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Chocolates Florybal 35 anos

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Na manhã desta terça-feira, 20 de janeiro, a empresa concedeu uma entrevista coletiva para marcar os 35 anos. O fundador Valdir Cardoso falou da história da marca e seu filho Tiago anunciou as novidades, entre elas, um livro que será lançado nos próximos meses com os principais momentos desta trajetória.

 A história da Chocolates Florybal e de seu fundador, Valdir Cardoso é daquelas que inspira, entusiasma e ajudam a explicar por que Gramado se tornou referência nacional em empreendedorismo, turismo e chocolate artesanal. Uma trajetória marcada por trabalho incansável, fé, simplicidade e uma convicção que atravessa décadas: fazer tudo com capricho, independentemente do tamanho do desafio.

A Florybal nasceu de forma modesta, em um espaço de apenas 21 metros quadrados, nos fundos da casa de Valdir, no Bairro Floresta. Durante o dia, ele trabalhava na construção civil; à noite, produzia chocolate. Muitas vezes, virava madrugada fazendo “paneladas”, cuidando pessoalmente de cada detalhe. Mesmo exausto, havia um ritual que nunca era quebrado: limpeza rigorosa, organização e zelo absoluto com o ambiente de trabalho. “Podia estar morto de cansado, mas a panela, a mesa, a geladeira e o chão tinham que estar limpos”, relembra.

O crescimento veio de forma gradual e orgânica. Dos 21 metros quadrados, a fábrica passou para 110, depois dobrou, ganhou depósitos externos, novas máquinas e, mais tarde, uma estrutura maior, até chegar à atual unidade com cerca de 4 mil metros quadrados, que agora se expande para uma segunda fábrica, com quase 6 mil metros quadrados, ampliando a capacidade produtiva sem abandonar a essência artesanal.

Hoje, a Florybal conta com 19 lojas próprias e cerca de 40 lojas autorizadas pelo Brasil, além do parque temático Terra Mágica. Mesmo assim, Valdir mantém o discurso do “pé no chão”. Para ele, crescer não significa ultrapassar limites ou agir com ganância, mas avançar com consciência, responsabilidade e respeito às pessoas.

Um dos momentos decisivos da trajetória foi a mudança do nome da marca. Inicialmente chamada “Florestal”, Valdir descobriu que existiam produtos com nome semelhante e decidiu mudar, mesmo com medo de perder mercado. O novo nome, criado quase por acaso, rabiscando ideias com uma caneta, acabou se tornando Florybal — e o resultado surpreendeu: as vendas cresceram cerca de 30% logo após a mudança, consolidando uma marca que hoje é reconhecida nacionalmente.

Valdir nunca esconde suas origens nem sua formação simples. Estudou apenas até a quarta série e costuma dizer, com orgulho, que se formou na “Universidade Santa Terezinha”, no interior. Para ele, a vida e a empresa são uma escola diária. “A gente aprende todos os dias, com qualquer pessoa”, afirma, destacando que já recebeu conselhos valiosos de colaboradores e pessoas simples, sem formação escolar.

Outro pilar da Florybal é o cuidado com as pessoas. Atualmente, são cerca de 600 colaboradores, e Valdir faz questão de manter proximidade com todos — do jardineiro ao gerente. Ele acredita que atendimento, limpeza, organização e respeito caminham juntos. “Não adianta atender bem se está sujo. Tem que andar tudo junto”, resume.

A história da Florybal também se confunde com a própria evolução de Gramado. Valdir reconhece a importância de empresários pioneiros e gestores públicos que acreditaram no turismo quando tudo ainda era incipiente. Começou vendendo chocolate de porta em porta, em outras cidades, carregando uma Brasília velha. Só muitos anos depois passou a focar no turismo local, no momento em que Gramado começava a se consolidar como destino nacional. Sua primeira loja temática foi montada em 2002, junto à fábrica.

Hoje, ao olhar para trás, Valdir não fala em fórmulas mágicas. Fala em trabalho duro, humildade para aprender, , organização, decisões tomadas no tempo certo e, acima de tudo, amor pelo que faz. “Não temos medo de trabalhar. Essa foi a maior herança que recebi do meu pai”, diz. A trajetória de Valdir Cardoso não é apenas a história de uma empresa de sucesso, mas um retrato vivo de como valores simples, quando praticados todos os dias, podem construir algo grandioso — sem perder a essência

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