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InícioExclusivo Assinantes“Na minha carreira, eu nunca tinha passado por isso”, diz músico

“Na minha carreira, eu nunca tinha passado por isso”, diz músico

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GRAMADO/CANELA – A classe musical está novamente proibida de trabalhar. A Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne), emitiu no sábado (5), um Plano de Ação Regional que prevê cinco ações de combate à pandemia. Entre as ações apresentadas está a que veda a música ao vivo em estabelecimentos fechados ou abertos. Gramado e Canela, que aderiram ao plano, tinham autorizado os músicos a se apresentarem novamente em maio.

A reportagem do Jornal Integração conversou com o músico Nolasco Espindola quecontou que os artistas foram pegos de surpresa pela ordem e lamentou a falta de respeito dos governantes com a categoria. “Estávamos tocando, no sábado (5), quando recebemos a notícia, eu e meus colegas estávamos trabalhando, por volta das 12h, e do nada se espalhou nas redes sociais que a música tinha que parar de uma hora para a outra. A notícia chegou aos ouvidos dos empresários e gerentes. Aquilo deu um alvoroço. Naturalmente eles, assustados, pediram para parar imediatamente. Aquilo foi uma falta de respeito, não dos empresários e nem da gerência, mas sim dos governantes. Descaso total. Quando eu parei de tocar, anunciei no microfone, e disse que o governo nos proibiu novamente de tocar. Os clientes ficaram de pé e aplaudiram em forma de carinho. Na minha carreira eu nunca tinha passado por isso”, expressou o artista.

Em coro, musicistas se manifestaram contra a determinação em um protesto na Rua Coberta, no domingo (6). De acordo com Espindola, a manifestação, que foi transmitida por alguns músicos por meio das redes sociais, foi organizada rapidamente e reuniu cerca de 60 artistas. “Foi questão de menos de 24h, nos comunicamos e fomos. Fizemos sem programar nada. Quem pode ir, foi, quem não pôde, tranquilo, ajudou de outra forma, compartilhando o vídeo. Tentamos nos ajudar de qualquer forma”, relatou

Cansaço e Hipocrisia

O canelense Mateus Vieira também conversou com o JI. Ele destacou o sentimento de cansaço vivido pela classe artística. “Estamos cansados, ficamos quatro meses parados, voltamos, trabalhamos 20 dias e acontece isto de novo. É sentimento de cansaço. Fechar pracinha e trancar o músico? Isto não é propagação de vírus. A gente pode contar com todos e ao mesmo tempo com ninguém. Nenhuma pessoa pode fazer nada por nós”, declarou ele.

Nolasco opina que os governantes deveriam ter se oposto à decisão, deixando que os músicos, no mínimo, pudessem terminar o dia de trabalho, citando a hipocrisia por conta de Gramado estar lotada. “Falta de respeito da governança do Estado e do município também. Eles podiam ter batido no peito e pensar: calma aí, vamos deixar eles terminarem o dia de trabalho. Falta de respeito e hipocrisia da parte deles, porque a cidade estava atopetada de gente, e o que eles falaram sobre a questão da música? Que estava causando aglomerações nos restaurantes, sendo que as casas estavam com limites de cadeiras e mesas para atender. Aglomerações iam ter na cidade inteira, entendemos que eles estão pegando o mais fraco,  a classe que trabalha por conta que não tem ‘ninguém’ defendendo isto, então pensam: vamos parar os músicos, para dizer que estamos fazendo alguma coisa. É o que está todo mundo falando na área da música”, ponderou.

Texto: Leonardo Santos – [email protected]

Prefeituras de Gramado e Canela solicitam que Amesne libere música ao vivo

A Prefeitura de Gramado, por meio do secretário da Cultura, Ricardo Bertolucci Reginato e coordenador do Gabinete de Crise, Ubiratã Luiz Alves de Oliveira, encaminhou documento oficial para a Associação dos Municípios da Encosta da Serra (Amesne), posicionando-se contrária a decisão de proibir a música ao vivo em estabelecimentos comerciais durante a vigência do plano de ação imposto pela associação.

No texto, elaborado pela procuradoria-geral do município, os membros do Executivo destacam que a atividade musical em restaurantes e hotéis em horário restrito, não pode ser confundida com bailes ou ambientes festivos. “Há centenas de pessoas que vivem da música na nossa região. Entendemos que é possível olharmos essa questão com bastante atenção e carinho para chegar a uma solução. É essa sensibilidade que tenho certeza que a Amesne terá para lidar com o tema”, avalia o prefeito Nestor Tissot.

Além disso, o município propôs protocolos específicos para a liberação da atividade musical nos estabelecimentos, condicionando sua execução ao horário máximo das 23h59 e volume controlado de modo a não interferir no volume da conversa ambiente.

O documento será apresentado pelo coordenador do Gabinete de Crise, o qual representa o município na Amesne Ubiratã Luiz Alves de Oliveira, em reunião ainda nessa sexta-feira (11), e o tema deve receber um parecer final no mesmo dia.

Canela

A Prefeitura de Canela encaminhou ofício para a Amesne e beneficiará também restaurantes, bares e similares em ambientes fechados.
O prefeito em exercício de Canela Gilberto Cezar encaminhou no final da tarde desta sexta-feira (11), ofício ao presidente da Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste(Amesne), Fabiano Feltrin, também prefeito de Farroupilha, solicitando a liberação da atividade dos músicos em restaurantes, bares e similares, ambientes fechados, no Município de Canela, e na região, observadas as regras de higiene e segurança pelos estabelecimentos, especialmente com o uso de máscara e aplicação e disponibilização de álcool em gel e o espaçamento entre os presentes diante das observância das regras de distanciamento.
Gilberto Cezar destaca que com a reabertura dos restaurantes na região, e especialmente em Canela, os músicos puderam retomar suas atividades remuneradas, assim realizando suas “pequenas” apresentações em estabelecimentos da cidade, proporcionando a geração de renda e manutenção de suas famílias.

Texto: Leonardo Santos[email protected]

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