
Não é possível, em pleno século 21, ainda precisar pedir o básico: não depredar, não quebrar bancos, não arrancar lixeiras, não pichar brinquedos, não espalhar lixo pelo chão. Parece óbvio, mas segue necessário repetir. Não adianta apenas cobrar que o poder público construa se a comunidade do entorno não abraçar o espaço como seu. Um dos exemplos é a praça no bairro Eugênio Ferreira uma novela que se arrasta desde a gestão do prefeito Constantino Orsolin e que segue desafiando a atual administração, marcada por episódios de vandalismo e degradação.
Cuidar das praças
Espaço público pertence a todos. As praças e parques são locais de encontro, lazer, prática esportiva e integração. A manutenção das praças é responsabilidade das Prefeituras. Cabe ao poder público construir, reformar, iluminar, roçar, pintar e garantir condições adequadas. Nesta edição, o secretário de Obras de Canela, César Prux detalha as atribuições da pasta, os cuidados permanentes e os esforços de manutenção. O trabalho existe e precisa ser reconhecido.
Sensação de abandono
Quando não há uma associação de bairro atuante ou quando a comunidade se afasta, instala-se a sensação de abandono. E onde há abandono, infelizmente, os maus elementos tomam conta. O patrimônio público é da comunidade. Cada banco quebrado, brinquedo danificado, luminária destruída representa dinheiro público desperdiçado — dinheiro que poderia estar sendo investido em novas melhorias, em mais espaços de lazer, em mais qualidade de vida.
É preciso retomar
Regatar e fortalecer associações de moradores onde elas não existem é um caminho possível. A organização comunitária facilita o diálogo com o poder público e cria sentimento de pertencimento. Quando a comunidade se envolve, cuida e participa, o espaço público deixa de ser “da Prefeitura” e passa a ser verdadeiramente “nosso”.
Exemplos
Claro, não há garantia de 100% de solução. Problemas sempre poderão surgir. Mas exemplos positivos mostram que o engajamento faz diferença. Nos bairros Leodoro de Azevedo e Vila Dante, o fortalecimento das associações trouxe mais presença comunitária, mais zelo e mais cuidado compartilhado.
Interrogação
No fim das contas, a pergunta que fica é simples: queremos apenas cobrar ou estamos dispostos a cuidar também?
Ação da Defesa Civil
A Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil de Gramado promove, amanhã, sábado (28), uma atividade alusiva ao Dia Internacional da Defesa Civil, celebrado oficialmente em 1º de março. A ação ocorre na Rua Coberta, entre 13h30 e 17h30, com o objetivo de aproximar a instituição da comunidade e divulgar protocolos de prevenção e resposta a desastres.A programação inclui a exposição de painéis técnicos sobre o ciclo do desastre, além de mostras fotográficas e de equipamentos utilizados nas operações. Durante o evento, o público poderá realizar o cadastro para o recebimento de alertas oficiais via SMS e a inscrição para o corpo de voluntários da Defesa Civil. Para o público jovem, estarão abertas as inscrições para o Programa Agente Mirim de Defesa Civil. Também haverá a distribuição de mudas de hortênsias aos participantes.
Marcelão sangue no olho
Acredito que não é a empolgação dos primeiros dias, mas o diretor do Departamento Municipal de Esporte e Lazer (DMEL), Marcelo Savi, está literalmente colocando a mão na massa. Fizemos nesta semana uma entrevista com Savi, está nesta edição e ao chegar no Campo da Celulose, estava roçando e finalizando a pintura do campo junto com o diretor de Esportes, Roberto Gasparin. Marcelão citou que não ficar esperando chegar as coisas acontecerem e se “deitar” encima da falta de estrutura para não fazer as coisas. Vai buscar parcerias com o setor privado, desportistas e emendas parlamentares com vereadores e deputados.











