OS PEDIDOS AUMENTAM

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Com mais de um mês do comércio praticamente parado e a nossa principal economia cada vez mais escassa, o pedido de cestas básicas por famílias carentes aumentou assustadoramente. Não foram pedidos apenas nas Secretarias de Assistência das Prefeituras. Pelas redes sociais e para os veículos de comunicação a cada dia aumentam os pedidos de ajuda. Nós aqui do Jornal Integração também fomos procurados, lógico que, em primeiro momento, auxiliamos as pessoas a irem atrás de consultar os órgãos públicos e depois vemos o que podemos fazer para ajudar, pois sabemos que muita gente está com muitas dificuldades, assim como nós mesmos que, por muitas vezes, não sabemos aonde correr.

POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO

A derrubada da suspenção de cogestão proposta aos municípios pela Procuradoria do Estado (PGE) não foi uma vitória do governo estadual, mas sim do povo que começou a se movimentar ainda na noite da quinta-feira (18) para fazer suas manifestações pacíficas, tanto empresários quanto funcionários que não tem mais de onde tirar dinheiro para sobreviver. É como diz este velho ditado: “povo unido jamais será vencido”.

MANIFESTAÇÃO

Foi fantástica a manifestação realizada pelo setor turístico que aconteceu na terça-feira (23) entre as duas cidades. Fiquei impressionado pelo número de participantes e pela rapidez como tudo aconteceu. Como sabemos, as notícias chegam muito rápido pelas plataformas digitais e, desta vez, não foi diferente. Também acredito ter nos mostrado outra visão sobre a questão turística, pois sempre falamos em 80 a 85% de economia voltada ao setor, mas nunca nos damos conta de quantas pessoas se empregam no setor. Na realidade, o número é bem maior do que imaginamos.

LIDERANÇA

É nestas horas que vemos quem são as lideranças de verdade. Quero dizer com isso que o prefeito de Gramado, Nestor Tissot, e o vice, Luia Barbacovi (Progressistas), não mediram esforços para colocar as “mangas de fora” e se manifestarem para auxiliar os empresários e a sua comunidade. Trabalharam até no domingo pela manhã, deixando suas famílias de lado por algumas horas, para anunciar quais atitudes tomariam. Tão logo, na segunda-feira (22), estavam na porta do Palácio Piratini, levando reinvindicações e tentando falar com o governador,Eduardo Leite, que não os atendeu, pois segundo ele tinha outra agenda para debater a privatização da Corsan e questões ligadas à pandemia. Mas não ficou por menos. “Enquadraram” o chefe da Casa Civil, Artur Lemos Júnior, e entregaram uma carta aberta implorando serem ouvidos. Aliás, ser ouvido pelo governador é o que o prefeito Nestor vem pedindo deste que assumiu o mandato.

AINDA SOBRE LIDERANÇA

Nestor e Luia estiveram presentes na manifestação. Também lá estava o vice-prefeito de Canela, Gilberto Cézar, além de alguns secretários e vereadores das duas cidades. Causou uma certa indignação, por parte de muitos, a ausência do prefeito Constantino Orsolin,que, segundo o próprio, diz não ter participado de atos públicos por ser do grupo de risco. Não quero dizer que estava mal representado, até porque o seu vice é um fenômeno nas redes sociais e tem bom diálogo, embora muitos tenham achado que Cézar estava desconfortável quando usou o microfone. Até entendo a ausência do prefeito Orsolin, mas poderia pelo menos ter passado pelo local e feito um sinal de positivo para o pessoal, assim como fazia com os dois dedos polegares durante a campanha eleitoral. A maioria o elegeu como líder, então uma liderança tem que estar ao lado da maioria.

FIQUE EM CASA

Como não poderia ser diferente, durante as nossas transmissões, alguns daqueles que devem estar com a vida ganha e não precisam trabalhar fizeram comentários criticando quem participava da manifestação. A esses, eu repito o que disse ao vivo: desculpe-nos por lutar pelo sustento de nossas famílias, pela manutenção das empresas e de lutar para levar ao fim do dia o pão e o leite aos nossos filhos. Também perdi para essa doença maldita conhecidos e amigos. Me solidarizo com todas as famílias enlutadas, mas continuarei lutando pela saúde e pelo trabalho. Quem pode e não precisa trabalhar, fique em casa mesmo. E pare de importunar quem precisa de verdade continuar lutando.

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