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InícioColunistasDireto da RedaçãoManifestação da Amserra

Manifestação da Amserra

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Dois protestos chamaram a atenção no final de semana passado. Em Canela, no sábado, alguns estabelecimentos abriram, a fiscalização atuou e foi afugentada por um grupo de pessoas que atua no setor gastronômico.

Já no domingo, um grupo de manifestantes de Nova Petrópolis ganhou expressiva repercussão ao isolar/lacrar o acesso à Prefeitura e à Câmara de Vereadores com fitas e um cartaz escrito “serviço não essencial”. A iniciativa partiu de empresários para mostrar a indignação com as regras impostas pelo Governo do Estado. “Este não é um ato político contra o prefeito, mas contra o poder público estadual”, explicou um dos organizadores.

Ambos os acontecimentos levaram a Associação dos Municípios de Turismo da Serra (Amserra) a emitir uma nota que esta coluna considera, no mínimo, infeliz. Não dá mais. A gente precisa trabalhar. Estou me esforçando para acreditar que a tal nota tenha sido escrita para causar uma boa impressão ao Poder Judiciário. Não posso acreditar em repúdio, mas se foi, bueno, melhor fugirmos para os montes…

Recebendo em dia

O salário do governador Eduardo Leite é R$ 25.300,00. No Rio Grande do Sul, juízes e promotores possuem vencimentos mensais de R$ 25.850,00. Estes valores correspondem ao salário base inicial,sem descontos,conforme Portal da Transparência. Um fiscal em Canela inicia com vencimentos na casa dos R$ 2.800,00.

O governador emite o decreto, a justiça faz o decreto ser cumprido. Tudo de dentro de gabinetes. Quem tem que fazer acontecer indo presencialmente olhar no olho do pagador de impostos é o que menos ganha. Se o fiscal se sentir inseguro, ela aciona a Brigada Militar, cujo policial, no início da carreira, ganha um pouco mais que o fiscal.

Bueno, o que quero expressar com essas linhas é que todo esse sistema está recebendo rigorosamente em dia, sendo custeado e bancado pela iniciativa privada com o pagamento de impostos, e grande parte da cadeia produtiva está impedida de produzir.

Covid: Casos ativos

O número de pessoas com Covid (casos positivos/ativos) teve expressiva queda ao longo do mês de março. Uns dizem que é reflexo dos protocolos de bandeira preta, outros acreditam que essa queda naturalmente começaria duas semanas após o carnaval, quando houve exagero em aglomerações e a disseminação acelerada do vírus.

De qualquer forma, entre os dias 22 e 28 de fevereiro (1ª semana de bandeira preta), 449 casos positivos foram confirmados em Canela. De 22 a 28 de março (5ª semana de bandeira preta), foram confirmados 83 casos positivos, uma queda de 441%.

Covid: cresce número de mortes

Por outro lado, o número de internações e mortes em decorrência do vírus registraram os piores índices em março. Canela está em bandeira preta há 40 dias e o vírus continua lotando a UTI e entristecendo famílias que sequer podem velar seus entes.

Só no mês de março, 62 canelenses morreram em decorrência da Covid-19. Em fevereiro, foram 34 pessoas Em janeiro, 6. E em todo o ano passado, 39. No total, já perdemos 141 pessoas para o vírus.

UTI é importante sim, governador

Recentemente, em entrevista para uma emissora de TV, o governador Eduardo Leite (PSDB) disse o seguinte: “Leito de UTI não é solução pra Covid. 60% das pessoas que vão para os leitos e UTI morrem. Mesmo que tivéssemos capacidade infinita, 60% dos pacientes morreriam mesmo assim”.

Essa afirmação do governador levou esta coluna a buscar saber como é a situação em Canela. Nesta semana, em coletiva de imprensa virtual, o prefeito Constantino Orsolin trouxe os números relativos à UTI Covid do HCC. Vejamos: de agosto a fevereiro, a equipe da UTI cuidou de 173 pacientes, 148 se recuperaram e 32 morreram. Isso representa 18,5%. Todas as vidas importam.

Se não fosse a UTI…

Canela começou com cinco leitos, aumentou para 10 e está em busca de regulamentar mais cinco leitos de UTI Covid no HCC. Sem estes leitos, todos os pacientes que tiveram sintomas mais graves teriam que depender de outros hospitais. Já pensou?

“Se não tivéssemos a UTI, todos esses pacientes que atendemos aqui iriam para outras cidades. E observem que hoje não tem mais leito livre nos hospitais”, comentou Orsolin, defendendo a importância dos leitos de UTI para Canela.

Questionado sobre o que disse o governador (60% dos pacientes morrem), o prefeito comentou: “O Estado não investiu praticamente um real em leitos de UTI, então não se esperava que dissesse outra coisa”.

R$ 5 milhões em asfalto

O Projeto 15/2021, que autoriza a Prefeitura de Canela a contratar operação de crédito com a Caixa Econômica Federal na ordem de R$ 5 milhões, foi aprovado pela Câmara de Vereadores por 9×1 com voto contrário de Jerônimo Terra Rolim (PDT). Com a aprovação, a Prefeitura poderá buscar financiamento junto à Caixa para asfaltar ruas nos bairros Chacrão,Maredial, Miná e Irmã. O prazo de carência para começar a quitar o empréstimo é de 24 meses.

Comissão de Ética

A mudança de nome da Estrada do Banhado Grande para Constante Félix Orsolin, que é pai do prefeito Constantino Orsolin, continua repercutindo na Câmara e acirrou os ânimos dos edis, especialmente entre os vereadores Jerônimo Terra Rolim (PSDB) e Leandro Gralha (MDB). O projeto foi aprovado por 7×3 na semana passada. Nesta semana, Rolim fez uma Indicação sugerindo que o prefeito vetasse o projeto. A Indicação foi rejeitada por 7×3. O assunto foi para a Tribuna e houve troca de farpas e Gralha pediu para a Mesa Diretora criar uma Comissão de Ética.

Rolim, que votou contrário, explicou o trâmite do projeto e prometeu levar o assunto ao Ministério Públicoconsiderando que a homenagem afronta o princípio constitucional da impessoalidade administrativa.

“Não são legisladores”

Chateado com a rejeição de sua Indicação, Rolim também criticou com mais veemência a atuação de alguns colegas vereadores. “A Câmara rejeitou minha indicação e vive aprovando indicações impossíveis. Eu queria muito também votar contra as Indicações de alguns colegas, debater, e até aprová-las, mas eles nunca apresentam nenhuma Indicação. São vereadores que não prestam para o Legislativo, não são legisladores, passam anos só recebendo o valorzinho e falando bobagens no microfone e não apresentam nenhum projeto de lei […] são vereadores que estão aqui claramente a mando do prefeito do MDB para causar ódio e discórdia”, alfinetou.

No final da sessão, Roberto Danany se manifestou: “Senhor presidente, vou fazer um requerimento para saber quem é o vereador que não trabalha, quem é o vereador que só recebe o salário. Eu não sei quem é. Eu acho que é de interesse a sociedade saber quem é esse vereador”.

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