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Cortamos na carne

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É difícil não tocar neste assunto. Nessa semana completamos um ano desde a primeira morte por Coronavírus no Rio Grande do Sul (10/3). Lamentamos tudo que o vírus está causando, as mortes dos nossos amigos e as demissões. Este um ano de pandemia provocou muitas perdas. Estamos hipnotizados no vírus, sem perceber os efeitos colaterais devastadores.

Em um ano percebermos que quem precisou de fato cortar na carne para tentar impedir a circulação do vírus foram as empresas e os trabalhadores. Fechar o comércio e frear a atividade econômica provocou uma avalanche de desemprego e fechou muitas empresas, e não brecou a proliferação do vírus.

E ali naquele navio grande e confortável estãoos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário que mantiveram seus vencimentos em dia e nos forçam viver à mingua. Há um ano chegou-se a cogitar um corte na carne das autoridades, mas nenhuma proposta avançou no Congresso Federal. Havia proposições como remanejar recursos do Fundo Eleitoral para o SUS, corte de salários de deputados federais e senadores, diminuir salários dos servidores do Congresso, permitir que partidos doassem recursos do Fundo Partidário. Mas nada disso sequer foi à votação. E nem irá.

Em barcos diferentes

Outro dia li um texto que define bem a lutaque estamos enfrentando. Estamos na mesma tempestade, mas em barcos diferentes. É fato que o vírus não faz distinção de classe social, credo, cor da pele ou time do coração. Uns estão em navios ou iates e conseguem enfrentar a tempestade sem nenhum percalço, entretanto maioria das pessoas está em canoas, algumas até já afundaram…

Efeitos colaterais

A Secretaria Especial da Previdência e Trabalho confirmou que em 2020, foram concedidos mais de 576 mil auxílios-saúde e aposentadoria por invalidez devido a transtornos mentais e comportamentais. Isso significa 26% a mais do que o ano anterior e um recorde na série história do benefício.

Não é de hoje que se fala que as medidas para tentar frear o avanço da Covid provocará efeitos colaterais sérios, graves e duradouros. A Organização Mundial da Saúde, por exemplo, projeta que a depressão e a ansiedade serão as primeiras causas de perda de capacidade de trabalho nos próximos 10 anos em todo o mundo.

E a vacina?

Outro dia ouvi a seguinte frase: “querem abrir o comércio, vacinem o povo”. Discordo plenamente. A vacina vai demorar para alcançar toda a população e sabíamos disso desde o início. Primeiro que precisava inventar um imunizante, segundo que é impossível disponibilizar 7,8 bilhões de vacinas do dia para a noite.E a economia não suporta mais esperar. O colapso na saúde não é culpa do comércio e do trabalho.

Mesmo para aqueles que só possuem dois neurônios não preciso explicar que quem banca o sistema de saúde é a atividade econômica por meio dos impostos, ou preciso?

Plano de recuperação

Os protocolos do bandeiramento do governador Eduardo Leite precisam ser revistos com urgência. O atual formato penaliza severamente o comércio e cidades como Canela e Gramado, que dependem muito desta atividade, sofrem ainda mais. Nestes 20 dias de bandeira preta vimos que o fechamento não desacelerou os índices de contaminação.

Esse cabo de guerra entre economia e saúde precisa ser rompido. Sem economia não há saúde, é impossível. Quarta-feira conversei com o secretário da Fazenda de Canela, Luciano Melo, e essa frase me chamou muito a atenção: “A saúde depende da economia, agora mais do que nunca, e a economia está sendo extremamente afetada. Vai chegar o momento que não vai mais ter recurso”.

Ele também comentou que a situação econômica preocupa cada vez mais. “Muitas lojas já fecharam. Então pra não ter uma quebradeira geral teremos que formalizar um plano de recuperação econômica”, comentou. Sobre os protocolos do governo estadual, Luciano opina que “as definições das bandeiras atingem setores que não têm culpa pelo colapso na saúde”.

Concordo contigo, vereador!

Ainda com relação a pandemia, faço eco ao que disseram dois vereadores na sessão legislativa de segunda-feira (8). Felipe Caputo (PSDB) e Alberi Dias (MDB). A coluna concorda com o que ambos disseram.

“A gente tem que pensar que a saúde não é só a ausência de doença, conceitualmente, a saúde é o completo bem estar físico, mental e social. Portanto, a questão social também é uma questão de saúde. Isolar as pessoas não significa que estarão seguras, pelo contrário, metade das pessoas que buscam atendimento contraíram o vírus em casa”, disse Caputo.

“O comerciante não espalha o vírus. Nós precisamos trabalhar. Tem muita gente desempregada, os empresários estão desesperados porque os impostos vão chegar, e vai ter dinheiro para pagar os impostos e a folha de pagamento?Parece que têm prazer em deixar as pessoas desempregadas. E essas vacinas, claro que tem que vacinar os idosos, mas deviam ter começado pelos trabalhadores”, pronunciou Alberi.

Repasse para o hospital

Na semana passada, a Câmara de Vereadores de Canela promoveu um repasse financeiro de R$ 170 mil para custear despesas do HCC. Na foto que publicizou o repasse estão o presidente da Câmara, Alberi Dias (MDB), e o interventor do HCC, Vilmar Santos.

Na sessão desta semana, o vereador JoneWulff (PDT) sugeriu que quando a Câmara essas destinações financeiras para a Prefeitura que se utilize uma foto onde todos os vereadores apareçam, já que todos os 11 edisautorizaram. A ponderação de Jone é legítima sob o ponto de vista institucional.

Na opinião deste colunista, a publicidade deste repasse é um ato meramente político. Explico: A Prefeitura precisa reservar uma porcentagem do orçamento municipal para as despesas do Poder Legislativo. É Lei e precisa ser cumprida. Para este ano, a previsão orçamentária reservada para a Câmara (conforme a LOA aprovada em dezembro) é R$ 4,2 milhões.

A Câmara dificilmente utiliza todo o recurso que tem direito e vai aplicando as sobras de cada mês para devolver ao Executivo no final do ano. E por conta da crise econômica e de saúde que está posta, os repasses vêm sendo antecipados. Esse valor de R$ 170 mil corresponde às sobras de janeiro e fevereiro. Ou seja, estamos falando de dinheiro público gerado pelo pagamento de impostos.

Bem lembrado

O vereador Alfredo Schaffer (PSDB) fez referência à Lei da Publicidade de Canela, que possui pontos que ainda não estão sendo cumpridos. Ali perto do antigo Continental temos um exemplo claro de pessoas que ficam na calçada e até dentro da rodovia chamando clientes, o que é proibido pela lei. E não é só isso. “Tem placa por aí que é maior que a fachada da loja. Existe uma lei e ela precisa ser fiscalizada”, disse o parlamentar. Bem lembrado, vereador!

18 anos

Estamos contentes com a celebração dos 18 anos de atividades do Jornal Integração, completados no dia 6 de março. O momento nos impede de festejar a data, mais ainda, nos põe em oração por dias melhores. De qualquer forma, esses 18 anos de circulação incentiva um olhar para o passado. Logo após as comemorações do primeiro aniversário do JI, em 2004, iniciei minha trajetória na equipe de reportagem.

Na época eu trabalhava na Rádio Excelsior e encontrei o Cláudio em um evento político em Gramado. Foi quando pedi se haveria espaço na equipe. O Integração estava produzindo sua 67ª edição quando comecei (hoje estamos circulando a edição 1.648).

O jornalismo me proporcionou contar muitas histórias e conhecer muitas pessoas. Convivi com colegas que viraram bons amigos e aprendi muito sobre a vida e sobre a profissão. A barba cresceu, ficou um pouco grisalha, e continuamos aqui conhecendo pessoas e aprendendo. Vida longa ao JI.

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