Você atingiu a métrica limite de leitura de artigos

Identifique-se para ganhar mais 1 artigos por mês!

Já sou assinante!

InícioExclusivo Assinantes"A flexibilização do governo do estado é insuficiente para o nosso setor",...

“A flexibilização do governo do estado é insuficiente para o nosso setor”, lamenta Eduardo Kny

Tempo de leitura: < 1 minuto

CANELA/GRAMADO – Os empresários do setor gastronômico continuam insatisfeitos com o governo do Estado. Os proprietários entrevistados pelo Jornal Integração destacam a insuficiência nas flexibilizações divulgadas pelo governador Eduardo Leite (PSDB) sexta-feira (9).

Conforme anunciado pelo governador, nos dias úteis o trade gastronômico poderá atender presencialmente até às 23h, com entrada de clientes somente até às 22h. Nos finais de semana os horários continuam restritos, com os locais podendo receber pessoas até às 16h, com entrada até às 15h. O pague e leve poderá funcionar até as 20h, após isso está liberado somente o delivery.

“Chegamos em um momento extremamente critico para a economia e, em especial, o turismo. Ainda estamos tentando superar os prejuízos e o “rombo” deixados em 2020. A flexibilização atual do estado é insuficiente para o nosso setor.
Com esse modelo acredito que negócios possam sucumbir. O fato é que temos desemprego e as empresas não podem mais suportar o custo desse modelo de gestão. Aliado a isso temos um mercado muito volátil economicamente, os custos operacionais sufocam a empresa, como é o caso de contratos de alugueis em sua maior parte corrigidos pelo IGPM, índice que teve alta de 31% nos últimos meses.
Acreditamos que a vacinação bem organizada da população possa trazer a confiança necessária para governos, empresas e consumidores. Espero não ser tarde demais”, lamentou o empresário e sócio da pizzaria Hector, Eduardo Kny.

O presidente da Abrasel Hortênsias (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) e empresário, Felipe Andreis, opinou sobre a decisão do governador de flexibilizar os horários durante os dias úteis, mas manter as restrições durante os finais de semana. “Não foi algo satisfatório, não resolve o problema financeiro de ninguém, mas já foi bom poder reabrir. A gente ainda segue na luta pelos outros pleitos, temos que abrir os parques, poder abrir os restaurantes à noite sábados e domingos. Se a gente consegue isto, teremos um fluxo consistente de turistas. É aos poucos”, frisou. “Não acho que deu um movimento significativo neste final de semana, acho que foi um ‘movimentinho’, deu pra trabalhar um pouco. Não foi excelente pra ninguém, com certeza, mas aos poucos as coisas vão voltando ao normal. Seguimos na expectativa para que, nesta semana, tenha uma liberação um pouco maior, principalmente, em relação aos parques e abertura dos restaurantes à noite nos sábados e domingos. Talvez, estes dois sejam os maiores objetivos atuais”, acrescentou Andreis.

Beto Tomasini, empresário do setor gastronômico, voltou a reforçar que o turismo não é o responsável pela disseminação do vírus e classificou a decisão de manter os restaurantes fechados à noite nos finais de semana como prejudicial.”Principalmente os restaurantes que trabalham no período noturno, pizzarias em geral, não abriram durante o dia (no sábado e no domingo), o trabalho deles é a noite, junto as casas de fondue. Então é prejudicial, não vem a satisfazer o setor que tenta trabalhar. A movimentação turística demorará cerca de um mês para voltar ao que era. Nós vamos avaliar, durante esta semana que podemos trabalhar à noite, como vai ser o retorno”, disse.

SETOR HOTELEIRO – “Muito baixo”. Assim rotulou o presidente do Sindtur (Sindicato da Hotelaria, Restaurantes, Bares, Parques, Museus e Similares da Região das Hortênsias), Mauro Salles, o movimento dos hotéis da região no sábado (10) e no domingo (11). Salles justificou a frase dizendo que o setor hoteleiro está sob baixa procura neste momento, mas projeta que a partir de maio, dependendo do clima e do ritmo de vacinação, os turistas começarão a visitar novamente a região. “Já teve um movimento e deu para o pessoal criar uma certa confiança, mas muito baixo ainda. Não fizemos pesquisa, mas a ocupação deve ter girado em torno de 20% à 30%. O turista ainda está muito indeciso sobre sair e receoso sobre gastar, em questão da pandemia”, afirmou.

Texto: Leonardo Santos – [email protected]

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

error: Conteúdo protegido