InícioEconomiaGramado e CanelaFiergs vê consequências “danosas” para a indústria caso ocorra redução na jornada...

Fiergs vê consequências “danosas” para a indústria caso ocorra redução na jornada de trabalho

Tempo de leitura: < 1 minuto

ESTADO – A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) reitera sua posição contrária à redução da jornada de trabalho semanal. A entidade reforça que este é um tema que deve ser tratado por empresas e trabalhadores em processos de negociação coletiva, e não por alteração da legislação atualmente em vigor.

A posição da Fiergs vai ao encontro do que defende a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aponta queda de produtividade e competitividade no setor industrial como uma das consequências caso ocorra a diminuição da jornada de 6×1.

Para o presidente da Fiergs, Claudio Bier, a proposta de impor limite inferior a 44 horas semanais requer um debate maior que considere as particularidades de cada atividade econômica, os segmentos industriais, o tamanho das empresas e as disparidades regionais do país. Além disso, a proposta carrega um ônus excessivo ao setor produtivo, elevando os custos das empresas, principalmente em relação à folha de pagamento.

“Qualquer imposição por lei de redução da jornada semanal é prejudicial, trará efeitos negativos para a economia, aumento de custos para as empresas e enfraquecerá o diálogo entre sindicatos, empregadores e empregados”, diz. A criação de empregos, completa Bier, só ocorre com o crescimento da economia, não com a redução da jornada.

Outra preocupação, segundo o presidente da Fiergs, é que uma eventual redução da jornada afetará especialmente pequenas e médias empresas, que geralmente não possuem a estrutura financeira para contratar novos empregados e cobrir a carga horária reduzida. “No Rio Grande do Sul, 95% das 52 mil indústrias têm até 50 funcionários”, alerta. Fator que se agrava em um momento no qual muitas empresas ainda se recuperam dos efeitos da enchente de 2024.

Por fim, segundo a Fiergs, a proposta prejudica também setores essenciais que dependem de turnos contínuos e outros cuja produtividade também está atrelada a um ritmo de trabalho sem interrupções.

PREJUÍZOS – Levantamento da CNI revela que a proposta de redução acarretaria aumento de 20,7% nos gastos com empregos formais em toda a economia brasileira e uma elevação de R$ 178,8 bilhões com custos de empregados formais, somente para a indústria. Na esfera pública, os custos com empregos teriam elevação de R$ 150,4 bilhões, o que representa crescimento de 23,7% em relação a 2023. Apenas para os órgãos com status de ministério, por exemplo, haveria aumento de R$ 4,6 bilhões em custos indiretos com fornecedores.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Encontro em Porto Alegre aproxima Assembleia Legislativa e imprensa do interior Márcia Sarmento - Especial ADI Multimídia A ADI Multimídia, entidade que representa 30 veículos de...

Amor Sem Raça promove adoção e entidade destaca os desafios do bem estar dos animais

CANELA - A Associação Amor Sem Raça realizou no sábado (11), uma Feira de Adoção, realizada na Agropet Noel, na avenida João Pessoa. A...

FOTOS: Atletas e famílias comemoram 100 anos do Serrano com bola no pé e integração

CANELA – A essência destes 100 anos do Esporte Clube Serrano foi forjada dentro das quatro linhas, com a bola no pé. Muitos fizeram...

Revelado pelo Gramadense, atleta assina contrato com o Avaí: “Somos gratos pelo clube”, diz o pai

GRAMADO - O volante e lateral Rafa, de 16 anos, revelado pelo Centro Esportivo Gramadense (CEG), iniciou neste mês um dos passos mais importantes...

FOTOS: Novo projeto social de futsal será lançando nesta semana

GRAMADO - Uma iniciativa social voltada ao desenvolvimento esportivo e social de crianças e adolescentes entre 5 e 16 anos, será inaugurado nesta semana...