de pessoas na Feira citando a Festa da Colônia que ocorre, paralelamente, frisando que uma impulsiona a outra. “É uma feira que sempre tem movimentação por conta de fazer integração com a Festa da Colônia, uma funciona com a ajuda da outra, paralelamente”, apontou.

Durante os dias de evento, os pavilhões do Expogramado estarão repletos de produtos de todos os tipos e gostos, desde artesanatos delicados até deliciosas opções gastronômicas. Sem dúvida, a Feira Feito em Gramado é um evento imperdível para quem deseja conhecer o talento e a criatividade dos artistas.

Uma forma de estabelecer parcerias

BetinaLauterbach, especialista na confecção de artigos em patchwork, destaca a importância do evento não apenas como uma oportunidade de retorno financeiro, mas também como uma forma de estabelecer parcerias e prospectar novos clientes. Para ela, a feira é um espaço privilegiado para divulgar seu trabalho e conquistar novos mercados.

“Sempre existe a expectativa de retorno financeiro, mas além dele é a formação de novas parcerias, prospecção de clientes, sentir de que maneira aquele produto impacta num eventual cliente. Trocas pessoais são sempre enriquecedoras e não tem valor mensurável”, destacou ela, que faz a produção de toalhas, jogos americanos, nécessaires, colchas e ecobags.

Ela também falou sobre sua relação com a costura. Conforme revelou, sempre esteve ali, no dia a dia. Betina relata que, há pelo menos 20 anos, na mesma época que começou a residir em Gramado após sair de Porto Alegre, o tecido faz parte da sua vida.

“A costura em si existe para mim desde nova, desde as roupas de costureira que a gente inventava, os reparos que em casa se faziam necessários. Todos nascemos com algum dos sentidos mais aguçados, seja o paladar para a gastronomia, seja o olhar para as artes visuais, o ouvir para a música. No meu caso, as mãos para os tecidos. Zero entendimentos de linhas, tricô, crochet, bordado, passo longe. Então precisar quando a costura e os tecidos entraram na minha vida, não faz sentido. Eles sempre estiveram por ali. Seguramente há uns 20 anos, o tecido passou a ser a ocupação principal de uma forma ou de outra”, discorreu.

A Feira como vitrine para seus produtos

A reportagem do Jornal Integração conversou com outros participantes que estão expondo seus talentos na feira. Andréia Guerra, que realiza artes em crochê, e Tamiris Marconi, responsável pela produção de donuts temáticos, também destacaram a importância da Feira Feito em Gramado como uma vitrine para seus produtos e como uma oportunidade de estabelecer contatos e expandir seus negócios.

“Quero mostrar o meu trabalho. Estou feliz por estar participando desta feira.Espero que seja o melhor possível dentro da qualidade do meu artesanato. Estou trabalhando para que a Feira abra portas para o futuro”, conta Andréia.

Natural de Recife, a pernambucana especialista em crochê, mora há cinco anos em Gramado, onde está expondo pela primeira vez. “Com o crochê é a primeira vez aqui em Gramado, mais em Recife já participava de outras feiras. Espero que os produtos agradem o público”, projetou.

Os irmãos portugueses Tamiris e Murilo Marconi são os responsáveis pela criação de mais de 120 sabores de donuts, além da comercialização demilkshakes, sucos, cafés e bagel. “É uma alegria participar da feira para enfatizar o significado de extrema qualidade nos produtos feitos em Gramado. Utilizamos muitos produtos artesanais e locais, porém realçamos a produção com chocolate artesanal de Gramado. Para a feira,inclusive, estamos com os donuts de chocolate de Gramado”, destacou. 

Os sócios possuem uma loja na rua Garibaldi, 764, onde os demais sabores podem ser encontrados.

“Chegou o momento de mostrarmos o resultado do nosso trabalho”, destaca produtora

GRAMADO – Kolonialpartei, Festa da Colônia ou partitocoloniale, do jeito que preferir, a 33ª edição já abriga centenas de produtores que dão vida ao evento todos os anos. A festança começou quinta-feira (25) e segue até o dia 12 de maio com muita gastronomia e atividades culturais. A abertura oficial do evento ocorreu sábado (27), no palco principal, no Expogramado.

O Jornal Integração preparou uma reportagem especial para homenagear os principais responsáveis pela festa: os produtores que trabalham o ano todo para expor as suas especialidades para os visitantes, que estarão no Expogramado, durante 18 dias.

A família Rama

A reportagem foi até a Linha Bonita, na segunda-feira (21), para conhecer o trabalho e contar a história da família Rama, encarregada pela produção de pães e cucas dos mais diversos sabores. Ali, ao lado do forno utilizado para assar essas delícias, o casal Davi e Beatriz Rama, juntamente com seus filhos Augusto, Alexandre e Arthur, compartilharam a experiência de viver no interior e o serviço árduo desenvolvido para levar seus produtos até a Festa da Colônia, quando começaram a participar há mais de 18 anos.

“Começou com a dificuldade financeira, nos obrigávamos a buscar rendas extras. Vai para onde? Para a Festa da Colônia, para os fornos, tu te obrigas a buscar soluções. Qualquer lavoura o investimento é grande. Antigamente se lavrava com arado, agora é com trator, o progresso precisa de dinheiro. Vem o conforto, mas também tem o custo”.

A família Rama, além de se dedicar à produção de pães e cucas, também cultiva diversas plantações em sua propriedade de 14 hectares. Morango, figo e uva são algumas das frutas cultivadas com carinho e utilizadas como ingredientes nas cucas preparadas por eles.

“A cada festa nossa meta era arrecadar o suficiente para montar mais uma estufa de morangos. Pegávamos o dinheiro, e montávamos, foram assim por anos, recolhendo o dinheiro da festa e investindo na propriedade”, continuou Davi.

Segundo Davi Rama, o segredo do funcionamento está na união familiar. Enquanto os filhos Augusto e Arthur assumem algumas tarefas, ela e o marido Davi cuidam de outras, garantindo que a parte operacional da agroindústria funcione perfeitamente. Essa cooperação e sinergia entre os membros da família são fundamentais para o êxito de seu trabalho e a produção de produtos de alta qualidade.

“Meu sonho é conseguir manter os guris aqui, no interior. Moramos há dez minutos do centro, porém, com o nosso conforto e tranquilidade. Falei pra eles: eu e o Arthur vamos mexer com o gado, Augusto têm os morangos, Alexandre toca os pães, cucas e biscoitos com Bia, tudo correu bem. Unidos que fazemos tudo acontecer”, apontou. 

A agroindústria da família Rama existe há quatro anos e, inicialmente, eles vendiam seus produtos nos fornos na Praça das Etnias, no centro da cidade. No entanto, com a pandemia e o fechamento desses eventos, eles enfrentaram momentos difíceis. Beatriz e Davi desanimaram ao ver seus morangos se perdendo, sem ter para quem vendê-los. Mas foi nesse momento que seu filho Augusto abraçou a responsabilidade de cuidar das estufas e manter a produção.

“A pandemia foi uma coisa jamais vista. Foi muito difícil ver os morangos apodrecendo e não ter pra quem dar. Nem dado queriam, já que ninguém podia sair. Me desanimei, aí o Augusto abraçou as estufas e foi tocando. Após um tempo o pessoal começou a pedir para comprar, a procura aumentou de novo. Inclusive, a Bia começou com a agroindústria com os pães e as cucas.Conseguimos passar por aquilo (pandemia)”, descreveu.

Com o tempo, as pessoas começaram a procurar pelos produtos da família Rama novamente. A demanda aumentou e, aos poucos, eles conseguiram superar os desafios impostos pela pandemia. Agora, a família Rama busca uma nova oportunidade de crescimento, com a intenção de instalar um ponto de venda na própria propriedade. Essa iniciativa visa atender não apenas os turistas que visitam a Festa da Colônia, mas também os moradores locais e todos aqueles que desejam saborear os produtos frescos e deliciosos que eles oferecem. A venda direta na propriedade é uma forma de estabelecer uma conexão ainda mais próxima com os consumidores e criar uma experiência única.

“A agroindústria existe há quatro anos, fazíamos bastante feira no centro. Agora estamos tentando instalar uma venda aqui na propriedade. Os guris conseguem me ajudar e introduzimos todos os produtos: pão, cucas, geleias, morangos, o figo. Com isso vamos conseguir atender os turistas aqui, eles param demais para comprar. É impressionante o que passa de gente.Instalar um ponto de venda na propriedade é mais uma oportunidade de ser além da festa”, indicou Beatriz.

Para a festa, além dos pães e das cucas simples, a família também comercializa sabores de chocolate, doce de leite, coco, goiabada, papoula, uva, banana, maçã, morango e figo. “Utilizamos bastante o que tem aqui, mas também compramos coisas de fora”, disse.

Beatriz expressa seu desejo de continuar tocando a agroindústria ao lado de seus filhos por muitos anos. Para ela, a Festa da Colônia desempenha um papel fundamental como vitrine para mostrar ao público o que a família Rama tem a oferecer. É por meio desse evento que eles têm a oportunidade de realizar seus sonhos e expor o trabalho árduo e dedicado que realizam em sua propriedade.

“Meu desejo é que a agroindústria continue nas mãos deles, que faça ainda mais sucesso. É importante lembrar que a Festa é a principal responsável, como vitrine, para podermos realizar tudo que sonhamos. Chegou o momento (Festa da Colônia) de mostrarmos o resultado do nosso trabalho”, projetou,

Ainda, Beatriz diz que o ponto alto de todas as festas é quando os clientes relacionam o sabor dos produtos à infância. “Eles falam muito: ‘minha mãe fazia igual essa’, ‘revivi os dias quando minha vó fazia essas cucas para a família’. Essa é a melhor parte, o sentimento é inexplicável”, conta.

A família participa dos fornos na Praça das Etnias desde o início, no ano de xxx, que serviu de modelo para a instalação dos fornos na Várzea Grande e é movimentado durante o ano todo. “É muito especial fazer parte disto. É uma continuação do que temos em casa, podemos expor lá e mostrar nosso trabalho quando a festa não está acontecendo”, indicou.

Durante a festa, a família se dividirá para atender a demanda na propriedade, nos fornos da praça e no Expogramado. “Teremos que nos virar, mas os guris vão nos ajudar e conseguiremos”, disse Davi.

Para finalizar, o responsável pelas estufas e filho mais velho do casal, Augusto Rama, revelou suas expectativas para a Festa e salientou que o Expogramado é o “mundo” para os produtores que buscam inovar em seus produtos.

“Lá em cima (Expogramado) é o mundo, onde sempre há uma novidade para que possamos trazer mais produtos. É onde poderemos ter a visão para as próximas, temos que aproveitar”, frisou.

Gramadense perde para o Novo Hamburgo e decisão da vaga fica para última rodada

GRAMADO – Após perder a invencibilidade do Gauchão Sub-17, semana passada em derrota para o Grêmio, em Eldorado do Sul na semana passada, neste sábado (27), o algoz foi o Novo Hamburgo.

Jogando na Vila Olímpica, o Gramadense recebeu o Noia e foi superado pela equipe do Vale dos Sinos pelo placar 2 a 1. Esta foi a primeira derrota do Trem da Serra em casa no campeonato.

O próximo compromisso do Gramadense será pela sétima e última rodada da primeira fase, dia 11 de maio, às 15h, diante do Caxias, em Caxias do Sul no estádio Municipal. A equipe Grená não tem mais chance de classificação.

Já o Gramadense, terceiro colocado do grupo A, com 10 pontos, para perder a vaga para a segunda fase tem que perder e torcer que o Sul Brasil, quinto colocado com 7 pontos, vença o Progresso fora de casa, em Pelotas por diferença de três gols.

Confira abaixo os jogos da rodada e a classificação completa.

https://fgf.com.br/competicoes/amador/596

Gramadense pode confirmar vaga neste sábado

GRAMADO – Após perder a invencibilidade pelo Gauchão Sub-17 semana passada ao ser derrotado pelo Grêmio no CT Presidente Hélio Dourado pelo placar de 5 a 0, as atenções do Centro Esportivo Gramadense (CEG), se voltam para a sexta e penúltima rodada da competição.

Neste sábado (27), às 11h, na Vila Olímpica o adversário será o Novo Hamburgo com entrada gratuita. Segundo colocado do grupo A, com 10 pontos o Gramadense está com a vaga bem encaminhada e empatando já pode garantir classificação com uma rodada de antecipação. O Anilado está na terceira colocação com 7 pontos. Garantem vaga para a próxima fase as quatro equipes melhores colocadas.

De acordo com o treinador Vinícius Nascimento, a equipe está focada para a partida. “A equipe tá bem, fizemos uma semana boa, inclusive com vitória na Liga Serrana para readquirir confiança e dar minutagem pra alguns atletas. Estamos tranquilos e confiantes pra fazer um grande jogo novamente”, disse.

Confira a classificação com a pontuação e o número de jogos respectivamente: Grêmio: 15 – 5; 2º Gramadense: 10 – 5; Novo Hamburgo: 7 – 5; Progresso: 6 – 4; Caxias: 5 – 5; Inter-SM: 4 – 4; Sul Brasil: 4 – 5 e Apafut: 3 – 5.

Liga Serrana – O Gramadense esta semana venceu o Atlético Juniors por 2 a 1, com dois gols de Richard, em partida válida pela Liga Serrana Sub-17. O jogo foi disputado na quinta-feira (25), no campo do Independente, na Serra Grande.

A categoria sub-19 do Gramadense entra em campo nesta sexta-feira (26), em partida válida pela sétima rodada da Liga Serrana Sub-19. O adversário será o Brasil de Farroupilha, em Nova Milano a partir das 15h. A equipe está na segunda colocação com 15 pontos.

6ª rodada

Sábado (27)

11h: Gramadense x Novo Hamburgo (Vila Olímpica)

15h: Inter-SM x Grêmio (Presidente Vargas)

15h: Sul Brasil x Caxias (CT RGM)

15h: Apafut x Progresso (Fundação Marcopolo)

Material furtado é recuperado pela Brigada Militar

CANELA – Na manhã desta quinta-feira (25), policiais militares do 1º Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (1º Bpat), durante patrulhamento no bairro São Rafael, abordaram um adolescente, uma menor de idade e uma mulher. Com eles, foram localizadas porções de crack.

No local onde estavam os indivíduos, foram visualizadas ferramentas identificadas como sendo furtadas de um veículo na noite anterior, também no mesmo bairro. O material foi recuperado e os abordados foram encaminhados para a delegacia.
A vítima do furto compareceu à delegacia e reconheceu o material apreendido como sendo suas ferramentas, valor estimado em R$10 mil, que foram furtadas de dentro de seu carro.

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