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Entidades alertam para desafios da economia

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ESTADO – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira em 0,25 ponto percentual, passando a Selic para 14,25% ao ano. A medida foi recebida de forma positiva por representantes da indústria e do comércio gaúcho, que consideram o movimento importante para estimular a atividade econômica, embora ainda insuficiente diante dos desafios enfrentados pelos setores produtivos.

Para o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, a continuidade da queda dos juros representa um alívio para a indústria, que convive com aumento de custos provocado por fatores externos, como os reflexos da guerra no Oriente Médio, além das preocupações com a possibilidade de um forte fenômeno El Niño e discussões sobre mudanças na legislação trabalhista.

Bier destaca, entretanto, que a redução dos juros precisa ser acompanhada por avanços na área fiscal. Segundo ele, maior equilíbrio das contas públicas, previsibilidade e confiança são condições fundamentais para que o país possa conviver de forma duradoura com taxas de juros mais baixas, ampliando investimentos e fortalecendo a competitividade da indústria.

Na mesma linha, o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, afirmou que a decisão do Copom era amplamente esperada pelo mercado. Para ele, apesar da inflação ainda permanecer elevada e das expectativas inflacionárias continuarem acima das metas, o cenário internacional tornou-se menos pressionado diante das perspectivas de encerramento do conflito no Oriente Médio.

Bohn ressalta, porém, que permanecem preocupações relacionadas à inflação de serviços, aos possíveis impactos do El Niño sobre os preços dos alimentos e da energia elétrica e ao persistente desequilíbrio fiscal brasileiro. Segundo o dirigente, os juros continuam em níveis historicamente elevados, limitando a atividade produtiva e reduzindo a capacidade de consumo das famílias, especialmente pelo alto comprometimento da renda com o pagamento de dívidas.

As duas entidades convergem na avaliação de que a redução da Selic é um passo importante para a economia brasileira, mas defendem que novos avanços dependerão da evolução da inflação e, principalmente, de medidas que garantam maior equilíbrio fiscal e segurança para investidores e empreendedores.

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