CANELA – Cenas inusitadas chamaram a atenção de quem passava pela Rua Dona Carlinda, na manhã desta quinta-feira, dia 8, em frente à Prefeitura Municipal, no Centro de Canela. Duas capivaras, sendo uma fêmea e um macho, foram encontradas “passeando” pelo local. Ao identificar os animais, técnicos da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo, com o apoio da Secretaria de Trânsito, Transportes e Fiscalização, da Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram) e do Corpo de Bombeiros, realizaram o manejo e reconduziram as capivaras ao seu habitat natural, na Área de Preservação Permanente (APP) situada no bairro Suzana.
Na tarde desta quinta-feira, o Jornal Integração publicou em suas redes sociais um vídeo que mostra o momento da presença das capivaras na área central e parte da ação de manejo realizada pelos órgãos envolvidos. O conteúdo repercutiu amplamente e ultrapassou a marca de 46 mil visualizações nas páginas do jornal nas redes sociais.
Para realizar o manejo dos animais, os técnicos do Meio Ambiente Alékos e Thais Mumbach, com o apoio do secretário de Trânsito, Ariel Buss, fizeram a contenção no local da captura com o auxílio de uma rede, evitando que as capivaras fugissem para a pista de circulação de veículos. Também foi utilizada uma venda nos olhos dos animais, medida adotada para reduzir o estresse causado pela movimentação de pessoas no entorno. A ação foi mantida até a chegada dos veículos da Patram e do Corpo de Bombeiros, que, com o auxílio do tenente Ritter, realizaram o transporte até a área de preservação.
O biólogo Alékos informou que a Secretaria de Meio Ambiente irá apurar as circunstâncias que levaram os animais a se deslocarem até a região central do município. “Acreditamos que elas saíram de lá em função da chuva”, explicou o técnico.
Sobre os animais
As capivaras são mamíferas roedores e a espécie é considerada o maior roedor do mundo. Possuem hábitos semiaquáticos e costumam viver em áreas úmidas, como a APP do bairro Suzana. A alimentação é baseada principalmente em gramíneas, plantas ciliares e vegetação aquática.
Apesar de apresentarem comportamento aparentemente dócil e estarem adaptadas à convivência em ambientes urbanos, a orientação dos órgãos ambientais é que a população evite qualquer aproximação, a fim de prevenir acidentes provocados por reações instintivas dos animais.











