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InícioExclusivo AssinantesUm ano de tristeza e desolação

Um ano de tristeza e desolação

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Incrivelmente, esta edição marca o aniversário da pandemia. Naquele 20 de março de 2020, publicamos a edição comemorativa aos 17 anos do JI, dia em que tudo passou a fechar no RS e no Brasil. Lembro onde eu estava quando recebi a informação de que a rede Laghetto Hotéis anunciou o fechamento até 30 de abril, 45 dias. Pensei: Meu Deus! O que fizeram? Era para ser 15 dias! Ontem, dei uma olhadela na minha coluna daquela edição e um filme passou pela minha cabeça. Já travamos como uma “guerra” lá mesmo no início, mas com certeza nem o mais pessimista ser humano poderia imaginar que chegaríamos a completar um ano, sem ter nem mesmo entendido a doença.

Tomar ou não os remédios do Bolsonaro

Primeiramente, a decisão de tomar os medicamentos que aumentam a imunidade do organismo contra a Covid-19 e, obviamente, contra qualquer outra doença é livre. No Brasil, é livre. Portanto se você não quer, não é obrigado. Agora, não permitir que outra pessoa que quer tomar tenha acesso é, no mínimo, falta de respeito e amor ao próximo. E, antes que eu esqueça, não é remédio do Bolsonaro. O que houve, apenas, é que o presidente da República desde cedo fala destes remedinhos que na pior das hipóteses não causam efeito, mas jamais causam dano irreparável se tomados na medida certa.

Mata as bichas

Estranho é ser a favor do aborto e contra os remedinhos preventivos da Covid. Ao exemplo da Ivermectina, que na pior das hipóteses serviu para matar as bichas. Logo, se as bichas pudessem escolher, diriam para nós não tomar.

Vacinação

Quem ouve nossos jornalistas da grande imprensa desesperar-se achando que o Brasil está ficando para trás. Na verdade, não. Estamos em nível bem semelhante ao mundo todo. Raras são as exceções de países que estão conseguindo vacinar em massa até o momento. Mesmo países bem mais desenvolvidos estão engatinhando, ainda nas primeiras fases dos prioritários. A média mundial de vacinados é de 5% e o Brasil está em 5,6% da população imunizada. Nossos vizinhos estão em nível conosco, a maioria até abaixo. A Europa está na média de 10% e os EUA, responsável por 22,8% de tudo o que é produzido no planeta, sim, já alcança os 33%. Infelizmente, há muitos que ainda sequer iniciaram. Quanto a nós, a expectativa é que sigamos atingindo percentual cada vez maior dos prioritários, chegando ao 60 anos até fim de abril. De maio em diante, a Fio Cruz promete fabricar um milhão de dozes por dia.
No quadro, alguns países que selecionei para uma comparação. É o país e o número de pessoas vacinadas para cada 100 habitantes.

Pulverizar com avião

Canela virou destaque mundial com a sugestão do vereador Alberi Dias, de pulverizar com álcool a cidade toda. Na verdade, todos brincamos com a situação, que reflete apenas, e de forma bem clara, o momento que vivemos: de loucura, dúvida, medo, tensão, de total desespero. Onde cada um tem a solução e não admite de jeito nenhum olhar para o lado e ver o que o outro pensa, como está se sentindo. Basta ver a gritaria sobre tomar ou não os medicamentos preventivos.

Por culpa do Bolsonaro, soltaram o Lula

“Diante do que tem sido visto como um recuo no combate à corrupção no Brasil, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) tomou uma decisão inédita: criar um grupo permanente de monitoramento sobre o assunto no Brasil”, dizia notícia de ontem. O mundo está “preocupado” com o fim da Lava Jato, que se deu lá atrás quando derrubaram, no STF, a prisão para condenados em segunda instância. De lá para cá, foi uma derrocada e além do Lula livre, muitos outros, por justiça todos, condenados daquela operação serão e estão sendo liberados. Daqui a pouco, até o dinheiro que entregaram lhes será devolvido e ainda teremos de indenizá-los por constrangê-los e importuná-los.

Uber vai pagar férias

A empresa mundial de transporte por aplicativo está se organizando e vai pagar um salário mínimo mensal, férias e décimo terceiro, além de recolher INSS, direitos trabalhistas, aos seus motoristas. As notícias ainda são primárias, mas é certo que mudanças significativas no comportamento deste mercado estão à vista. Por ora, valem só na Inglaterra, mas… Aguardemos!

Essencial

Compartilho da máxima de que, se gera o meu sustento, é essencial. E, trabalhar também é opcional, livre, para quem quer. O incrível é ver tanta gente reclamando de quem quer trabalhar. Como dizem, quem está com a geladeira cheia não consegue pensar no próximo. De todo o modo, a Assembleia Legislativa do Estado, os deputados estaduais aprovaram na terça passada projeto de lei tornando as academias e as escolas do infantil e fundamental (até a nona série) como atividade essencial. Se o Governador sancionar, será lei.

Bandeira flexibilizada

O que está se anunciando previamente é que a bandeira preta será renovada hoje com a devolução aos municípios da possibilidade de flexibilidade através do artifício, ou gatilho, chamado cogestão.

Privatização

Ontem, o Governador Leite anunciou a intenção de privatizar a Companhia Riograndense de Saneamento. Logo aí será a vez das estradas da região hoje administradas pela estatal EGR. Lei para isso já foi aprovada pelos deputados estaduais, semana passada. Um contrato destes é de 30 anos e como já sabemos, por experiência própria do tempo da Brita, dali em diante será feito apenas e tão somente o que consta neste documento. E, prever investimentos por 30 anos é algo desafiador, certamente, em tempos de tanta mutação. Em que pese algumas dificuldades atuais, é preciso lembrar que quando a Brita entregou as estradas em 2013, o valor cobrado já era de quase R$ 12. Quando a EGR assumiu, baixou para os R$ 7.90, mantidos até hoje. Além disso, na época da Brita, a cada poucos dias era uma discussão para saber a quem pertencia a responsabilidade de tal obra de manutenção, sempre a empresa privada querendo se esquivar do custo. A RS-239 (Riozinho a Novo Hamburgo, cruzando por Taquara e Parobé) é um bom exemplo de empresa pública comunitária.

Outdoor

Bem perto da divisa de Canela e Gramado, a 100 metros do pórtico, há um outdoor no canteiro central da rodovia. Chama muito atenção sua legalidade. Tá um burburinho só! Ontem, liguei para o proprietário do empreendimento, Felipe Rothmann, para saber como e se pode. Ele disse que está regular e que inclusive vai colocar outras mais entre os dois municípios. Em edição futura e pelas plataformas digitais, retomaremos o assunto, quando inclusive o convidaremos para explicar os trâmites da legalização da referida “placa de publicidade”.

Ao final, seremos melhores

Dito há um ano: quando a pandemia passar, seremos seres humanos melhores. Como ainda não melhoramos em absolutamente nada, ou até pioramos, ainda devemos estar longe do final disto tudo.

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