Supetão

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Coluna publicada no dia 03/10.

Foi de supetão. Assim que o jornal trouxe a notícia da desapropriação do prédio da Ingo Lied, tudo virou um redemoinho. Muita gente ficou sabendo por nós — seja pela edição digital, seja pelas redes sociais — e a partir daí os questionamentos começaram a pipocar: o que vai ser das crianças? Dos professores? Da comunidade escolar que construiu rotina, vínculos, um jeito de estar junto? A sensação foi de surpresa e, acima de tudo, de incerteza.

É importante esclarecer: não se trata apenas de um prédio que vai mudar de dono. Estamos falando de uma escola de educação infantil que acolhe 140 crianças, envolve famílias inteiras e construiu um ambiente de pertencimento. Quando a desapropriação veio à tona, não foi só um número de R$ 10 milhões, nem apenas um decreto publicado. Foi algo que tocou diretamente a vida de muita gente.

Repercussão imediata

Assim que a informação saiu, mães e pais procuraram o jornal para compartilhar sentimentos, dúvidas e medos. O impacto foi grande justamente porque não houve uma preparação prévia. O jornal acabou sendo o canal pelo qual a comunidade descobriu o que estava acontecendo. E a partir daí, buscamos famílias, profissionais e pessoas ligadas à escola para entender como essa notícia tinha sido recebida.

O que a gente ouviu

De todas as falas colhidas, um ponto ficou evidente: ninguém quer ver a história da Ingo Lied terminar de forma brusca. O carinho pela escola, pela equipe e pelo jeito de trabalhar é unânime. A preocupação não é só com o prédio, mas com a possibilidade de romper um ciclo construído ao longo de anos.

Um espaço que vai além

Para muitas famílias, a Ingo Lied não é apenas uma instituição conveniada. É o lugar onde os filhos deram os primeiros passos fora de casa, aprenderam as primeiras músicas, onde pais e mães se sentiram incluídos em atividades que ultrapassam o ensino formal. Essa dimensão afetiva ajuda a explicar por que a desapropriação mexeu tanto com as emoções.

Informação oficial

Em meio a tudo isso, o secretário-adjunto de Educação, Evandro Nunes, trouxe uma fala importante: a Prefeitura ainda está em fase de conversas, nada será imposto de forma unilateral e a primeira etapa é justamente dialogar com a Associação Cidade das Flores, responsável pela gestão da escola. É um dado essencial, porque mostra que o processo não está fechado e que há espaço para diálogo.

O valor do diálogo

Essa disposição poderá ser recebida, mas também gera expectativa: que as famílias sejam chamadas para a conversa antes de qualquer mudança. Afinal, é na ponta que estão os impactos mais reais.

Sem prejuízos

Mas há uma preocupação clara da comunidade: que nada disso aconteça às custas da Ingo Lied, das mães, alunos, professores e colaboradores que fazem parte dessa história. A cidade pode ganhar uma nova estrutura sem perder a riqueza de vínculos que já existe. O desafio é esse: transformar sem desmanchar.

Vai lá ver

Essa coluna é só um recorte. A matéria completa está na edição, com detalhes. Vale conferir para entender tudo o que acontecendo.

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