Um projeto de Lei do Executivo, que busca ratificar o acordo para o pagamento das dívidas do Hospital de Caridade de Canela (HCC) deve ser votado na volta do recesso. A matéria recebeu parecer contrário (2 votos a 1) da Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final, formada pelos vereadores Jerônimo Terra Rolim (PDT), Carmem de Moraes Seibt (PSDB) e Carla Reis (MDB). Isso levou à uma decisão em plenário e por 6×5, o projeto seguirá tramitando no Legislativo. Foi necessário o voto de minerva do presidente Jefferson de Oliveira.
Discussões desnecessárias
Jefferson utilizou um dos espaços para lamentar que a sessão é, em algumas ocasiões, utilizada para discussões desnecessárias. Na opinião desta coluna, a matéria citada acima é uma delas. Afinal, a Prefeitura já pagou três parcelas e o governo atual pretende continuar honrando o acordo, que se estende pelos próximos 10 anos. Os vereadores, aprovando o projeto, só darão um atestado ao acordo, nada mais que isso.
Leilão
Um dos medos explanados pela oposição é que o prédio possa ser leiloado caso a dívida não seja paga. Isso não deve acontecer. Duvido que o Constantino e os próximos mandatários, sejam do partido que forem, deixem isso ocorrer. A não ser que faça por birra, para afirmar que a oposição atual tinha razão em não “chancelar” este acordo.
Verbas federais
Com o andamento do acordo, o Hospital poderá voltar a receber verbas do Governo Federal, o que deve aliviar os cofres da Prefeitura, que possui intervenção na Casa de Saúde desde abril de 2019. Alberi lembrou que 90% dos atendimentos são feitos por meio do Sistema Único de Saúde, ou seja, gratuitos para a população. E a coluna acrescenta que esses atendimentos do SUS são subsidiados, em grande parte, pelo próprio Município, já que o repasse do governo federal para o SUS não cobre toda a demanda de atendimentos.
Centro de Convenções
Novamente pinceladas sobre a possível construção de um Centro de Convenções no Parque do Palácio foram levadas à Tribuna da Câmara. É possível que a construção seja feita por meio da permuta do Centro de Feiras, que obrigará o comprador a construir essa edificação.
Vellinho Pinto indagou se valeu a pena que o Parque tenha sido entregue para a municipalidade e teme que o governo municipal entregue-o para a iniciativa privada. “Quer construir um pavilhão para entregar para a iniciativa privada, ninguém vai imaginar que é a Prefeitura que fará a gestão do Centro de Convenções. Não é, vai entregar para alguns amigos do rei, empresas que ele tem afinidade e sabemos que tem”, disparou Vellinho.
Salas modulares
As salas modulares tem sido alvo da oposição ao governo emedebista na Câmara, há algumas sessões. Vellinho Pinto é um dos críticos e comentou na sessão passada que essas construções podem chegar ao dobro do valor de uma escola convencional.
A coluna foi verificar. O valor gasto para fazer uma escola com alvenaria convencional custaria R$ 926,64 m² compreendendo a estrutura, revestimento, pintura e cobertura. Para efeito de comparação, uma obra utilizando Light Steel Frame custaria R$ 877,46 m² (tecnologia similar as usadas em salas modulares).
Essa tecnologia utiliza perfis de aço galvanizado, que sustentam as paredes e telhados, dispensando o uso de vigas e pilares. Desta forma, outros materiais, eliminando cerâmica, tijolos e cimentos, podem ser utilizados para a vedação externa.
O diagnóstico feito pela Educação também apontou a diferença do período para a conclusão das obras, citando que as EMEI´s Diva Pedroso da Cunha e Serafina Seibt levaram oito e 12 anos para ficarem prontas, respectivamente, enquanto intervenções no sistema modular ficam prontas em períodos menores de um ano.
Ar condicionado
Causou grande discussão na Câmara a instalação de dois aparelhos de ar condicionado em uma mesma sala de aula, na Escola Noeli. Alguns vereadores criticaram a instalação argumentando que um já seria o suficiente para suprir a necessidade dos alunos. Jerônimo Rolim chegou a dizer que e pasta educacional estava desperdiçando dinheiro.
A realidade é que cinco salas daquele educandário possuem dois aparelhos, além de mais um na sala da diretoria. A necessidade passou pela avaliação de uma equipe técnica que atestou a instalação. Ao todo são 11 instalados na escola, que custaram R$ 37.379,99.
Ainda sobre a Noeli
O educandário ainda não foi finalizado e deve receber mais um bloco. Para isso, uma estrutura deverá ser demolida para dar lugar ao novo módulo. Jerônimo elogiou a estrutura, mas afirmou que as salas são pequenas. E apontou para a Educação que primeiro termine a construção para depois receber os alunos. Serão destinados R$ 2 milhões para a segunda fase de construção da escola.
Tranca-ruas
Não se preocupe, leitor. Não há nenhuma rua trancada. O título deste tópico é apelido de um servidor(a) da Prefeitura que costuma “dificultar” o andamento de projetos no Paço Municipal.
Recesso
A Casa Legislativa está em recesso até o dia 31 de julho, mas continuará funcionando internamente. Para o contribuinte que desejar falar com os vereadores, a Câmara está aberta das 8h às 14h. A única mudança, para a tristeza de uns e felicidade de outros, é que não haverá sessão até o fim do mês. Há quem classifique como ídolo quem fica até o final de cada sessão.










