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Uma Mão Amiga para o OASIS

Mão Amiga pode salvar o Santa Ângela

O Projeto Mão Amiga, com sede em Caxias do Sul e liderado pelo frei capuchinho Jaime Bettega, manifestou interesse em assumir a gestão do OASIS Santa Ângela. A iniciativa pode garantir a continuidade das atividades da instituição sem a necessidade de transferência das idosas atualmente acolhidas, o que traz alívio às famílias.

Segundo apuração do Jornal Integração, Frei Jaime já se reuniu com as irmãs responsáveis pelo OASIS Santa Ângela, dando início a uma articulação para viabilizar a permanência das internas e a manutenção do atendimento. A proposta prevê não apenas a continuidade do serviço, mas também a reorganização administrativa e financeira da instituição.

Frei Jaime Bettega é ligado à LFAN – Legião Franciscana de Assistência aos Necessitados, entidade que mantém 28 projetos sociais em funcionamento. Atualmente, ele também lidera a implantação do Recanto da Compaixão, em Caxias do Sul, empreendimento voltado ao acolhimento de até 125 idosos em situação de vulnerabilidade, com investimento superior a R$ 20 milhões e em fase final para início das atividades.

A intenção do Projeto Mão Amiga é assumir o OASIS Santa Ângela, manter as idosas já acolhidas e ampliar o número de vagas, priorizando moradores de Canela, Gramado e municípios da região. “Temos interesse em assumir esta casa, manter os idosos, trazer outros que estão na fila e organizar a instituição dentro de uma lógica econômica e financeira regular”, afirmou Frei Jaime.

Reconhecido em Caxias do Sul e região por sua atuação social, Frei Jaime Bettega desenvolve ações voltadas ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, abrangendo diferentes faixas etárias e realidades sociais.

O Jornal Integração conversou com a secretária municipal de Assistência Social de Canela, Carmen Seibt. Atualmente, o município mantém apenas quatro vagas no OASIS. Carmen manifestou profunda tristeza diante da possibilidade de encerramento das atividades da instituição e afirmou estar na torcida, além de disposta a oferecer apoio a uma eventual nova administração do lar de idosos, lembrando a história do Santa Ângela com Canela, inclusive sua sogra ficou interna ali por 10 anos, segundo comentou.

Já o município de Gramado, conforme informou o secretário municipal de Assistência Social, Ilton Gomes, mantém atualmente duas vagas na instituição.

Memorial Canela visita o Promotor

Memória, preservação e ações públicas pró-cultura entre os temas abordados

            O promotor de Justiça Matheus Generali Cargnin enfatizou a importância de ações públicas de preservação e valorização da cultura, durante audiência que concedeu na segunda-feira, dia 19 de janeiro, à comitiva do Memorial Canela. Ele recebeu do presidente Paulo Drechsler um documento resumindo as ações e iniciativas desenvolvidas pelo Memorial desde sua criação, em 2022. O professor, jornalista e advogado Márcio Cavalli entregou-lhe o seu livro “Patrimônio Cultural de Canela. Proteção aos Bens Materiais de Valor Histórico”, lançado em 2025.

            No encontro, Drechsler abordou as realizações regulares do Memorial, entre as quais os Encontros com a Memória, que em dois anos tiveram 12 edições de caráter temático; e os Encontros da Memória de Canela, que em 2024 e em 2025 promoveram uma séria de painéis, palestras e mostras voltados à história e à importância da preservação e da cultura. Ressaltou que ambas iniciativas cumprem também o objetivo adicional de valorizar os artistas locais, que se apresentam a cada evento, mediante pagamento de cachê pelo Memorial.

            Outras ponderações levadas a Cargnin: a ausência de uma instituição pública municipal voltada à memória de Canela e a inexistência de qualquer bem de valor histórico tombado. Presentes à audiência, a vice-presidente Ana Glenda Viezzer Brussius e os integrantes João Paulo Alves e Claudio Broilo Cruz, assim como Cavalli, exemplificaram com o estado atual da Casa de Pedra, edificação tradicional que já sediou a Associação Rural, a Prefeitura e a Câmara e há anos está desocupada e em deterioração, carecendo de maior proteção e melhor utilização.

            Além de ressaltar a importância da preservação da história e da cultura, o promotor informou que eventualmente poderá instar o Município a respeito desses temas e dos seus equipamentos culturais.

Centros de eventos em reforma

Reformas em centros de eventos renovam expectativa do setor turístico

O anúncio de investimentos públicos para a reforma do ExpoGramado e a reconstrução do Centro de Feiras de Canela traz expectativa ao setor de eventos da Região das Hortênsias, considerado estratégico para a redução da sazonalidade do turismo. O tema foi amplamente discutido em entrevista do gerente executivo do Convention & Visitors Bureau da Região das Hortênsias, Luciano Gonçalves, em entrevista ao Jornal Integração, na manhã desta quarta-feira, dia 21.

Segundo Gonçalves, a principal carência do destino hoje não está na hotelaria, gastronomia ou atrativos turísticos — áreas nas quais Gramado e Canela são altamente competitivas —, mas sim na oferta de equipamentos adequados para grandes congressos e feiras. A expectativa é que os recursos anunciados permitam recolocar a região em igualdade de condições com outros destinos nacionais que já contam com estruturas modernas.

Atualmente, Gramado e Canela somam 681 eventos realizados em um ano, sendo 575 em Gramado e 106 em Canela, números que comprovam o potencial do destino para o turismo de negócios. De acordo com o Convention, os eventos têm papel fundamental na ocupação da rede hoteleira, especialmente em períodos de menor fluxo turístico, além de gerar retorno econômico indireto ao município.

Entre os destaques está a climatização completa do ExpoGramado, apontada como uma das principais demandas do mercado, além da reorganização, reforma do telhado, pintura e a liberação das salas hoje ocupadas pela administração, fundamentais para congressos técnicos e científicos. Já o Centro de Feiras de Canela deverá passar por uma reconstrução quase integral, com previsão de conclusão em até 18 meses, conforme sinalizado pela administração municipal.

Luciano Gonçalves também ressaltou que a captação de grandes eventos é um processo de longo prazo, que pode levar até três anos entre a prospecção e a realização. Por isso, a definição clara dos projetos e prazos de entrega é considerada essencial para que o estes espaços possam ser oferecidos desde agora.

A entrevista também tratou de temas sensíveis, como a proposta de licenciamento e possível taxação de eventos em Gramado, que preocupa o trade turístico. O Convention avalia que o tema precisa de amplo debate para evitar impactos negativos na imagem do destino e no processo de captação de congressos, especialmente em um mercado cada vez mais competitivo.

Por fim, Gonçalves destacou que os eventos vão além dos dias de realização, pois muitos participantes retornam posteriormente como turistas de lazer, gerando um efeito multiplicador na economia local. Com os investimentos anunciados, a expectativa do setor é de que a Região das Hortênsias entre em um novo patamar na disputa por congressos e grandes eventos nacionais e internacionais.

Dois presos com doze quilos

Brigada Militar de Gramado prende casal com mais de 12 quilos de drogas

Prejuízo de aproximadamente R$ 150 mil para os criminosos

No final da tarde de terça-feira (20/01), a Brigada Militar, por meio do 41º Batalhão de Polícia Militar, realizou uma importante prisão em flagrante, de dois indivíduos, um homem de 20 anos e uma mulher de 28 anos, no município de Gramado, por tráfico de drogas, fechando o depósito onde eram armazenados os ilícitos, causando um prejuízo estimado de R$ 150 mil para a organização criminosa.

Em ações de polícia ostensiva, a guarnição de serviço interceptou um casal em uma motocicleta, saindo do endereço, onde a mulher levava drogas em uma mochila infantil. Ao todo foram apreendidos 10 quilos de maconha, 1,6 quilos de cocaína (parte já fracionada em 223 porções), 313 comprimidos de ecstasy, 200 gramas de haxixe, ainda sete balanças de precisão. A expressiva quantidade apreendida representa impacto direto na cadeia financeira do crime, retirando de circulação drogas e recursos do tráfico local.

Os presos, responsáveis pelo armazenamento e distribuição de drogas na região, ambos com vários antecedentes por tráfico de drogas, foram presos em flagrante e encaminhados ao sistema prisional.

Tempero do Campo

Incêndio destrói restaurante Tempero do Campo em Gramado

O restaurante Tempero do Campo, instalado junto à estrutura da AABB Gramado e Canela, no bairro Avenida Central, em Gramado, foi atingido por um incêndio na manhã desta quarta-feira, 21 de janeiro.

No momento do sinistro, a equipe operacional do estabelecimento realizava o preparo do almoço. Conforme apurado pelo Jornal Integração, a causa mais provável do incêndio foi um curto-circuito na rede elétrica. Houve falta de energia no local, o que motivou a solicitação de um técnico para avaliar o problema. Durante a troca da caixa de disjuntores, o profissional teria se deslocado até o veículo para buscar ferramentas e materiais, instante em que o fogo teria iniciado.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu controlar rapidamente as chamas. No entanto, quando a equipe chegou ao local, grande parte da estrutura já havia sido atingida. As áreas mais afetadas foram a cozinha e o espaço do buffet, enquanto o salão principal permaneceu praticamente intacto.

O proprietário do restaurante, Maurício Scariot, não se encontrava no local no momento do incêndio, pois estava em período de folga no litoral. Ainda durante a tarde, ele se deslocou até Gramado para acompanhar de perto a situação e avaliar os prejuízos.

Segundo ele, a AABB possui seguro, e as providências para a recuperação do espaço já estão sendo encaminhadas. De forma preliminar, a estimativa é de que o restaurante permaneça fechado por cerca de 15 dias para reformas e reparos.

Jackson Müller é absolvido

Justiça absolve réus da Operação Cáritas e aponta falta de prova de dolo e prejuízo ao erário

A Justiça da Comarca de Canela absolveu todos os réus da ação penal oriunda da chamada Operação Cáritas, que investigava supostos crimes contra a administração pública envolvendo agentes públicos e empresários ligados à área ambiental do município. A decisão foi proferida após extensa instrução processual e análise de provas documentais e testemunhais, que, segundo o magistrado, não alcançaram o grau de certeza necessário para condenações penais .

Entre os réus estavam Jackson Müller, na foto em momento de audiência de Custódia, ex-secretário municipal do Meio Ambiente; Anna Silvia Lopes Fonseca, empresária; Thiago Peixoto de Araujo, geólogo; Angélica Souza Cenci, sócia de empresa contratada; Antonio Artigas do Nascimento Cavalheiro e Álvaro Tadeu de Marco, ligados à empresa Arcamar Engenharia e Serviços Ltda. .

Acusações de concussão

Jackson Müller e Anna Silvia Lopes Fonseca respondiam por três fatos de concussão (artigo 316 do Código Penal). O Ministério Público sustentava que, valendo-se do cargo de secretário, Jackson teria exigido de forma indireta que empreendedores contratassem a empresa Terra Naturis, de propriedade de Anna Silvia, como condição para agilizar licenciamentos ambientais .

Na sentença, porém, o juiz concluiu que não ficou comprovado o verbo nuclear “exigir”, essencial para caracterizar o crime de concussão. Conforme a decisão, os depoimentos indicaram sugestões ou indicações, ainda que eticamente questionáveis, mas sem a imposição autoritária e irresistível exigida pelo tipo penal. Diante disso, ambos foram absolvidos por atipicidade da conduta.

Contratações diretas e licitações

Outros réus respondiam por crimes de contratação direta ilegal, relacionados à dispensa ou inexigibilidade de licitação para a contratação da empresa Arcamar Engenharia e Serviços Ltda., responsável pela instalação de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) nos locais Miná, Chacrão, Lago e São Luiz .

Nesse núcleo, figuravam como acusados Jackson Müller, Antonio Artigas do Nascimento Cavalheiro e Álvaro Tadeu de Marco, além dos empresários Thiago Peixoto de Araujo e Angélica Souza Cenci, no que se refere a contratações emergenciais envolvendo a empresa A&T Geotecnia .

O magistrado destacou que, para a configuração do crime previsto no artigo 337-E do Código Penal, é indispensável a prova de dolo específico para fraudar a licitação e de prejuízo efetivo ao erário, o que não se confirmou nos autos. A decisão ressalta que houve pareceres técnicos e jurídicos, cotações de preços e justificativas administrativas que inserem as condutas em uma zona de incerteza, impondo a aplicação do princípio do in dubio pro reo .

Situação dos particulares

Em relação aos particulares, o juiz afastou a possibilidade de responsabilização penal objetiva. No caso de Thiago Peixoto, foi reconhecida sua qualificação técnica e a necessidade real de geólogos na administração municipal. Já Angélica Souza Cenci, sócia minoritária, não exercia poder de gestão nem participação ativa nos processos, o que fragilizou ainda mais a imputação penal .

Conclusão da sentença

Ao final, o magistrado ressaltou que, embora tenham existido fortes indícios de irregularidades administrativas e falhas na condução de processos, o processo penal exige prova clara, segura e inequívoca, o que não se verificou no caso. Assim, julgou improcedente a pretensão punitiva do Ministério Público e absolveu todos os réus da Operação Cáritas .

A sentença foi assinada na manhã de hoje, dia 21 de janeiro de 2026, pelo juiz VANCARLO ANDRE ANACLETO, às 09:39:29.

Ricardo Cantergi comenta a decisão

O Jornal Integração consultou o advogado de defesa de Jackson Müller, Dr. Ricardo Cantergi. Vejam seu comentário a respeito da absolvição: “A absolvição de Jackson Müller expõe, de forma inequívoca, os excessos cometidos ainda na fase investigativa. Houve precipitação grave por parte da autoridade policial, que construiu uma narrativa acusatória frágil e a apresentou como se fosse verdade consolidada, induzindo medidas extremamente invasivas antes de qualquer sentença condenatória. Prisões foram decretadas, bens e valores foram apreendidos e até um veículo, apreendido provisoriamente, foi indevidamente descaracterizado, adesivado e utilizado por terceiros, perdendo seguro e valor de mercado, tudo sem trânsito em julgado.

As consequências foram devastadoras: uma empresa construída ao longo de mais de dez anos foi destruída, contratos foram perdidos e a vida pessoal, profissional e financeira do acusado foi profundamente afetada. O Estado não pode normalizar investigações que tratam suspeita como culpa e exceção como regra.

Faço, contudo, um registro necessário: a decisão absolutória honra a magistratura. O juiz do caso, a quem conheço há mais de 15 anos, demonstrou, mais uma vez, equilíbrio, independência e imparcialidade, julgando exclusivamente com base nas provas — ou, neste caso, na ausência delas. Justiça não se faz com espetacularização, mas com responsabilidade”.

Jackson Müller afirma ter sido alvo de acusações injustas

O Jornal Integração também entrou em contato com o ex-secretário municipal do Meio Ambiente, Jackson Müller, principal réu da ação decorrente da Operação Cáritas, da qual acabou absolvido pela Justiça. À época dos fatos, Müller foi afastado do cargo e permaneceu 53 dias preso preventivamente.

Em entrevista ao jornal, ele reiterou o que já havia declarado anteriormente, afirmando que jamais poderia se envolver em irregularidades, tanto por razões familiares — seu pai era ex-padre — quanto por sua atuação como colaborador e formador de policiais. Segundo Müller, ao longo da carreira, sempre cooperou com as forças de segurança, inclusive auxiliando investigações que resultaram em prisões “embasadas tecnicamente”.

Sobre o processo, classificou a investigação como um inquérito baseado em fofocas e narrativas, questionando quais teriam sido os reais interesses por trás da apuração. Müller destacou os prejuízos materiais e morais que afirma ter sofrido, relatando a destruição de sua empresa e de suas atividades profissionais. “Meu pai morreu nesse ínterim sem saber da verdade, que veio à tona apenas agora”, lamentou.

O ex-secretário também ressaltou, segundo ele, os danos causados ao próprio município de Canela. “Estava tudo andando bem: projetos, regularizações habitacionais, investimentos da Corsan em tratamento de esgoto. Até que, por motivos que eu gostaria de entender, tudo foi destruído — inclusive a vida do município”, afirmou.

Müller citou ainda ações que diz ter conduzido durante sua passagem pela administração pública, como a elaboração do Plano de Segurança Pública do município e a viabilização da instalação de internet na Delegacia de Polícia, reforçando que sempre atuou em apoio às autoridades até o episódio da operação.

Ao comentar o desfecho judicial, Jackson Müller classificou a Operação Cáritas como uma “farsa” e uma “mentira”. “Foi uma operação baseada em fofoquinhas e narrativas”, afirmou. Sobre o magistrado que proferiu a sentença absolutória, disse considerar que se trata de um juiz técnico, não afeito a pirotecnias, valorizando a análise objetiva dos autos.

Falta água no São Luiz

Moradores do bairro São Luiz sofrem com falta de água

CANELA – Moradores do bairro São Luiz têm reclamado ao Jornal Integração sobre a falta constante de água, problema que se agrava especialmente nos finais de semana. Em muitos casos, o abastecimento ocorre apenas por algumas horas durante a madrugada, o que impõe dificuldades principalmente aos trabalhadores, que dependem do serviço em horários regulares.

Diante das reclamações, o Jornal Integração entrou em contato com a Corsan na noite de ontem. Segundo a companhia, equipes técnicas foram imediatamente deslocadas ao bairro, onde identificaram cinco pequenos vazamentos ocultos na rede de distribuição. Os pontos já estão sendo reparados, e seguem as buscas por um possível vazamento de maior proporção.

O gerente regional da Corsan, Lutero Cassol, informou que a empresa está disposta a disponibilizar caminhões-pipa para atender os moradores afetados. De acordo com ele, uma pessoa já foi designada para organizar a ação, que deverá ser articulada por meio do líder da comunidade.

Ainda conforme a Corsan, não há previsão exata para a normalização completa da pressão da água, uma vez que os reparos na tubulação dependem da identificação e correção de todos os vazamentos existentes.

Cassol orienta que na medida do possível os moradores providenciem reservatórios (caixas) para terem uma reserva para casos como esse. 

“Obrigado Gilberto Cezar”

CANELA – O vereador Cabo Antônio manifestou na sua rede social sua insatisfação com a ida de Marcelo Savi para a direção do Departamento Municipal de Esporte e Lazer (DMEL) de Canela. O posicionamento foi feito em tom de desabafo e traz críticas diretas à mudança de campo político do ex-vereador e ex-secretário, que construiu sua trajetória em governos ligados ao MDB e agora integra a administração do prefeito Gilberto Cezar.

Segundo Cabo Antônio, a população canelense tem o direito de acompanhar e refletir sobre os movimentos políticos que ocorrem no município. Para o vereador, causa estranheza que lideranças que ocuparam cargos relevantes no Legislativo e no Executivo municipal em gestões do MDB passem a aceitar funções de terceiro escalão em uma administração de outro grupo político.

O parlamentar afirmou que não questiona escolhas pessoais, mas levanta um debate sobre coerência partidária, compromisso com ideias defendidas no passado e respeito ao eleitor que confiou seu voto a partir de um posicionamento político claro. Em sua manifestação, Cabo Antônio destacou que a política deve ser feita com transparência, convicções e responsabilidade, reforçando que, em sua atuação no Legislativo, aprendeu que as escolhas falam mais alto do que os discursos.

No desabafo, o vereador também afirmou que não compactua com acordos feitos “nos bastidores” e que não se submete a negociações políticas em troca de cargos. Ao mencionar diretamente Marcelo Savi, Cabo Antônio relembrou que o ex-vereador foi uma das principais lideranças do MDB em Canela, tendo ocupado cargos estratégicos, comandado estruturas administrativas e sido candidato a prefeito pelo partido.

Para o vereador, a ida de Savi ao DMEL representa um rebaixamento político e simbólico dentro da nova administração. Cabo Antônio ainda agradeceu ao prefeito Gilberto Cezar pela nomeação, afirmando que a mudança retira do cenário político uma figura que, segundo ele, representava um obstáculo dentro do MDB local.

A nomeação de Marcelo Savi para o DMEL segue repercutindo no meio político canelense e evidencia as tensões partidárias e rearranjos que marcam o atual momento da política municipal.

Leia a publicação do vereador feita hoje na sua página do Facebook: “A população canelense, tem o direito de acompanhar e refletir sobre os movimentos políticos em nosso município. Causa estranheza ver que pessoas que construíram sua trajetória como vereador, secretário de obras e tantos outros cargos dentro do poder executivo, em governos do MDB, agora aceitem ocupar cargos de terceiro escalão em uma administração do atual prefeito. Não se trata de questionar escolhas pessoais, mas refletir sobre coerência partidária, compromisso com ideias defendidas no passado e principalmente o respeito ao eleitor que acreditou em um determinado posicionamento político.

  A política precisa ser feita com transparência, convicções e responsabilidade e confiança da população. Nesse ano que passou eu vereador Antônio, aprendi que as escolhas falam mais alto, que os discursos, mas não me curvarei, perante os acordos sorrateiros feitos por trás das cortinas, da noite para o dia. Eu vereador Antônio, jamais me venderei por um punhado de moedas, por um simples cargo. Marcelo Savi no passado passou de um simples apelido, dentro do MDB, para vereador secretário e éra o politico que passava tranquilamente de mais de 50 CCs, dentro da prefeitura, foi candidato a prefeito pelo partido e escolheu ser jogado na masmorra do porão do esporte canelense. Obrigado prefeito Gilberto Cezar, por ter nos tirado a pedra do nosso sapato, que tanto nos incomodava”.

Chocolates Florybal 35 anos

Na manhã desta terça-feira, 20 de janeiro, a empresa concedeu uma entrevista coletiva para marcar os 35 anos. O fundador Valdir Cardoso falou da história da marca e seu filho Tiago anunciou as novidades, entre elas, um livro que será lançado nos próximos meses com os principais momentos desta trajetória.

 A história da Chocolates Florybal e de seu fundador, Valdir Cardoso é daquelas que inspira, entusiasma e ajudam a explicar por que Gramado se tornou referência nacional em empreendedorismo, turismo e chocolate artesanal. Uma trajetória marcada por trabalho incansável, fé, simplicidade e uma convicção que atravessa décadas: fazer tudo com capricho, independentemente do tamanho do desafio.

A Florybal nasceu de forma modesta, em um espaço de apenas 21 metros quadrados, nos fundos da casa de Valdir, no Bairro Floresta. Durante o dia, ele trabalhava na construção civil; à noite, produzia chocolate. Muitas vezes, virava madrugada fazendo “paneladas”, cuidando pessoalmente de cada detalhe. Mesmo exausto, havia um ritual que nunca era quebrado: limpeza rigorosa, organização e zelo absoluto com o ambiente de trabalho. “Podia estar morto de cansado, mas a panela, a mesa, a geladeira e o chão tinham que estar limpos”, relembra.

O crescimento veio de forma gradual e orgânica. Dos 21 metros quadrados, a fábrica passou para 110, depois dobrou, ganhou depósitos externos, novas máquinas e, mais tarde, uma estrutura maior, até chegar à atual unidade com cerca de 4 mil metros quadrados, que agora se expande para uma segunda fábrica, com quase 6 mil metros quadrados, ampliando a capacidade produtiva sem abandonar a essência artesanal.

Hoje, a Florybal conta com 19 lojas próprias e cerca de 40 lojas autorizadas pelo Brasil, além do parque temático Terra Mágica. Mesmo assim, Valdir mantém o discurso do “pé no chão”. Para ele, crescer não significa ultrapassar limites ou agir com ganância, mas avançar com consciência, responsabilidade e respeito às pessoas.

Um dos momentos decisivos da trajetória foi a mudança do nome da marca. Inicialmente chamada “Florestal”, Valdir descobriu que existiam produtos com nome semelhante e decidiu mudar, mesmo com medo de perder mercado. O novo nome, criado quase por acaso, rabiscando ideias com uma caneta, acabou se tornando Florybal — e o resultado surpreendeu: as vendas cresceram cerca de 30% logo após a mudança, consolidando uma marca que hoje é reconhecida nacionalmente.

Valdir nunca esconde suas origens nem sua formação simples. Estudou apenas até a quarta série e costuma dizer, com orgulho, que se formou na “Universidade Santa Terezinha”, no interior. Para ele, a vida e a empresa são uma escola diária. “A gente aprende todos os dias, com qualquer pessoa”, afirma, destacando que já recebeu conselhos valiosos de colaboradores e pessoas simples, sem formação escolar.

Outro pilar da Florybal é o cuidado com as pessoas. Atualmente, são cerca de 600 colaboradores, e Valdir faz questão de manter proximidade com todos — do jardineiro ao gerente. Ele acredita que atendimento, limpeza, organização e respeito caminham juntos. “Não adianta atender bem se está sujo. Tem que andar tudo junto”, resume.

A história da Florybal também se confunde com a própria evolução de Gramado. Valdir reconhece a importância de empresários pioneiros e gestores públicos que acreditaram no turismo quando tudo ainda era incipiente. Começou vendendo chocolate de porta em porta, em outras cidades, carregando uma Brasília velha. Só muitos anos depois passou a focar no turismo local, no momento em que Gramado começava a se consolidar como destino nacional. Sua primeira loja temática foi montada em 2002, junto à fábrica.

Hoje, ao olhar para trás, Valdir não fala em fórmulas mágicas. Fala em trabalho duro, humildade para aprender, , organização, decisões tomadas no tempo certo e, acima de tudo, amor pelo que faz. “Não temos medo de trabalhar. Essa foi a maior herança que recebi do meu pai”, diz. A trajetória de Valdir Cardoso não é apenas a história de uma empresa de sucesso, mas um retrato vivo de como valores simples, quando praticados todos os dias, podem construir algo grandioso — sem perder a essência

Festa do Figo chega à 51ª edição

A 51ª edição da Festa do Figo, considerada o maior evento do interior de Nova Petrópolis, será realizada nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 2026, na Sociedade Linha Brasil, às margens da RS-235. Com entrada e estacionamento gratuitos, a festa promete reunir milhares de visitantes em um fim de semana marcado por tradição, gastronomia típica, música e valorização da agricultura familiar.

Na manhã desta terça-feira, o Jornal Integração recebeu a visita da comitiva oficial do evento, composta pela rainha Sophia Zang, pelas princesas Emanuelli Thomassoni Bino e Manuela Wedig, pela secretária municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Denise Maltoni Bino, e pelo vice-prefeito Alexandre da Silva. A visita teve como objetivo divulgar a programação e reforçar a importância da Festa do Figo para o município e para a região da Serra Gaúcha.

A Festa do Figo é uma celebração da produção agrícola local, com destaque para o figo, fruta que motiva o evento. Além da comercialização de figos in natura e produtos coloniais, o evento contará com bandinhas típicas, apresentações culturais, shows musicais, cucas, chopp gelado, inclusive de figo, e pratos que exaltam a culinária regional.

Durante a visita ao jornal, os representantes destacaram o papel da festa no fortalecimento da economia rural, na valorização da agricultura familiar e na preservação das tradições culturais germânicas. A presença da corte reforça a identidade do evento, que atravessa gerações e mantém vivas as raízes do interior.

Segundo a organização, a expectativa é de que a edição de 2026 supere o público dos anos anteriores, consolidando a Festa do Figo como um dos eventos mais queridos da Serra Gaúcha.

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