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Handbike: uma opção esportiva e social em meio à pandemia

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REGIÃO –O handbike é uma opção para pessoas com deficiência física ou com alguma dificuldade de locomoção e que buscam uma atividade esportiva. Inserida na modalidade do paraciclismo, é uma espécie de triciclo pedalado com as mãos. Jonas Ludwing, vice-presidente da Associação Canelense de Pessoas com Deficiência (ACPDF), é um dos precursores da modalidade aqui na região junto com Guilherme Rocha da Silva.

Na região, desde 2019, existe o projetoImprovisar, adaptar e superar no esporte, que ainda está em fase de implantação. Jonas esteve na rádio Integração Digital e explicou como é a modalidade e o modelo do equipamento, assim como o ingresso de pessoas que não possuem dificuldades de locomoção podem praticar o esporte.

Em 2020 houve a aprovação para o projeto receber auxílio financeiro do Governo do Estado pelo Programa Pró-Esporte, sendo o primeiro aprovado para esta modalidade no Rio Grande do Sul. Com a chegada da pandemia, a ampliação ficou prejudicada, mas aos poucos vai ganhando adeptos.

“O handbike pode ser praticado por todas as pessoas. Inclusive amigos já testaram em trechos pequenos e se surpreenderam, sentiram dificuldades em relação a uma bicicleta. Quanto ao equipamento, é uma bike fabricada para pessoas que não tem movimento nas pernas, exigindo muito dos membros superiores para pedalar”, descreveu.

A aprovação do projeto no final de 2019 auxiliou o grupo a buscar adeptos e adquirir novas bikes. Ano passado, anterior ao início da pandemia, uma atividade com atletas e de divulgação da modalidade foi realizada.

“Adquirimos dois equipamentos e desenvolvemos atividades no Parque do Lago em Canela e, além de apresentar a modalidade, ressaltamos também a importância da atividade física”, disse.

Equipamentos e atividade física

Com a chegada da pandemia, os adeptos da modalidade não puderam se reunir. No entanto, Jonas revela que os atletas seguem praticando, de forma individual,a fim de manter em evidência a modalidade, fazer atividade física e dar continuidade ao projeto.

“Algumas atividades continuamos realizando em horários com pouca movimentação ou sozinho. Com o atual momento que estamos vivenciando, praticar o esporte é essencial e ainda mais a bike que é somente você ali, então são momentos de reflexão e deste contato direto com a natureza. O objetivo do projeto agora é trabalhar para dar continuidade e ampliar o conhecimento para outras pessoas. Evidente que neste momento de pandemia é mais complicado, mas o esporte, seja qual for, com os cuidados necessários, só traz benefícios”, comentou.

A maior parte dos equipamentos é fabricada em São Paulo. Segundo Jonas, a mais simples custa cerca de R$ 4 mil, mas pode ser adaptada em uma bike, como a que possui, sendo elaborada pela empresa BuxaBikes.

Jonas, que é cadeirante, ressaltou a importância das pessoas com deficiência física se manterem em atividade física, mesmo com as limitações existentes, e incentiva a todos de alguma forma procurar se exercitar.

“O ser humano pode fazer o que quiser. Depende dele. Evidente que hoje mudou bastante. Tempos atrás, tinha vergonha de sair de casa. Atualmente, está buscando seu espaço no esporte, no mercado de trabalho, na convivência social. E depende de nós. A atividade física é para todos, mas principalmente para quem tem alguma limitação”, finalizou.

COMPETIÇÕES – No velódromo, as bicicletas não têm marchas e a competição acontece em uma pista oval que varia entre 250 e 325 metros de extensão. Na estrada, os ciclistas de cada categoria largam ao mesmo tempo. As competições são as mais longas da modalidade, com até 120 km de percurso.

Foto: Saulo Cruz/Divulgação

As disputas contra-relógio exigem mais velocidade que resistência. Os atletas largam de um em um minuto, pedalando contra o tempo. Nesta prova, a posição dos ciclistas na pista não diz, necessariamente, a colocação real em que se encontram, pois tudo depende do tempo. No Brasil, a modalidade é organizada pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), sendo também um esporte paralímpico.O país onde é mais praticado é o Estados Unidos.

Texto e foto: Tiago Manique ([email protected])

Confira abaixo a entrevista

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