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Teve de tudo na Audiência Pública

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Coluna publicada no dia 18/11.

Tiago Manique

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A Audiência Pública que foi realizada na manhã desta terça-feira (18), na Expogramado, para discutir a concessão das rodovias do Bloco 1 expôs muito mais do que divergências técnicas entre governo e lideranças regionais. Ela revelou um abismo entre quem formula o projeto no gabinete e quem vive diariamente as consequências dele nas estradas. Nada de surpresas quanto aos questionamentos, quando foi aberta para o público formado por representantes de entidades e lideranças políticas. Todos com seus argumentos disseram não, outros acreditam que as rodovias devem passar por melhorias primeiro, para depois trabalhar um novo projeto de pedágios. Um dos pontos que chamou a atenção, que nos primeiros minutos os nervos estavam aflorados. Teve pequena discussão em quem estava no público. Teve vaias de parte da plateia, quando o secretário de Estado da Reconstrução, Pedro Capeluppi em sua fala, se direcionou a deputada estadual Sofia Cavedon (PT), contrária a este modelo proposto pelo governo Eduardo Leite, mencionou que um semelhante está sendo realizado pelo Governo Lula e está sendo positivo. Em diversos momentos o representante do Governo do Estado foi interrompido, foi preciso a intervenção do secretário de Comunicação do RS, o gramadense Caio Tomazelli, pedindo respeito e citando que a região recebe bem as pessoas e aquele momento deveria ser de igual forma, com respeito.

Denominador

Apesar de todas críticas e contrariedades a este modelo de concessão, o secretário Pedro Capeluppi não foi definitivo quando a este projeto dos pedágios. Falou que após diversas análises no entender do Governo do Estado é o melhor a ser aplicado, mas está aberto para que um denominador seja conversado e cheguem a um consenso

A democracia venceu

Não sou favorável a este modelo de pedágios, mas coloco que todos venceram, pois mais uma vez o povo teve o direito de opinar, criticar e até mesmo vaiar, mesmo que seja falta de respeito, faz parte do processo democrático. Isso é normal em uma Audiência Pública. E pensar que tem pessoas que são contrárias a democracia. E tinha alguns destes na plateia. Vai entender né?

O argumento da “ineficiência pública”

O governo repete que o Estado é ineficiente e precisa do capital privado. É verdade que muitas obras andaram devagar. Também é fato que a atual estrutura da EGR é limitada e que objetivos maiores exigem investimentos grandes e consistentes. Mas apresentar a concessão como única alternativa é uma tentativa de transformar um problema gerencial em um problema financeiro e repassar a conta diretamente ao contribuinte.

Não se trata de ser contra concessões

A região não é contra desenvolvimento. Não é contra investimentos. E não é contra iniciativas privadas que agreguem eficiência. O que se discute é este modelo, desta forma, neste momento. Tem matéria nessa edição sobre a Audiência Pública e uma fala me chamou a atenção e concordo a do presidente da Câmara de Gramado, Ike Koetz: “primeiro apresenta-se a obra; depois, faz-se a concessão”. Esse é o caminho lógico.

Positivo os reencontros

Estes eventos tu consegues reencontrar pessoas como a muito tempo não conversava. Como o ex-prefeito de Parobé Moacir Jagucheski, hoje assessor da deputada federal Any Ortiz (Cidadania), o candidato a prefeito de Três Coroas na eleição do ano passado e presidente do PT de Três Coroas, Eduardo Manique, assessores e vereadores, além de colegas jornalistas.

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