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Para receber Auxílio Reconstrução atingidos dependem das Prefeituras de Canela e Gramado; saiba os detalhes

REGIÃO – As famílias que perderam móveis, eletrodomésticos e outros objetos com as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul terão direito a um benefício de R$ 5.100 concedidos pelo governo federal. O anúncio foi feito semana passada pelo ministro chefe da Casa Civil, Rui Costa.

“A ajuda é para pessoas que perderam sua geladeira, seu fogão, sua televisão, seus móveis, seu colchão. Será atestado pela Defesa Civil de cada município, aquela poligonal, aquelas ruas onde as pessoas perderam seus objetos. Essas pessoas terão, de forma rápida, facilitada, via Caixa Econômica Federal, a transferência, nas suas contas, via Pix, de R$ 5.100”, afirmou Costa.

Segundo o ministro, a estimativa inicial é que o benefício alcance cerca de 200 mil famílias, a um custo de R$ 1,2 bilhão. O procedimento será autodeclaratório e as autoridades vão cruzar dados para confirmar se a área onde a pessoa beneficiada vive está entre as atingidas pelas inundações.

O que é?

Apoio financeiro no valor de R$ 5.100 pago em uma única parcela pelo Governo Federal às famílias desalojadas ou desabrigadas no Rio Grande do Sul.

Quem tem direito?

As famílias residentes em áreas atingidas pelas enchentes, que abandonaram suas casas, de forma temporária ou definitiva, nos municípios em situação de calamidade ou emergência

Como vai funcionar

1. O município, envia para o Governo Federal os dados de cada família, informando seus membros e o endereço completo. Aqui, ele deve identificar o nome do responsável pela família, de preferência uma mulher.

2. A pessoa identificada como responsável pela família acessa o sistema utilizando sua conta GovBr e confirma os dados.

3. Após a confirmação, os dados são enviados para a Caixa Econômica Federal, que efetuará o pagamento.

4. As pessoas que possuem conta na Caixa receberão o dinheiro nesta conta. Para quem não tem, será aberta automaticamente uma conta poupança no nome do responsável pela família, que acessará o dinheiro com o aplicativo Caixa TEM.

Dúvidas?

1. Quando vou receber?

A data do pagamento depende do envio das informações pelos municípios, o processamento dos dados, e a confirmação dos dados pela família. Quanto antes a prefeitura enviar os dados e a família confirmar no sistema, mais rápido o dinheiro entra na conta.

O sistema para recebimento das informações das prefeituras começa a operar dia 22/05 e o sistema para confirmação das informações pelas famílias entra no ar dia 27/05.

2. Preciso abrir conta bancária?

Não. A Caixa Econômica abrirá uma conta poupança social digital automaticamente em nome do beneficiário. Se a pessoa já tiver conta na Caixa, o dinheiro será depositado nessa conta.

3. Sou beneficiário do Programa Bolsa Família. Vou receber o auxílio reconstrução?

O auxílio reconstrução é voltado para famílias que tiveram que sair de suas casas e buscar abrigos ou ir para casa de amigos e parentes devido às chuvas e perderam parte ou todos seus bens. Beneficiários do  Bolsa Família que estiverem nessa situação poderão receber o auxílio.

Beneficiários do Bolsa Família que não estiverem nessas situações, não são elegíveis para o auxílio reconstrução.

4. Estou recebendo seguro-desemprego. Posso receber o auxílio reconstrução?

Sim. Se for morador de área atingida informada pela prefeitura, teve que sair de sua casa e perdeu bens com a chuva, você poderá receber o auxílio reconstrução.

5. Preciso estar no Cadastro Único para receber o auxílio reconstrução?

Não. Para receber o auxílio, basta a prefeitura informar os dados das famílias desalojadas ou desabrigadas das áreas atingidas, com endereço completo comprovado.

6. Moro na mesma casa com minha esposa e filhos. Nós dois temos direito de receber o auxílio reconstrução?

Não. Cada família pode receber apenas um auxílio reconstrução. O recebimento de mais de um auxílio reconstrução por família constitui fraude, sujeito a sanções penais e cíveis cabíveis, além de ressarcir à União o valor do Apoio Financeiro recebido.

7. Como vou saber se a prefeitura enviou dados da minha família?

A partir do dia 27/05, você poderá acessar o sistema usando login e senha do GovBr e neste sistema você será informado se os dados de sua família já foram enviados.

8. Serei avisado para entrar no sistema para confirmar os dados?

Recomendamos que acesse o sistema periodicamente. Além disso, sugerimos que baixe o aplicativo do GovBr em seu celular e o mantenha atualizado.

9. Existe alguma regra para uso do dinheiro?

Não. O Auxílio Reconstrução é uma ajuda do Governo Federal para que as famílias possam retomar suas vidas, para quem perdeu geladeira, fogão, televisão, sofá, colchão possa comprar esses bens, para quem teve a casa parcialmente destruída possa fazer uma pequena reforma. Cada família sabe a melhor forma de utilizar o recurso.

VAI PASSAR

A mídia tem dispensado uma cobertura perfeita e detalhada sobre a tragédia climática que assola o nosso Rio Grande. Nenhum detalhe escapa. Até a poderosa Rede Globo se rendeu, num segundo momento, ao verificar a magnitude do malfadado evento. O registro das ações de voluntários, as doações, os prejuízos, o acolhimento, os cenários futuros, os prometidos repasses de recursos… tudo é mostrado com riqueza de detalhes. Estou com impressão que esta catástrofe está deixando as pessoas mais próximas, mais solidárias, mais humanas no seu conceito mais puro, ao contrário do tempo da pandemia recém passada, que afastava as pessoas, com todas as consequências psicológicas daí decorrentes.

Após as águas baixarem e o sol soberano voltar a mostrar o seu rosto, a tristeza e a dor do momento que vivemos terão fim. Tudo vai passar. Tudo passa e os problemas por maiores que pareçam também não duram para sempre.

NÃO HÁ LITÍGIO

Dody Sirena, empresário gaúcho que por décadas pilotou a carreira de Roberto Carlos e ajudou a pôr o Brasil na rota dos grandes shows, fala de manias e dores do rei, com quem diz ter rompido sem mágoas. Sirena trouxe à cena nacional estrelas como Michael Jackson, Paul McCartney, U2 e Júlio Iglesias, ajudando a cravar o país na rota internacional. Hoje segue entremeando negócios na área do entretenimento com sigilosas costuras para atrair ao Brasil artistas de envergadura. A seguir mais algumas posições concedidas em entrevista à revista Veja:

  • “Michel Jackson estava no auge quando desembarcou no Brasil. Pediu uma suíte de 720 metros quadrados sem cinzeiros, um parque de diversões à disposição e um guarda-chuva de última hora”.
  • “Produzimos um dossiê de 200 páginas sobre a cevada onde informamos já ter sido usada em hóstias na igreja, com a finalidade de convencer Roberto Carlos a fazer peças publicitárias sobre cervejas.”
  • “Roberto ficou muito perturbado com a morte de Maria Rita e só voltou aos shows um ano depois. Com Dudu seu filho e Erasmo Carlos também sofreu, mas acho que estava mais preparado para enfrentar a dor.”
  • “Roberto tem mentalidade diferente de muitos profissionais que conheço. Ele não tem a cultura do artista latino que vê o empresário como baby-sitter”.
  • “Aprendi que tudo fica mais fácil quando se entendem as manias das celebridades. Roberto tem as suas. Dizia-se que era supersticioso, descobriu-se que era TOC transtorno-obsessivo-compulsivo. Passou a tratar-se.”
  • “Após o ápice, Frank Sinatra e Paul McCartney reduziram suas apresentações. Se eu fosse o empresário do Roberto hoje, não faria o que ele está fazendo, um show a cada esquina”.

RÁPIDAS E SELECIONADAS

  • Desconhecia estes dados. O Rio Grande do Sul é um estado rico e produtor, consequentemente, envia através de tributos uma riqueza para o governo federal quatro a cinco vezes maior do que recebe de volta. Estima-se ser na ordem de 40 bilhões anuais a mais. Imaginemos o que seria possível fazer em infraestrutura com este dinheiro se fosse empregado aqui e não enviado para outros estados com fins políticos. Brasília custa caro.
  • Nestes dias começa a se acentuar a queda das folhas dos plátanos da Av. Oswaldo Aranha, Visconde de Mauá e Cel. Diniz proporcionando um espetáculo extra, privilégio de Canela e região. A propósito, lembro da minha falecida saudosa e santa mãe, que classificava como sujeira estas folhas que caíam diariamente, preocupada que estava com a limpeza das calçadas da rua Oswaldo Aranha onde morávamos. Era uma questão conceitual da época.
  • O dia 09 de maio passado, assinalou o segundo ano do falecimento de Claudino Bertoluci, vereador da primeira legislatura de Canela (1948/1951). Tinha 106 anos (não é engano) e residia na capital.
  • No dia 14 deste mês, completaram-se 22 anos do falecimento do gaúcho José Lutzenberger, maior e mais respeitado ambientalista brasileiro. Cidadão do mundo. Tinha 75 anos.
  • No dia 15 de maio de 1989, era fundado o Desafio Jovem em Três Coroas e depois parte em Canela. Desde então, a entidade presta relevante serviço social na recuperação de dependentes químicos e alcoólatras, alcançando pelo método de trabalho empregado, um índice de reincidência muito pequeno.
  • Neste sábado dia 18, amanhã, acontecerá mais uma reunião do “Café de Homens” da Comunidade Evangélica (IECLB), com início às 8 horas. O convidado especial é o promotor público Dr. Matheus Generali Cargnin. Os encontros são abertos.

“Não comece o dia de hoje com os cacos de ontem”.

Salmo 59.16

Não é o povo pelo povo, mas todos juntos!

A espetacular força que o voluntariado está fazendo é um dos momentos mais emblemáticos diante desta catástrofe climática que estamos vivenciando. As pessoas por conta própria, cada uma fazendo o que pode está doando mantimentos, recolhendo, ajudando o próximo, fazendo resgate e salvando vidas. Nossa reportagem é testemunha desta mobilização positiva em Canela e Gramado. Entretanto, tem algumas pessoas (MINORIA) que estão criando uma retórica extremista e radical de discurso “o povo pelo povo”, uma sinalização do Nós (população) x Eles (poder público). Esta narrativa que alguns querem impor em nada ajuda. É momento de união! Todos juntos! Povo somando ao poder público, para ajudar quem mais está necessitando. Claro que é uma parcela pequena que tenta criar este ambiente. Mas é somente a soma de todas as forças que sairemos dessa. O povo mostrou sua capacidade, mas somente o poder público (municipal, estadual e federal), com investimentos em recuperar estradas, pontes, casas populares, saúde, entre outras ações, que somente é de atribuição dos governos fazer, o que a população jamais conseguirá por questões óbvias. Então é uma corrente para o bem. Depois que acalmar, aí podemos com serenidade avaliar sobre ações dos governantes, principalmente no que se refere a prevenção.

(IN) voluntário

Ainda falando de algumas pessoas que se voluntariam para ajudar o próximo, o discurso e a ação tem que ser de coração, não pode fazer uma atividade de voluntariado com pensamento de revolta para contrapor aquilo que na visão deste voluntário, o governo não está fazendo. Então neste caso, se é para ir ajudar com espírito de revolta, é melhor ficar em casa.

Politicagem e Fake News

Ainda falando sobre a tragédia, tem muitos aproveitadores querendo criar o que está ruim, tornar pior. Uma avalanche de notícias falsas segue sendo fomentada e compartilhada. Alguns políticos (contrários a alguns governantes) estão se aproveitando desta situação e fazendo politicagem sobre a catástrofe. Ninguém é obrigado a gostar do Nestor Tissot (prefeito de Gramado), Constantino Orsolin (prefeito de Canela), Eduardo Leite (governador do Estado) e Lula (presidente da República), mas fazer deste momento palco para fomentar o ódio, é para quem tem o cérebro do tamanho de uma ervilha.

Uma frase para este momento

“Quem é do ódio, continua sendo do ódio. Quem é do mal, pode até dar um fingida, mas segue sendo do mal. Não há catástrofe que mude isso”. (Giovani Grizotti, jornalista do Grupo RBS)

Nova fase do Integração

A data de 6 de março de 2003, foi histórica quando o Jornal Integração iniciou suas atividades em Canela e Gramado. Ingressei na empresa no ano de 2007, na edição de número 356. Por um período fiquei afastado, atuei também no próprio Integração no Vale do Paranhana. Esta sexta-feira (17), também entrará para esta fase histórica de 21 anos de atuação da empresa comandada por Cláudio e Ivanir Scherer, que estaremos ingressando em uma fase totalmente digital. Já estávamos atuando nesta transformação da comunicação, mas o impresso de forma momentânea não irá circular. Uma nova repaginação vai ocorrer com a edição sendo entregue de forma digital em formato de PDF. A leitura continua!

Luciano Melo tem razão

Não me recordo a data, mas foi logo que passou a pandemia o então na época secretário da Fazenda e Desenvolvimento Econômico, Luciano Melo e idealizador do Centro Integrado de Desenvolvimento e Inovação de Canela (Cidica), durante entrevista na rádio Integração Digital falava em criar mecanismos para fomentar outras práticas econômicas em Canela para não depender somente do turismo, um dos setores mais prejudicados durante a pandemia. Estamos agora vivendo algo parecido na região, mas desta vez em virtude da catástrofe climática. As ruas estão vazias e muitos empresários não tem o que fazer, principalmente o pequeno e médio e já está ocorrendo demissões ou férias coletivas. Melo tem razão. Claro que o turismo seguirá sendo a responsável pela engrenagem econômica da região, mas temos que ter um Plano B. Inclusive na sessão de segunda-feira (13), na Câmara Municipal, ocupando atualmente a cadeira de vereador, Luciano mencionou novamente a necessidade de construir um Plano de Mitigação de Crises, com Apoio do Sistema “S” (Sebrae, Senai, Sesi), assim como demais entidades e Universidades. Segundo o vereador a ideia é sempre buscar a prevenção e ter ações que possam contribuir e diminuir danos de grande impacto nos setores da nossa economia.

“Eram nossos pilares”, conta filha de Miro e Marina

Casal faleceu após ter casa soterrada na Linha Rancho Grande

Leonardo Santos

[email protected]

CANELA – No interior, na localidade de Linha Rancho Grande, viviam duas pessoas especiais: José Alzemiro de Moraes, o Mirinho, e a esposa Marina de Brito de Moraes. O casal deixou um legado de amor e dedicação à família e ao próximo antes da partirem vítimas de um deslizamento de terra que destruiu a residência onde moravam há mais de duas décadas.Os corpos foram encontrados nos escombros da moradia, no início da tarde do dia 2 de maio. O deslizamento teria ocorrido na madrugada do mesmo dia.

“É muito difícil falar sobre nossos pais neste momento tão doloroso. Podemos dizer que eles amavam muito a nossa família, pensavam muito em nós e no próximo. Eram pessoas simples, ambos aposentados, mas o pai continuava trabalhando como funcionário público. Ele planejava parar este ano e se dedicar ao meio rural”, conta Gisele, a única mulher de cinco filhos do casal. Além dela, Jéferson, Gilson, Jean e Giovane perderam os pais.

Quem eram Miro e Marina?

Alzemiro, conhecido carinhosamente como Miro ou Mirinho, nasceu e cresceu na linha Rancho Grande. Vindo de uma família humilde,Mirinho tinha uma paixão especial pelo esporte, participando ativamente dos campeonatos da cidade, especialmente o jogo de bochas. Com seu espírito competitivo e determinação, ele fundou a Sociedade União Rancho Grande, onde conquistaram diversos títulos em várias modalidades esportivas.

“Nosso pai era simples, um homem com o coração enorme que amava participar dos campeonatos de esporte, principalmente na bocha. Ganhamos muitos títulos no futebol de campo (Varzeano), no futsal, canastra e na bocha. Ele tinha muito orgulho de ser o presidente da União Rancho Grande”, descreveu.

Já a dona Marina nasceu na localidade do Manjolo e cresceu em Bugres, também em Canela. Marina sempre teve um coração generoso e uma vontade imensa de ajudar o próximo. Após realizar seu sonho de se tornar professora, lecionou na Escola Zeferino José Lopes, no Morro Calçado, durante dois anos. Sua dedicação e amor pelos alunos eram evidentes, deixando uma marca positiva na comunidade.

“Era uma mulher guerreira e batalhadora, de coração enorme. Ele amava ajudar os outros. Ficou mais de 40 anos com o pai e amava trabalhar na colônia onde passava o ano inteiro esperando para que chegasse a Festa Colonial, que participou por muitas edições”, relata.

O amor pelo interior

Há mais de 25 anos, Mirinho e Marina decidiram mudar para o interior e construir um patrimônio para deixar aos seus filhos. Com muito esforço, dedicação e o apoio dos familiares, amigos e vizinhos, eles adquiriram um belo patrimônio do qual se orgulhavam. Sempre tiveram em mente que tudo o que conquistaram não era apenas para eles, mas para toda a família.

“Eles foram morar no interior há mais de 25 anos e trabalharam muito para adquirir e produzir o patrimônio que tinham e que gostariam de deixar para nós.Com muita luta e dedicação, ajuda dos filhos e demais familiares tiveram muitas conquistas e tinham muito orgulho disso”, frisou.

Gisele ainda comentou que os pais costumavam repetir muito que gostariam que os filhos herdassem a propriedade e continuassem com o legado de trabalho.“Eles diziam: ‘tudo que estamos construindo e adquirindo não é só para nós, mas para vocês. Esperamos que quando morrermos não abandonem tudo e que cuidem bem e continuem o que foi construído”, completou.

A TRAGÉDIA – Infelizmente, o destino pregou uma peça cruel. Uma grande parte do patrimônio construído foi destruído por uma tragédia da natureza. O casal foi mais uma vítima das chuvas que assolaram o Estado. A propriedade foi atingida por um deslizamento de terra que acabou soterrando Miro e Marina, na madrugada de quinta-feira, 2 de maio.

Os corpos foram encontrados e retirados pelo Corpo de Bombeiros, que puderam acessar o local apenas de helicóptero. Eles foram sepultados no Cemitério Ecumênico de Canela no dia seguinte, deixando filhos, netos, irmãos, sobrinhos e amigos.

Além da casa dos pais, Gisele conta que as residências dos irmãos também foram destruídas, uma completamente e a outra parcialmente. Eles estão momentaneamente morando com Gisele.

Os filhos prometeram se esforçar para reconstruir tudo novamente, honrando o legado deixado pelos pais.Mirinho e Marina foram verdadeiros pilares e orgulho da família. Deixaram um legado de amor, perseverança e união. Embora a alegria e a convivência deles não seja mais possível, a família Rancho Grande continuará lutando e mantendo a vontade de viver que eles tanto cultivaram.

“Vamos tentar reconstruir novamente. Eles tinham muito orgulho da nossa sociedade. Não vai ser a mesma coisa sem as alegrias e as reinas e a vontade de viver que cultivavam. Eles são os nossos pilares, nossos orgulhos. Deixaram seu legado e construíram uma grande família”, finalizaram os filhos.

Em nome de todos, a família Rancho Grande agradeceu pelo apoio e carinho recebidos até o momento. Gisele garante que seguirão em frente, mantendo a memória e o amor de Mirinho e Marina vivos em seus corações.

Crédito: Arquivo Pessoal

Arquivo: Miro e Marina

Legenda –

Um golpe na economia

O Rio Grande do Sul está devastado, puxando o que resta de ar nos pulmões para se levantar, vai demorar, mas com perseverança vai se reerguer e ser mais pujante do que outrora. A fúria já foi, agora ficam suas marcas profundas. Nossa região ainda pode ter queda de barreira e deslizamentos, pois o solo está permanece muito encharcado. Haverá um processo de cura, as feridas serão fechadas e as cicatrizes ficarão para nos fazer lembrar do que enfrentamos.

Para Canela e Gramado, a preocupação agora é com a economia dependente do turismo. Os empreendimentos com atendimento voltado ao público turístico como pousadas, restaurantes e parques estão fechados, hotéis e lojas estão esvaziados… o comércio em geral, para o público local, está aberto e engrenagem econômica, embora afetada, segue rodando. Na quarta-feira de tarde, eu vi alguma movimentação no centro, tinha até turista tirando foto na frente da igreja, vi um café goumert na Borges com cinco mesas ocupadas.

Eu conversei com a gerente de um hotel que tem 180 apartamentos e apenas um estava ocupado nesta semana. Ela terá que demitir funcionários. O dono de um restaurante reuniu os funcionários no domingo, ele não pretende demitir ninguém, mas fará promoções e irá reduzir o horário de atendimento para revezar sua mão de obra. Todos estamos perdendo.

Eventos foram adiados e os chocolateiros estão dedicando seus setores comerciais aos compradores de outros estados. Vamos sentir o golpeaço, mas prosseguiremos.

DÉCIMO TERCEIRO

O prefeito de Canela, Constantino Orsolin, concedeu entrevista ontem ao Integração para falar sobre os reflexos climáticos na cidade. Durante a prosa, ele comentou que estava previsto para a próxima segunda-feira (20), o pagamento do décimo terceiro do funcionalismo, mas que iria antecipar e depositar hoje. “Os funcionários da Prefeitura foram até agora incansáveis. Eu ia pagar segunda-feira, os 40% do décimo terceiro, e mudei de ideia, vou pagar amanhã (hoje), porque é uma maneira de injetar mais de R$ 3 milhões na economia do município e maioria vai acabar gastando aqui”, disse.

RECOMEÇAR

É o nome do loteamento popular que Canela almeja tirar do papel e tornar realidade. Já um bom tempo que eu ouço falar disso e não vemos evoluir. Diante do cenário trágico que vivemos, e isso ocorre por força Maior, o assunto voltou à tona. Outro dia eu conversei com o secretário de Assistência Social, Artur Pacheco, e ele disse que tem muita pressa para viabilizar isso.

Ontem, na entrevista, o prefeito voltou a tocar no assunto. Ele disse que estão projetados 78 lotes no Recomeçar (bairro São Lucas) e que “quarenta e poucos serão ocupados. A Prefeitura está contratando empresa para colocar energia elétrica e já temos um acerto com a Corsan pra Prefeitura fazer as valas e a Corsan botar a água”, resumiu. Ele entende que também será melhor contratar uma empresa para construção das casas. E no fim, o projeto segue… no papel. Orsolin não deu prazos para os próximos passos.

QUANTO MAIS PAGA, MAIS CRESCE

Nesta semana, o governo federal anunciou medida que suspende a cobrança da dívida que o Rio Grande do Sul tem com a União. O RS, aliás, é o segundo estado que mais deve para o Governo Central. Eu cito este assunto porque nem desenhando o cidadão consegue entender essa dívida que existe desde 1998 (o RS está endividado há bem mais tempo que isso, mas em 98 a União se tornou o principal credor).

Veja comigo, em 1998, em valores sem atualização, a dívida era de R$ 7,7 bilhões. Os anos se passaram e as parcelas foram sendo pagas, pagas, pagas, mas essa bolinha de neve cresceu como um monstro, com índices acima da inflação. Em 2015, o Sartorão da Massa (governador José Ivo Sartori) parou de pagar. Em 2022, veio o tal do Regime de Recuperação Fiscal e o pagamento foi retomado. Em 2023, foram pagos R$ 234 milhões por mês, ou seja, R$ 2,8 bilhões no ano. Neste ano, até a medida anunciada segunda-feira, já havia sido pago R$ 1,2 bilhão. Ufa, falta pouco né? Não. O total da dívida em abril deste ano é de R$ 95,7 bilhões.

O QUE VAI, E O QUE VOLTA…

O balanço entre a arrecadação de impostos federais pagos pelos gaúchos e a transferência de recursos em 2023 em educação, saúde e etc., mostra o que acontece com o Rio Grande do Sul nas mãos do governo federal: um descarado saque tributário. E isso não é de hoje, ultrapassa os governos.

Veja só: Segundo dados colhidos em fontes oficiais do governo federal, no ano passado, em impostos, o setor produtivo gaúcho mandou para Brasília um total de R$ 108 bilhões. A contrapartida do governo federal em retorno de recursos chegou a R$ 26 bilhões. Eu arredondei pra facilitar o entendimento.

Em resumo: foi R$ 108 bi e voltou R$ 26 bi, ou seja, R$ 82 bi da arrecadação tributária tomaram outro rumo. E agora vivemos um caos com prejuízos incalculáveis em centenas de cidades. Numa projeção rasa, o governador Eduardo Leite estimou que a reconstrução do Rio Grande do Sul vai custar pelo menos R$ 19 bilhões.

Eu li um especialista com outra estimativa, baseada em ‘estoque de capital de infraestrutura’ que diz que vai superar os R$ 70 bi. De um jeito ou de outro, repito: de tudo que foi arrecadado em tributos no ano passado, a União ficou com uma fatia bem gorda de R$ 82 bi.

O que quero dizer é que as medias anunciadas pelo governo federal como suspender o pagamento da dívida do Estado por 36 meses, antecipar o pagamento do bolsa família, antecipação do abono salarial, restituição do IR, operações de crédito a Municípios, empréstimo a empresários, PIX de R$ 5 mil pros afetados, entre outras, não são absolutamente nada diante do que o Estado arrecadou em impostos e colocou nas mãos do Governo Central em 2023.

COMITÊ DE CRISE

“Eu me sinto muito aleatória, estamos desorganizados”. A frase é da vereadora Emília Fulcher. Na sessão desta semana ela sugeriu a criação de um Comitê de Crise em Canela para organizar as doações da comunidade, a atuação dos voluntários e as destinações aos afetados, inclusive as destinações para cidades vizinhas. E eu concordo plenamente com ela, isso precisa ser organizado. Tem que ter gerência. Qual a chance de acertar o alvo se cada um atira pra um lado?

Sábado passado vimos uma medida da Prefeitura que repercutiu muito mal. Foi divulgada a suspensão no recebimento de doações da sociedade afirmando que o montante já doado era o suficiente para atender as famílias afetadas. No mesmo dia voltaram atrás em parceria com a Acic (de novo a Acic salvando o couro do Poder Público canelense).

RENUNCIOU

Na semana passada, a vereador Emília Fulcher protocolou renúncia de seu cargo na Mesa Diretora da Câmara. Nesta semana, o presidente anunciou a renúncia. Ela era segunda secretária. Eu lhe pedi o motivo, mas ela não abriu. Pode nem ter relação, mas chama a atenção o detalhe de ela se retirar da Mesa logo após aquela medida infeliz de bloquear os comentários dos internautas nas redes sociais da Câmara. Naquele caso, os quatro membros da Mesa decidiram pela censura de forma unânime. A escolha de outro vereador para o seu lugar deve ser meio de votação entre os vereadores.

SURRA DE CINTA

Eu concordo com o Alberi Dias. Na sessão de segunda, o vereador disse em tribuna que “tem que surrar de cinta” quem está invadindo para roubar residências que foram evacuadas por causa da tragédia que afeta o Rio Grande.

100% DIGITAL

A crise econômica trazida pela fúria climática antecipou o foco pleno do Integração nas plataformas digitais. Hoje, o Integração impresso se despede das bancas. É uma decisão empresarial, prudente diante do cenário, e chega como fato marcante na história das nossas duas comunidades, foram 21 anos, dois meses e 10 dias de JI impresso (e eu fazendo parte de 20 anos dessa história).

O site www.leiafacil.com.br e as redes sociais (Facebook, Instagram, Youtube e WhatsApp) serão os caminhos para você ficar bem informado. Temos bons números nas plataformas digitais e agora vamos ampliar. O jornal, no formato tradicional, igual ao impresso, será entregue semanalmente em arquivo PDF, que significa “Documento Portátil”, que pode ser enviado pelo whats para ser lido na tela do celular ou do computador. O momento é de profunda reflexão.

Empresários de SP prestam ajuda ao RS

GRAMADO – Um grupo de cinco empresários paulistas viajou para o Rio Grande do Sul para prestar ajuda aos afetados pelas enchentes. Um dele é Cesar Benetti, cuja família tem origem em Gramado. O grupo viajou com vários caminhões carregados com donativos e ficaram oito dias em solo gaúcho prestando solidariedade.

As noites de descanso deles seria de forma improvisada, mas foram acolhidos pelo empresário Celso Fioreze, que cedeu hospedagem sem custos. “Eles estão indo embora hoje, e temos que agradecer pelo que fizeram. Largaram tudo lá em São Paulo e vieram para ajudar os gaúchos”, manifestou Fioreze.

Fake News

Sempre ouvi falar muito em relação as fake news em momentos de caos durante a época que estive fazendo minha graduação em jornalismo. E isso ficou bastante evidente como uma realidade durante essas tragédias. Tivemos inúmeras fake news sendo divulgadas. Agora por último a principal foi as dos aeroportos divulgadas pelos principais veículos de imprensa do Estado e do Brasil, onde citavam que a paralisação do aeroporto iria até setembro. Canela e Gramado com essa informação praticamente já estava decretando um ano perdido com essas informações, sabendo que boa parte dos turistas desembarcam no Salgado Filho. A Fraport veio a público e reiterou que segue com suas atividades suspensas até o final do mês de maio. Mas que em nenhum momento citou sobre reabrir somente em setembro.

Prefeito agradece voluntários

Em entrevista concedida de forma exclusiva em seu gabinete nesta quinta-feira (16), o prefeito Constantino rasgou elogios para o trabalho dos voluntários durante este período de calamidade no Rio Grande do Sul, citou as diversas frentes e agradeceu a todos que estiveram e seguem trabalhando na colaboração de reerguer o Estado. Começou citando os jipeiros, os gaioleiros e os grupos de motocross pela colaboração nos resgates das famílias ilhadas e seguiu falando depois de todos os voluntários que estão colaborando seja com doações, ou na colaboração da triagem de alimentos e roupas das doações. Além disso, também agradeceu a todos que seguem doando, seja através dos centros de coleta da prefeitura, seja através da distribuição feita de forma privada pelos próprios voluntários.

FGTS

Nesta semana tivemos diversos questionamentos sobre como a comunidade canelense poderia sacar o FGTS por conta do estado de calamidade do município. Fomos atrás dessas respostas e recebemos a informação de que esse dinheiro será somente para as pessoas das localidades atingidas diretamente. Além disso, o município ainda está passando pelo processo de aprovação da Caixa, e deve ser liberado o saque até o dia 21 de maio para quem realmente foi atingido.

Equívoco

Não tenho nada contra o vereador Alberi Dias, bem pelo contrário, tem vários projetos que leva para a Câmara realmente interessantes e grande maioria aprovados por unanimidade na Câmara. Mas nesta semana, assim como na Pandemias ele foi mal ao fazer o uso de suas palavras. Naquela ocasião queria pulverizar a cidade de avião. Dessa vez utilizou da seguinte frase “Nós precisamos comprar um helicóptero para a Defesa Civil, para os Bombeiros aqui. Não é impossível. Verba federal tem. Não veio verba federal para 2 roçadeiras aqui? Então pode vir também para um helicóptero. Não é uma ideia maluca, é uma ideia que teríamos que pensar juntos.” A ideia em si não é maluca, e eu até entendo a ideia da compra de um helicóptero, mas comparar verba para duas roçadeiras e para um helicóptero, que grande equívoco vereador. Uma roçadeira com 1000 reais compra uma, talvez até duas. Um helicóptero custa no mínimo 6 milhões.

Transporte 100% gratuito

Em meio ao caos que estamos vivendo nos últimos dias por conta dos desastres naturais ao mínimo uma notícia boa teremos, pelo menos para os universitários. O valor de 100% do transporte gratuito finalmente entrou em vigor, após toda a burocracia, e todos os papéis devidamente assinados, agora os universitários terão transporte gratuito para estudar.

Nova era

Foram 21 anos do Jornal Integração em forma impressa, iniciada lá no ano de 2003, e realizada até essa semana em 17 de maio de 2024, estamos agora definitivamente aderindo a modernidade e a era da tecnologia. Sigam nos acompanhando através das redes sociais, e também da nossa nova edição digital toda sexta-feira.

Os jogos no Futsal Terceira Divisão de Canela e a classificação atualizada

CANELA – A bola vai rolar na noite desta segunda-feira (20), no ginásio Carlinhos da Vila, pelo Campeonato de Futsal da Terceira Divisão. A partir das 19h, pelo grupo B se enfrentam Galera da Estevão B x Juventus. Na sequência, três jogos todos pelo grupo C. Se enfrentam, MB Sports x Real Matismo; Os Guri da Resenha x Futibas de Terça e MV Futsal x Certinho Evento.

Na noite de sexta-feira (17), quatro partidas foram realizadas com 29 gols, média de 7,25 por jogo. No primeiro confronto, o Rio Branco fez 4 a 1 diante Dependientes Del Trago. Na sequência, 12 gols no empate em 6 a 6 entre Bayer Moleque e Sonho Olímpico/Família Chaulet. Também com bastante bola na rede, JÁ Futsal fez 4 a 1 no Deixa Que Eu Chuto e finalizando com duelo equilibrado a vitória do Amigos do Brasil por 4 a 3.

Confira abaixo a classificação

Luz

O pesadelo demorará a passar para todos que sofreram de alguma forma com o excesso de chuvas do mês de maio. Alguns perderam os móveis, casas e até familiares por conta desta tragédia maldita. Mas a reconstrução deverá acontecer de forma gradativa, com muito trabalho e dedicação, palavras entranhadas no coração de todos os gaúchos. A chuva deu uma trégua, pelo menos nesta semana, aqui na Região, o que nos dá certa esperança. Na Região Metropolitana, ontem à tarde, o Guaíba marcava 4m87cm de nível. Na semana passada, chegou a alcançar 5m35cm, o recorde, e nesta quarta, chegou aos 5m27cm, causando pânico novamente. Que continue diminuindo e as pessoas possam trabalhar pra retomar suas vidas.

Humano

Não sou o maior fã do presidente Lula (PT), mas pude ver um vídeo onde a maior autoridade brasileira demonstrou o seu lado mais humano. Em um dos abrigos que recebe desalojados, na grande Porto Alegre, Luiz Inácio conversou com diversos deles, prometendo a construção de casas para os que perderam, posteriormente, dando um abraço apertado em cada um. O presidente se refere às famílias que se enquadram ao Minha Casa Minha Vida 1, ou seja, que possuem renda bruta de até R$ 2.640. Tomara que cumpra o que está prometendo, já que os que o ouviam atentamente acreditam em cada palavra que proferiu.

Incertezas

O vídeo também faz a gente se perguntar: no que devo acreditar? Essas pessoas não tem algo, além das palavras do presidente e a confiança que ele passa acerca da situação, para se afirmar. Familiares próximos perderam tudo e no turbilhão que a situação remete, até os que não votaram nele estão se agarrando no que disse. É uma situação que não se pode jogar palavras a toa, cumpra presidente!

Transparência

Difícil acreditar que alguém queira se aproveitar dessa tragédia, mas sempre tem uma turminha. A maioria dos voluntários mostra comprovante do que é comprado com os valores provenientes de doações. Será que vai chegar ao ponto de não haver prestação de contas de entidades, governos e até pessoas com o dinheiro doado? Tenho receio disto. Afinal, para alguns, a transparência parece uma crise.

Holofotes

É importante dizer que há muita gente fazendo tudo sem gravações, sem se vangloriar ou se achar salvador da pátria. E há muita gente julgando essas pessoas sem saber a realidade. Se não mostrou é porque não fez? É o que está parecendo. Não é crime mostrar, muito pelo contrário, é isso que motivo todos nós a fazer, mas não está errado quem gosta do anonimato nestes casos. Por outro lado, há muita gente se promovendo em cima das doações e se achando herói. Temos que fazer sem esperar nada em troca, incluindo seguidores nas redes sociais.

Voluntariado

Para os que estão fazendo de coração, continuem, é muito bonito. Muita gente que não precisa se preocupar, saindo do conforto para ajudar quem mais precisa. Tomara que essa seja a imagem que a gente olhe e lembre-se que ainda há muita gente boa vivendo e querendo ajudar.

Somos todos digitais

Chegou ao fim o tão querido jornal impresso. Essa é a última edição física que produziremos para vocês, queridos leitores. Mas, o Jornal Integração seguirá presente para amantes da boa notícia de forma digital nas suas casas. Venham com a gente por meio da página do Jornal no Facebook e no site leiafacil.com que é onde vocês poderão acompanhar tudo mais rápido, fácil e com a mesma qualidade que sempre entregamos. Contamos com vocês para esse novo desafio!

Supermulheres: mais de 300 histórias no Integração

Decolando para uma nova era

Por Ivanir Scherer

No ano que a Coluna Supermulheres completa 11 anos de atividades, divulgando a história de mulheres inspiradoras de Canela, Gramado e Região, alcançando um total expressivo de entrevistadas, entraremos em uma nova era, juntamente com todo o conteúdo do jornal impresso, passaremos a nos fortalecer no online com o nosso site e redes sociais.

Fazendo parte da direção do Jornal Integração posso afirmar que tal decisão já vinha sendo cogitada, uma vez que a atuação dos meios de comunicação nos últimos anos tem sido aceleradamente impulsionada para o formato digital. O motivo que nos leva a tomar a decisão repentina, neste momento, é a situação difícil que o nosso Estado vem enfrentando devido ao efeito das enchentes ocorridas nos últimos dias, o que veio a afetar bruscamente a maioria das pessoas tanto física como jurídica.

Durante o período de 2013 a 2024, enfrentamos diversos desafios, porém, não vacilamos. Mesmo durante o longo período da Pandemia de Covid, que ocorreu em 2020 e 2021, conseguimos nos manter e fortalecer cada vez mais, lançando a partir dali cada ano um novo item que veio a enriquecer o trabalho com as mulheres.

Em 2021, foi lançada a primeira edição da Revista Supermulheres, com o intuito de relembrar e eternizar as histórias das mulheres que compartilharam sua trajetória na coluna publicada no Integração. A revista, que teve sequência, já tem data para o lançamento da quarta edição.   

Em 2022, criamos o FÓRUM DA MULHER, sendo realizado no Serra Park, durante o Festuris, onde vai acontecer a 3ª edição nos dias 8 e 9 de novembro. E ao fechar uma década, 2023 foi um ano especial, pois além da programação que vinha sendo desenvolvida, o trabalho foi inovado com lives, sendo transmitidas diretamente de empresas parceiras, através da página do jornal no facebook.

Gratidão imensa à todos os nossos patrocinadores, em especial à Rede Laghetto Hotéis e ao D´Loudes Escritório Contábil na pessoa de Lourdes de Abreu, que estiveram conosco desde as primeiras edições da coluna, lançada em novembro de 2013 e que seguem conosco neste caminho da evolução. A todos os nossos leitores que nos acompanharam, especialmente as mulheres que com suas histórias relatadas nas páginas do Integração abrilhantaram nosso trabalho, um carinhoso abraço e muito obrigada!

Fica o convite especial a todos para seguirem conosco, pois tudo segue como vinha sendo, a coluna, as lives, a Revista e o Fórum da Mulher, porém o que era publicado no impresso vai somente para o digital, trabalhado com muita dedicação e intensidade.

Finalizando, gratidão eterna ao Supremo, Mestre, Deus, que me concedeu este privilégio de conhecer, entrevistar, conviver e aprender muito com mais de 300 mulheres através da coluna no impresso. Assim, entramos nesta nova era com muita motivação, vitalidade e brilho nos olhos… Missão dada é missão confiada: “Eis-me aqui Senhor!”

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