Início Política Gramado e Canela “PDT terá candidatura própria”, afirma Gino Bazzan

“PDT terá candidatura própria”, afirma Gino Bazzan

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CANELA – Uma coletiva de imprensa convocada pelo MDB causou frisson no meio político canelense nessa semana, mas o principal assunto trazido à tona pelo partido governista é sua intenção de fazer uma candidatura única para a eleição deste ano, ou seja, com todos os partidos apoiando Constantino Orsolin. Sobre essa possibilidade, o presidente do PDT, Gino Bazzan, refutou: “Pode anotar, não vai haver nada. O PDT tem seu candidato”.

A afirmação ocorreu na manhã desta quarta-feira, durante entrevista na Rádio Integração Digital. Bazzan exaltou ainda que o partido não aceita se não for composição na majoritária. “Sabemos que está confirmada dobradinha com Gilberto Cezar. PDT historicamente sempre teve candidato.Nós tentamos e nenhuma vez conseguimos nos reunir com o MDB, daí querem agora nas vésperas? Eles vão querer fazer uma proposta, mas já está certo que vai Constantino e Gilberto Cezar. E a proposta vai ser igual 2016. Lá eles já estavam fechados e nos convidaram para apoiar eles. Não era pra ser de vice nem de prefeito, era só apoio. O PDT historicamente nunca deixou de ter candidato e agora durante três anos trabalhamos o nome do Tolão”, ponderou.

Uma revelação contundente trazida por Gino na entrevista, foi que em 2016, Constantino teria proposto ter Tolão como vice em 2020. “O próprio prefeito me disse isso. E nesse decorrer foram acontecendo várias coisas e foi se perdendo essa essência”, comentou, citando que foi desempenhado um trabalho juntos com PDT liderando a Secretaria da Educação, e aprovando na Câmara as contas de governo da gestão passada de Constantino.

O PDT vinha trabalhando com preferência para Gilberto Tegner ser o candidato do partido no pleito deste ano. Mais recentemente o ex-prefeito José Vellinho Pinto insurgiu colocando seu nome à disposição para concorrer. Entre os dois nomes, o presidente admitiu que a escolha final será na convenção e aguarda que ocorra em consenso. Quando questionado sobre qual sua preferência, respondeu que quer o melhor para Canela e que já trabalhava o nome de Tolão.

Sobre o acerto com outros partidos, Gino destacou que conversa com Gilberto Cezar desde o ano passado, com ciência de que o vice aguarda posicionamento do MDB para definir seu posicionamento na eleição. Também comentou que aguarda alguns detalhes com Erni Schafer para bater o martelo e formar coligação com o PP.

Quando indagado para avaliar a atual gestão, disse: “Ninguém é 100%. Tem muita coisa boa, mas também tem coisa errada. E vamos propor pra comunidade que também tem coisa errada que pode melhorar, não é só asfalto, pro governo dou nota 7”. Um dos pontos trazidos como exemplo é a problemática da habitação.

Por fim, Gino frisou que o PDT vai para a campanha sem a intenção de atacar. “Faremos uma campanha propositiva, trabalhando de uma forma correta, sem bater nas pessoas que estão ao nosso redor e que encontramos no nosso dia a dia”.

ALFINETADAS POLÍTICAS – Alguns assuntos do cenário político também foram abordados, como os áudios de conversas internas da executiva do PDT que caíram ao conhecimento de emedebistas e foram repercutidos na Câmara de Vereadores. Naquela ocasião, o MDB acusou o PDT de conspirar contra o atual governo. “Houve má fé, fizeram uma bandidagem, compilaram o áudio e usaram só as partes que lhes interessava. Foi manipulado (…) Fizeram uma politicagem em cima daquilo”, opinou.

Outro detalhe apontado pelo presidente pedetista foi uma conversa que teve em março com Vilmar Santos, presidente do MDB. Naquela ocasião Vilmar teria lhe dito que se Jerônimo Terra Rolim estivesse com o PDT (ele ainda não tinha trocado de partido), não haveria chance de coligação entre os dois partidos.

A revelação mais agressiva, segundo Gino, ocorreu em 28 de janeiro deste ano, no gabinete do prefeito, quando, durante uma conversa entre Gino e Constantino, o prefeito teria usado alguns palavrões para fazer referência ao seu vice, Gilberto Cezar e dito que “quero distância daquele guri”.

A última polemizada de Gino foi com relação a pacificação política tanto defendida por Constantino. “Quem terminou pacificação política em Canela foram alguns entes do próprio MDB”, cutucou.

A entrevista pode ser conferida na íntegra lá no site do jornal (www.leiafacil.com.br) ou na nossa página no Facebook.

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