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Suado ou roubado

Selic 15%
Cadê a Gleisi Hoffmann? E cadê a oposição? Ninguém fala nada! Durante os dois primeiros anos deste governo, a Gleisi e o Lula murmuravam palavrões a cada reunião do Copom, e a culpa era do Bolsonaro. Pelo menos tinha quem reclamasse. Atualmente, nem um pio. Nossa oposição fraca e vendida. Menos mal que, como é ano eleitoral, de março até outubro isso vai melhorar um pouco. Do jeito que está, baixando para 12, 13%, já vai parecer o país das maravilhas.

De fato, não tem como falar de tudo o que está acontecendo. Um assunto abafa o outro. Nem a imprensa consegue acompanhar tudo. É Master, INSS, Correios, fundos de pensão etc. e tal. Ainda por cima, o Bolsonaro está preso. Fico imaginando como será este país até final de o final de 2030.

É duro, mas é queijo

Fui dar uma conferida no trabalho de tubulação para o tratamento de esgoto na Rua D’Artagnan de Oliveira, aquela que faz o triângulo com a RS-235 e a Estrada Velha, em frente ao Hotel Galo Vermelho, no bairro Avenida Central.

O cano central passa por uma das laterais da via e, para cada residência do outro lado, é preciso fazer uma travessia até o cano, enterrada a cerca de 80 centímetros de profundidade. É picotar o asfalto. Em seguida, virá outra luta: convencer, ajudar e facilitar para que cada residência faça, de fato, a ligação.

A maioria das ligações terá de ser por bombeamento; poucas poderão ser feitas por gravidade. E assim é em todo o Brasil. É preciso que tenhamos paciência e colaboremos, pois, finalmente, os canos para o tratamento do esgoto chegaram. Obrigado, Deus! Ainda está longe de acabar, mas já é realidade.

Tolão é o cara

Ele estava na Secretaria de Educação quando foi implantado o primeiro ano de turno integral, em 2019, e volta agora, em 2026, quando o nono e último ano será integrado. Foi muito legal que o governo anterior, com todos os percalços que surgiram com a pandemia, a gritaria do vereador do PDT, Jerônimo Rolin, e de outros, na Câmara, falando em “amontoado” de crianças, entre outros ataques, não tenha desistido. Também é muito bom que o atual governo tenha dado continuidade e vá finalizar isso agora. Canela na frente de todos! E ainda restarão dois anos deste governo onde o foco poderá ser apenas a melhoria, já que todas as sérias já foram contempladas. Viva!

Faz diferença

O turno integral faz diferença. Primeiro, porque as famílias ficam tranquilas ao saber que os filhos estão em um local seguro enquanto trabalham. Segundo, pela melhoria na aprendizagem.

Na edição de hoje da Folha do Mate, de Venâncio Aires, página 4, a diretora da Escola Municipal São Judas Tadeu, Lisiane Siebeneichler, ao receber a informação de que a escola está entre as 200 melhores do Estado em alfabetização, atribuiu os bons resultados ao turno integral oferecido para todas as turmas. Segundo a matéria, a escola também lidera o ranking do Ideb no município, conforme os últimos dados divulgados em 2024.

Festa do figo

Este evento mobiliza Nova Petrópolis todos os anos, Linha Araripe e Linha Brasil se intercalam na realização. Vejam os números, são 380 expositores.  Mas, Gramado também tira uma fatiazinha deste bolo. Linha Nova, Linha Bonita e Linha Ávila sempre participam.

Constantino em campanha

O ex-prefeito, Constantino Orsolin apareceu na redação do Integração  nesta quarta-feira, à tarde. Era por volta das 16h30min quando o ex-prefeito de Canela, Constantino Orsolin, veio nos visitar. Daqui, seguiu para outra visita, desta vez a um comerciante (e eleitor) canelense que tem loja em Gramado.

Segundo ele, essas visitas são constantes e acontecem diariamente. “Uma porque me dá uma alegria muito grande rever os amigos, e outra porque eles me contam tudo”, disse ao colunista sobre suas andanças. Uma das coisas que teria ouvido por aí é que, durante a campanha, teriam dito aos eleitores: “se roubando fizeram tanto, imagina quanto não dará para fazer sem roubar”.

No momento, o objetivo de Orsolin é a pré-campanha para deputado estadual, mas ficou a impressão de que 2028 também está no radar. Ele está de olho em tudo!

Um banco para cada um

Com o que roubaram daria para uns quantos terem seu próprio banco. Nem vamos falar do Xandão, que lá daria vários bancos. Só o Lewandowski levou cinco milhões por alguns dias de assessoria, assim que saiu do STF. Quando chamado pelo maior de todos, finalizou o contrato e colocou um filho. Os fundos de pensões que se explodam.

Suado ou roubado

Nos executivos alguns salários são mesmo muito baixos. Mesmo ministros do STF, imagina, de 46 mil deve sobrar um pouco mais que trinta liquido. Aí o cara tem que trabalhar e dar satisfação o ano inteiro para faturar 360 mil, enquanto que num Master da vida ganha cinco milhões em dois meses. É a diferença de dinheiro suado e roubado.

Os bons não querem

De fato, para alguns cargos o setor público não remunera o suficiente. Ainda ontem conversando com o ex-prefeito de Canela por três mandatos, Constantino Orsolin, chegamos neste assunto. Um engenheiro por 8, 10 mil, não vem, pois na iniciativa privada, em um único projeto, pode ganhar mais do que isso. Para o secretariado também este é o problema, muitas vezes.

Você sabia?

O Brasil registrou 23.919 casos de desaparecimento de crianças e adolescentes em 2025, segundo dados enviados pelos estados e o Distrito Federal ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).

O total representa uma média de 66 desaparecimentos de menores de 18 anos por dia e uma alta de 8% em relação a 2024, quando foram notificados uma média de 60 desaparecimentos diários nessa faixa etária.

Da Cruz à Luz

Sonho de Natal de Canela registra recordes e projeta novas metas para 2026

Canela – A Prefeitura de Canela apresentou à imprensa, nesta manhã, por meio da Secretaria de Turismo, a prestação de contas do Sonho de Natal 2025/2026, evento que se consolidou como um dos maiores atrativos turísticos do estado. A coletiva contou com a presença do prefeito Gilberto Cezar, do vice-prefeito Gilberto Tegner (Tolão), do presidente da Câmara de Vereadores Felipe Caputo, além de vereadores, secretários de outras pastas e representantes da comunidade.

Durante o encontro, também foi apresentada a nova marca do município e anunciado um spoiler sobre o próximo grande evento: a Páscoa em Canela, que terá como tema “Da Cruz à Luz”. O desfile promete ser “maior e mais encorpado”, segundo o secretário de Turismo Athos Cunha, com percurso da Catedral até a RS-235. A evento acontecerá entre 21 de março e 19 de abril.

Números do Sonho de Natal

  • 250 atrações gratuitas espalhadas por diferentes pontos da cidade.
  • 2,5 milhões de visitantes ao longo da programação.
  • Taxa de ocupação hoteleira entre 90% e 97%.
  • R$ 5 milhões captados em patrocínios e apoios privados, sem uso de recursos próprios do município.
  • 16 descidas do Papai Noel, com público médio de 12 a 15 mil pessoas por apresentação.
  • 11 desfiles natalinos, além de shows e intervenções culturais.

O setor privado também comemorou os resultados. O Skyglass Canela registrou aumento de 52% no número de visitantes em relação a 2024, enquanto a tradicional churrascaria Garfo e Bombacha alcançou ocupação média de 99% nos meses de novembro e dezembro, contra 75% no mesmo período do ano anterior.

Credibilidade e futuro

O prefeito Gilberto Cezar destacou que os números de 2025 passam a ser a referência para os próximos anos. “Nosso desafio é crescer a cada edição”, afirmou. O vice-prefeito Tolão reforçou a fala, lembrando que a meta é superar os resultados já conquistados.

O secretário Athos Cunha e o adjunto Jaison Remonti ressaltaram que a credibilidade dos eventos foi reconquistada, atraindo empresas e patrocinadores. Foram cinco milhões em arrecadação de patrocínios, o que mostra a confiança do mercado em Canela, acreditam.

A 39ª edição do Sonho de Natal já está em planejamento e deve ocorrer entre outubro de 2026 e meados de janeiro de 2027, mantendo o calendário tradicional.

LICENÇA DE INSTALAÇÃO

LICENÇA DE INSTALAÇÃO

PAULO CESAR ORTIZ RIBEIRO, inscrita no CPF sob o número 613.417.460-20, torna público que requereu nesta a partir desta data à Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Canela, o pedido de análise para emissão de Licença de Instalação de Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) (CODRAM 3512,11) para o empreendimento multifamiliar/comercial a ser construído na Rua Érico Veríssimo, nº 185, Bairro Leodoro de Azevedo, Canela.

Eng°. Carlos Eduardo Canani

Resp. Téc. Licenciamento – CREA RS 065862

(54) 992375404 – [email protected]

Castelo do Gelo não tinha seguro

CEO do Castelo de Gelo diz que reconstrução ainda é incerta após incêndio em Gramado

O futuro do Castelo de Gelo – Icebar, empreendimento que seria inaugurado em Gramado e foi destruído por um incêndio antes mesmo de abrir as portas, segue indefinido. Em entrevista coletiva concedida na manhã desta semana, o CEO do projeto, Dudu Kny, afirmou que ainda não há decisão sobre a reconstrução do parque, citando dificuldades técnicas e financeiras, mas há o interesse em reconstruir.

O incêndio ocorreu em outubro de 2025, poucos dias antes da inauguração prevista para 5 de novembro, e teve início no segundo piso da edificação, onde estavam instaladas as câmaras de refrigeração. Laudos periciais preliminares indicam que o foco do fogo começou justamente nessas câmaras frias. Apesar da destruição total do prédio, não houve feridos.

Segundo Dudu Kny, o empreendimento não estava segurado no momento do sinistro. Ele reconheceu a falha como um erro de gestão. “Se há alguma culpa minha, foi essa”. O seguro estava em fase avançada de tratativas, sobre sua mesa, mas ainda não havia sido contratado, explicou. O CEO relatou ainda que a empresa “terminou junto ali”, já que o negócio queimou sem nascer, sem nunca ter funcionado.

De acordo com o empresário, ainda não foi possível acessar plenamente o local para avaliar se alguma parte da estrutura pode ser reaproveitada. Ele explicou que o incêndio não se deu com grandes chamas, mas por derretimento progressivo dos materiais, o que fez com que itens do primeiro andar permanecessem parcialmente preservados. Imagens das câmeras internas ajudaram a esclarecer parte da dinâmica do ocorrido, mas o local segue vulnerável, com registros de furtos e abandono.

O custo estimado “um chute” para uma eventual reconstrução gira em torno de R$ 25 milhões. Além disso, a empresa enfrenta dificuldades financeiras decorrentes de aluguéis atrasados, compromissos com fornecedores e outras despesas acumuladas após o incêndio, ao que explicou Dudu.

A investigação policial ganhou novos desdobramentos nas últimas semanas. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou três funcionários da empresa Dufrio pela retirada irregular de um equipamento considerado essencial para a apuração das causas do incêndio. O equipamento, conhecido como Sitrad In Box (Citrad), faz o monitoramento e registro do funcionamento das câmaras frias e dos sistemas de refrigeração, enviando dados a um sistema central. Ele havia sido instalado apenas um dia antes do incêndio.

Dudu Kny comparou o equipamento a uma “caixa-preta de avião”, destacando sua importância para a perícia. Segundo ele, a Dufrio só devolveu o equipamento após ser intimada judicialmente, mas a direção do Castelo de Gelo afirma não saber se o aparelho foi violado ou adulterado. Atualmente, o equipamento encontra-se sob análise no Instituto-Geral de Perícias (IGP).

A Polícia Civil aponta que os funcionários da fornecedora se passaram por integrantes da direção do empreendimento para retirar o equipamento do local. Os advogados do Castelo de Gelo informaram que irão ingressar com ação cível para buscar reparação dos danos materiais e financeiros causados.

O Castelo de Gelo – Icebar previa investimento inicial de cerca de R$ 10 milhões, ocupava uma área de 1,2 mil metros quadrados e tinha capacidade estimada para receber mais de 1,2 mil visitantes por dia. Inspirado na história de “A Bela e a Fera”, o projeto prometia se tornar o maior bar temático de gelo do mundo, mas teve sua trajetória interrompida antes mesmo da inauguração.

Conduzir com segurança

Mudanças na CNH ampliam liberdade de escolha, mas especialistas alertam para riscos da falta de preparo

As recentes alterações no processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), determinadas por resolução da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), têm provocado debates em todo o país. Em Gramado, o tema foi detalhado em entrevista ao Jornal Integração pelo diretor do CFC Gramado, Alex Sessin, que alerta para o risco de precarização na formação de novos condutores.

Segundo Sessin, a nova normativa flexibiliza etapas do processo, permitindo que o candidato escolha quantas aulas deseja realizar, sendo obrigatórias apenas duas aulas práticas. A etapa teórica, que antes previa formação estruturada, pode ser substituída pela emissão de certificado via aplicativo do governo federal. Para o diretor, a medida facilita o acesso ao documento, mas não garante a preparação necessária para enfrentar o trânsito com segurança.

“O problema não é o papel, é o preparo. Dirigir envolve decisões rápidas, leitura correta da sinalização, direção defensiva e responsabilidade com a vida própria e dos outros”, destaca.

O CFC Gramado, que atua há 28 anos na formação de condutores, segue oferecendo aulas teóricas e práticas completas, mesmo com a flexibilização da legislação. De acordo com Sessin, muitos candidatos continuam optando por pacotes maiores de aulas, priorizando a aprendizagem em vez da simples aprovação no exame.

Outro ponto de preocupação é a futura possibilidade de instrutores autônomos utilizarem veículos próprios, sem exigência de duplo comando de freios, o que, na avaliação do CFC, pode comprometer a segurança durante o aprendizado. “No centro de formação, há fiscalização, câmeras, veículos adaptados e acompanhamento constante do Detran. Isso garante controle e proteção ao aluno”, afirma.

A entrevista também abordou a renovação automática da CNH para motoristas com cadastro positivo, sem necessidade de exame médico em alguns casos. Para Sessin, a medida reduz custos, mas elimina uma etapa importante de avaliação de reflexos, visão e condições físicas do condutor.

Apesar das mudanças, o CFC Gramado reforça que a legislação não proíbe o estudo nem a formação completa. “O candidato tem liberdade para escolher, mas precisa entender que dirigir é uma das atividades de maior risco do dia a dia. Preparação salva vidas”, conclui.

O centro segue atendendo a comunidade de Gramado e Canela, orientando candidatos e defendendo a educação no trânsito como ferramenta essencial para a redução de acidentes e para a segurança coletiva.

Por onde acessaremos o Aeroporto de Vila Oliva?

Chimarrão e Atualidades aborda política, infraestrutura, segurança e fatos regionais

O programa Chimarrão e Atualidades, apresentado na manhã desta segunda-feira (26), trouxe uma ampla análise dos principais assuntos que impactam Gramado, Canela, a Região das Hortênsias e o Rio Grande do Sul.

Entre os destaques esteve o debate sobre os acessos ao futuro Aeroporto Regional de Vila Oliva, em Caxias do Sul. O programa detalhou a reunião realizada no DAER, em Porto Alegre, que reuniu prefeitos e representantes de municípios da região. Foram apresentados os estudos preliminares do EVTA, que avaliam três possíveis traçados rodoviários, com posições distintas entre Canela, Gramado e São Francisco de Paula. O tema segue em análise técnica, sem definição final até a conclusão dos estudos.

Outro ponto relevante foi o andamento das obras viárias no Estado, com destaque para os investimentos do governo estadual na Rota do Sol e para a previsão de liberação da Serra da Rocinha, na BR-285, considerada estratégica para a integração entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina e para o fortalecimento do turismo e do escoamento da produção.

Na área de segurança e infraestrutura, o programa repercutiu novidades sobre o incêndio que destruiu o prédio onde seria instalado o Castelo de Gelo, em Gramado. A Polícia Civil indiciou três funcionários de uma empresa de refrigeração pelo furto de um equipamento que poderia auxiliar na identificação das causas do sinistro, ocorrido antes da inauguração do empreendimento.

O Chimarrão e Atualidades também trouxe reflexões sobre política nacional, citando manifestações recentes em Brasília, a cobertura da grande mídia e o cenário de polarização no país, além de comentários sobre a conjuntura internacional.

No esporte, o programa analisou o resultado do clássico Gre-Nal, destacando o desempenho do Internacional e a postura das equipes, além de projetar a estreia de Grêmio e Inter no Campeonato Brasileiro.

Por fim, houve espaço para temas comunitários e sociais, como o registro de falecimentos na região, reforçando a importância de valorizar a vida e a informação de utilidade pública, além de relatos sobre ocorrências de trânsito e prestação de serviços.

O programa vai ao ar diariamente, das 7h às 8h, com foco em informação, análise e prestação de serviço à comunidade regional.

Black Forest celebra 35 anos preservando tradição, afeto e o tempo em Gramado

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Loja referência em relógios cuco completa 35 anos no mesmo endereço, mantendo viva
uma história de família, atendimento e encantamento que atravessa gerações.
No dia 30 de dezembro de 2025, a Black Forest completou 35 anos de história em
Gramado. Fundada em 1990 por Lúcio Neumann, a loja se tornou mais do que um ponto
comercial: virou um marco afetivo da cidade, um lugar onde o tempo não apenas passa,
mas é cuidado e preservado.
Desde o início, a proposta sempre foi encantar visitantes e criar experiências
inesquecíveis. Em uma época em que a localização da loja ainda era pouco
movimentada turisticamente, o fundador apostou em decorações gigantes de Natal,
personagens, trajes típicos alemães e vitrines que faziam o público parar, olhar,
fotografar e entrar. Assim nasceu o vínculo com as pessoas: pela emoção.

As origens do negócio
A loja surgiu inicialmente como um artesanato chamado Mil e Uma Artes. Os relógios
cuco só entrariam anos depois, a partir da paixão de Lúcio pelos modelos alemães,
despertada em uma viagem à Alemanha ainda nos anos 80.
Com a abertura do mercado brasileiro para importações nos anos 90, os primeiros cucos
chegaram à loja e mudaram para sempre o rumo do negócio. Em 2007, após uma
grande reforma, nasceu oficialmente a marca Black Forest, com foco total nos relógios
alemães e em produtos de alta qualidade, acabamento e valor afetivo.
Apesar de experiências em outras cidades, como Canela e Balneário Camboriú, a
família percebeu que a força da marca estava profundamente ligada a Gramado.
Adquirir um relógio ali não era apenas uma compra: era uma lembrança e um pedaço
da cidade que as famílias queriam levar consigo para suas casas.

Uma história escrita em família
A trajetória da Black Forest também é marcada por um processo de sucessão familiar
conduzido com naturalidade e, sobretudo, confiança. Desde o começo, Lúcio nunca
esteve sozinho. Bárbara, sua esposa, sempre foi parceira ativa na construção da loja e
nas decisões que moldaram a identidade do negócio ao longo dos anos.
Com o tempo, os filhos Marcelo, Mateus e Diego passaram a fazer parte da história de
forma direta, assumindo a administração em diferentes momentos da empresa. Mais do
que uma transição formal, o envolvimento dos filhos sempre foi resultado da aposta de
Lúcio no potencial de cada um, incentivando a autonomia e transmitindo valores
fundamentais como respeito, comprometimento e amor pelo que se faz. “O melhor
negócio que eu fiz na minha vida foi dar participação na empresa aos meus filhos. Foi
como jogar gasolina no fogo, eles se dedicaram tanto que a empresa cresceu e eles
cresceram junto.” – destaca o fundador.

Amor pelo ofício
Hoje, a Black Forest é referência nacional em relógios cuco e relojoaria especializada,
sempre priorizando marcas de excelência, acabamento artesanal e durabilidade. Além
da venda, a empresa mantém um serviço de manutenção vitalícia, acompanhando os
relógios ao longo do tempo, um vínculo que faz com que clientes retornem à loja ao
longo de décadas.
Um diferencial é a própria relojoaria: um ofício raro, também transmitido dentro da
família. Lúcio e seus filhos aprenderam o trabalho de forma quase autodidata,
consertando, desmontando e estudando os mecanismos até se tornarem especialistas
reconhecidos.
Hoje, todo o processo de manutenção e acompanhamento dos relógios é feito por
Diego, último elo dessa corrente familiar de relojoeiros. “Eu recebo relógios comprados
aqui há mais de 20, 30 anos. As pessoas trazem de longe e prezam por eles como se
fossem verdadeiros membros da família. É muito gratificante e emocionante poder
cuidar de cada relógio que chega até nós.” – destaca ele.

Tradição que se renova
Em uma cidade que se transforma rapidamente, a Black Forest permanece no mesmo
endereço há 35 anos, renovando-se sem perder sua essência.
O que nunca mudou? O respeito pelas pessoas, a excelência no atendimento, o
compromisso com a qualidade e o amor pelo ofício.
Ao completar 35 anos, a Black Forest celebra não apenas o tempo que passou, mas o
tempo que foi vivido. Por clientes, famílias, colaboradores e por todos que, em algum
momento, pararam ali para ouvir o cuco cantar.

Aeroporto da Serra está acontecendo

Municípios são chamados ao DAER para discutir acesso ao Aeroporto de Vila Oliva

Uma reunião realizada ontem, dia 23 de janeiros, no Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), em Porto Alegre, trouxe perspectivas animadoras para a mobilidade e o desenvolvimento regional. O encontro, conduzido pela presidência do órgão, reuniu prefeitos e representantes de municípios da Serra e dos Campos de Cima da Serra, entre eles Canela, Gramado, Caxias do Sul, São Francisco de Paula e Jaquirana. O prefeito de Canela, Gilberto Cezar, participou da agenda, por Gramado, o Secretário de Governança, Germano Junges, se fez presente.

Na pauta esteve a apresentação preliminar do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTA), atualmente em andamento, que avalia o melhor traçado para o acesso rodoviário ao futuro Aeroporto de Vila Oliva, em Caxias do Sul. Em seguida, o estudo final será contratado pelo Daer por meio de licitação, para depois ser executado o que ali ficar definido como o melhor para todos os município interessados. .

De acordo com o prefeito Gilberto Cezar, os dados apresentados indicam o traçado pela RS-476 como a alternativa mais viável. Embora tenha quilometragem semelhante à da RS-466 (Estada do Caracol), a 476 apresenta vantagens significativas, especialmente no aspecto ambiental. Por possuir menos áreas de restrição, a rodovia permitiria uma aprovação ambiental mais rápida, fator decisivo para a agilidade do projeto.

Outro ponto destacado é o perfil técnico da estrada. A RS-476 pode ser enquadrada como rodovia classe 4, possibilitando velocidades próximas a 100 km/h e o tráfego de caminhões e ônibus. Já a RS-466 possui limitações operacionais, não comporta veículos pesados e exigiria a construção de uma ponte de grande porte, com custo estimado em cerca de R$ 200 milhões. No traçado da 476, a necessidade de obras estruturais é menor, com pontes mais simples e de custo reduzido.

Embora o estudo definitivo só deva ser concluído em novembro, os indicativos técnicos reforçam uma percepção que já existia entre gestores e lideranças regionais, baseada na geografia e nas condições do terreno: a RS-476 é o caminho mais adequado para a ligação com o aeroporto.

Além de conectar o Aeroporto de Vila Oliva a municípios como Canela, Gramado e São Francisco de Paula — com integração posterior pela RS-235 — o traçado também projeta, no futuro, uma ligação estratégica com o Porto de Arroio do Sal, facilitando o escoamento da produção regional. A nova rota deve beneficiar diretamente polos produtivos de Caxias do Sul, Canela e São Francisco de Paula, criando um corredor logístico mais eficiente até o litoral.

Segundo informado na reunião, o Governo do Estado já dispõe de R$ 200 milhões reservados para a execução da obra. Assim que o EVTA for concluído e entregue, a intenção é dar sequência ao processo licitatório para a construção da rodovia.

(Este texto foi construído em cima da visão do Prefeito Gilberto Cezar sobre o tema).

Gramado defendo que se inicie pela RS 466

Por Gramado, quem participou da reunião em Porto Alegre, foi o secretário de Governança, Germano Junges. Segundo ele, o objetivo principal da reunião foi a primeira apresentação técnica dos estudos em andamento do Estudo de Viabilidade Técnica, Ambiental e do Anteprojeto (EVTA), que está sendo elaborado pelo consórcio das empresas MXFC e BEC de Souza. O trabalho avalia os possíveis traçados rodoviários de acesso ao futuro Aeroporto Regional de Vila Oliva, em Caxias do Sul, cuja primeira etapa já teve edital lançado pela prefeitura caxiense, com investimento estimado em R$ 145 milhões, voltado à terraplanagem e à construção da pista, com previsão de entrega para 2029.

Juges explica: Durante o encontro, foram apresentados três traçados previstos no edital do Daer: pela RS-466 (Estrada do Caracol, Mato Queima, Pedras Brancas – Rio Caí), pela RS-476 e pela RS-484, além de uma quarta alternativa técnica sugerida pela própria empresa responsável pelos estudos. Conforme destacou Germano Junges, a reunião teve caráter essencialmente técnico e informativo, servindo para que os municípios repassassem dados detalhados sobre suas estradas vicinais e estruturas existentes, contribuindo para a qualificação do EVTA.

O secretário ressaltou que, neste momento, não há definição sobre qual traçado será executado primeiro, nem sobre o percurso final da rodovia. De acordo com informações repassadas pelo Daer, a intenção do Governo do Estado é executar as três interligações, respeitando as limitações orçamentárias e definindo prioridades a partir dos estudos técnicos, especialmente para que pelo menos um dos acessos esteja concluído em conjunto com a entrega do aeroporto, prevista até 2029.

Germano Junges enfatizou que é natural que cada município defenda o traçado que considera mais vantajoso, mas reforçou a importância de cautela e equilíbrio na abordagem do tema. “Enquanto o EVTA e o anteprojeto não estiverem concluídos, não existe decisão oficial sobre o caminho definitivo da estrada. Todos os municípios podem ser contemplados, independentemente de qual trecho venha a ser priorizado inicialmente. “Nossa defesa é para que, entre os traçados em estudo, a primeira obra a ser concluída seja a interligação entre Gramado e o Aeroporto de Vila Oliva, em Caxias do Sul. Essa posição é construída em conjunto com a Prefeitura de Caxias e se baseia em vistorias técnicas e reuniões realizadas desde 2021. Esse traçado já tem cerca de 70% da obra executada no lado de Gramado e aproximadamente 20% no lado de Caxias, o que o torna, tecnicamente, o mais rápido de ser concluído entre as alternativas analisadas”, disse.

Uma Mão Amiga para o OASIS

Mão Amiga pode salvar o Santa Ângela

O Projeto Mão Amiga, com sede em Caxias do Sul e liderado pelo frei capuchinho Jaime Bettega, manifestou interesse em assumir a gestão do OASIS Santa Ângela. A iniciativa pode garantir a continuidade das atividades da instituição sem a necessidade de transferência das idosas atualmente acolhidas, o que traz alívio às famílias.

Segundo apuração do Jornal Integração, Frei Jaime já se reuniu com as irmãs responsáveis pelo OASIS Santa Ângela, dando início a uma articulação para viabilizar a permanência das internas e a manutenção do atendimento. A proposta prevê não apenas a continuidade do serviço, mas também a reorganização administrativa e financeira da instituição.

Frei Jaime Bettega é ligado à LFAN – Legião Franciscana de Assistência aos Necessitados, entidade que mantém 28 projetos sociais em funcionamento. Atualmente, ele também lidera a implantação do Recanto da Compaixão, em Caxias do Sul, empreendimento voltado ao acolhimento de até 125 idosos em situação de vulnerabilidade, com investimento superior a R$ 20 milhões e em fase final para início das atividades.

A intenção do Projeto Mão Amiga é assumir o OASIS Santa Ângela, manter as idosas já acolhidas e ampliar o número de vagas, priorizando moradores de Canela, Gramado e municípios da região. “Temos interesse em assumir esta casa, manter os idosos, trazer outros que estão na fila e organizar a instituição dentro de uma lógica econômica e financeira regular”, afirmou Frei Jaime.

Reconhecido em Caxias do Sul e região por sua atuação social, Frei Jaime Bettega desenvolve ações voltadas ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, abrangendo diferentes faixas etárias e realidades sociais.

O Jornal Integração conversou com a secretária municipal de Assistência Social de Canela, Carmen Seibt. Atualmente, o município mantém apenas quatro vagas no OASIS. Carmen manifestou profunda tristeza diante da possibilidade de encerramento das atividades da instituição e afirmou estar na torcida, além de disposta a oferecer apoio a uma eventual nova administração do lar de idosos, lembrando a história do Santa Ângela com Canela, inclusive sua sogra ficou interna ali por 10 anos, segundo comentou.

Já o município de Gramado, conforme informou o secretário municipal de Assistência Social, Ilton Gomes, mantém atualmente duas vagas na instituição.

Memorial Canela visita o Promotor

Memória, preservação e ações públicas pró-cultura entre os temas abordados

            O promotor de Justiça Matheus Generali Cargnin enfatizou a importância de ações públicas de preservação e valorização da cultura, durante audiência que concedeu na segunda-feira, dia 19 de janeiro, à comitiva do Memorial Canela. Ele recebeu do presidente Paulo Drechsler um documento resumindo as ações e iniciativas desenvolvidas pelo Memorial desde sua criação, em 2022. O professor, jornalista e advogado Márcio Cavalli entregou-lhe o seu livro “Patrimônio Cultural de Canela. Proteção aos Bens Materiais de Valor Histórico”, lançado em 2025.

            No encontro, Drechsler abordou as realizações regulares do Memorial, entre as quais os Encontros com a Memória, que em dois anos tiveram 12 edições de caráter temático; e os Encontros da Memória de Canela, que em 2024 e em 2025 promoveram uma séria de painéis, palestras e mostras voltados à história e à importância da preservação e da cultura. Ressaltou que ambas iniciativas cumprem também o objetivo adicional de valorizar os artistas locais, que se apresentam a cada evento, mediante pagamento de cachê pelo Memorial.

            Outras ponderações levadas a Cargnin: a ausência de uma instituição pública municipal voltada à memória de Canela e a inexistência de qualquer bem de valor histórico tombado. Presentes à audiência, a vice-presidente Ana Glenda Viezzer Brussius e os integrantes João Paulo Alves e Claudio Broilo Cruz, assim como Cavalli, exemplificaram com o estado atual da Casa de Pedra, edificação tradicional que já sediou a Associação Rural, a Prefeitura e a Câmara e há anos está desocupada e em deterioração, carecendo de maior proteção e melhor utilização.

            Além de ressaltar a importância da preservação da história e da cultura, o promotor informou que eventualmente poderá instar o Município a respeito desses temas e dos seus equipamentos culturais.

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